Inocente
Sabe quando você recebe uma carta de
alforria, um salvo conduto, um certificado de bons antecedentes. Sei lá. Quando
aquela sua mágoa é aliviada com o bálsamo da absolvição e isso tudo amaina sua
alma? Eu imagino que é isso que o Waldez Góes está sentindo nesse momento. Esse
homem saiu do céu ao inferno em segundos. Só um homem temente a Deus suporta o
que ele e sua família suportaram. Imagina o que é você ser a maior autoridade
do Estado, estar com uma vaga de Senador garantida e de repetente você é
instado a uma condição de bandido, ladrão, corrupto e vira caso de polícia;
imprensa (parcela) e tudo mais apontando o dedo em riste em sua direção lhe
acusando de algo que você não fez. Caralho meu. É preciso muita resignação.
Esse cara tem de ser respeitado. Muito. E seus adversários podem contestar a
ideia, mas nunca as convicções desse homem.
Na última semana com a serenidade que
enfrentou esse turbilhão, um verdadeiro cataclismo, Waldez recebeu a notícia
que os ministros do Supremo Tribunal Federal – STJ o absolveram da última ação
de improbidade que pesava contra ele. Waldez é mão limpa. Waldez Góes recebeu
da justiça dos homens o certificado de honestidade. Ninguém pode,
conscientemente, colocar a honra de homem público de Waldez Góes em xeque.
A operação de guerra realizada pela
Polícia Federal, que envolveu o maior número de policiais numa operação para
Waldez Góes não tem nenhum sentido. O Ministro Otávio Noronha, relator das Mãos
Limpas, levou meus amigos, a exatos sete anos, para chamar a denúncia do
Ministério Público Federal de inepta. Reconheceu o ministro que foram horas e
dinheiro jogado pelo ralo. Demorou ministro. Nem sei se caberia a crítica do
douto ministro, pois sete anos para observar o óbvio, convenhamos é tempo pra
porra.
O fato que fica para a história é que
essa malfadada operação mudou por completo o eixo de poder do Amapá. Tirou
Waldez do Senado e Pedro Paulo do governo. Hoje os familiares, amigos e
correligionários de Waldez comemoram sua absolvição, mas eu fico triste também
de termos perdido a oportunidade do Amapá ter um governador como Pedro Paulo
Dias de Carvalho. Um médico de excelência e um homem comprometido com o bem
coletivo. A Operação Mãos Limpas tirou do Dr. Pedro Paulo toda a vontade de
participar de um processo político, o que eu lamento muito. Bem que poderia
repensar a possibilidade.
Eu fico estimulado em deitar em texto
essas palavras que também a mim são aliviadoras, pois defendi Waldez Góes e sua
inocência, mas faltava a certificação da lei. Agora é bater no peito e gritar
aos quatro cantos – “Eu disse que o cara não devia nada”.
Porém isso tudo chegou no tempo de
Deus e com um respaldo incontestável da população amapaense que em 2014 deu ao
Waldez o direito de voltar para o Palácio do Setentrião. Na verdade devolveu ao
Waldez o que tomaram. Uma carreira pública exitosa. E o amapaense não se
arrepende do que fez. E a prova disso será em 2018. Eu mais uma vez acredito
que Waldez vença mais esse pleito e concluirá esse trabalho maravilhoso que
realiza no Amapá com vistas a dar a esse Estado uma condição econômica e
financeira alentadora, permitindo que o Amapá definitivamente consolide sua
planta econômica centrada nos três setores da economia. Primário, secundário e
terciário. Peito e alma lavada. Me sinto.

Nenhum comentário:
Postar um comentário