sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

ARTIGO DO GATO

  
Inocente

Sabe quando você recebe uma carta de alforria, um salvo conduto, um certificado de bons antecedentes. Sei lá. Quando aquela sua mágoa é aliviada com o bálsamo da absolvição e isso tudo amaina sua alma? Eu imagino que é isso que o Waldez Góes está sentindo nesse momento. Esse homem saiu do céu ao inferno em segundos. Só um homem temente a Deus suporta o que ele e sua família suportaram. Imagina o que é você ser a maior autoridade do Estado, estar com uma vaga de Senador garantida e de repetente você é instado a uma condição de bandido, ladrão, corrupto e vira caso de polícia; imprensa (parcela) e tudo mais apontando o dedo em riste em sua direção lhe acusando de algo que você não fez. Caralho meu. É preciso muita resignação. Esse cara tem de ser respeitado. Muito. E seus adversários podem contestar a ideia, mas nunca as convicções desse homem.
Na última semana com a serenidade que enfrentou esse turbilhão, um verdadeiro cataclismo, Waldez recebeu a notícia que os ministros do Supremo Tribunal Federal – STJ o absolveram da última ação de improbidade que pesava contra ele. Waldez é mão limpa. Waldez Góes recebeu da justiça dos homens o certificado de honestidade. Ninguém pode, conscientemente, colocar a honra de homem público de Waldez Góes em xeque.  
A operação de guerra realizada pela Polícia Federal, que envolveu o maior número de policiais numa operação para Waldez Góes não tem nenhum sentido. O Ministro Otávio Noronha, relator das Mãos Limpas, levou meus amigos, a exatos sete anos, para chamar a denúncia do Ministério Público Federal de inepta. Reconheceu o ministro que foram horas e dinheiro jogado pelo ralo. Demorou ministro. Nem sei se caberia a crítica do douto ministro, pois sete anos para observar o óbvio, convenhamos é tempo pra porra.
O fato que fica para a história é que essa malfadada operação mudou por completo o eixo de poder do Amapá. Tirou Waldez do Senado e Pedro Paulo do governo. Hoje os familiares, amigos e correligionários de Waldez comemoram sua absolvição, mas eu fico triste também de termos perdido a oportunidade do Amapá ter um governador como Pedro Paulo Dias de Carvalho. Um médico de excelência e um homem comprometido com o bem coletivo. A Operação Mãos Limpas tirou do Dr. Pedro Paulo toda a vontade de participar de um processo político, o que eu lamento muito. Bem que poderia repensar a possibilidade.
Eu fico estimulado em deitar em texto essas palavras que também a mim são aliviadoras, pois defendi Waldez Góes e sua inocência, mas faltava a certificação da lei. Agora é bater no peito e gritar aos quatro cantos – “Eu disse que o cara não devia nada”.

Porém isso tudo chegou no tempo de Deus e com um respaldo incontestável da população amapaense que em 2014 deu ao Waldez o direito de voltar para o Palácio do Setentrião. Na verdade devolveu ao Waldez o que tomaram. Uma carreira pública exitosa. E o amapaense não se arrepende do que fez. E a prova disso será em 2018. Eu mais uma vez acredito que Waldez vença mais esse pleito e concluirá esse trabalho maravilhoso que realiza no Amapá com vistas a dar a esse Estado uma condição econômica e financeira alentadora, permitindo que o Amapá definitivamente consolide sua planta econômica centrada nos três setores da economia. Primário, secundário e terciário. Peito e alma lavada. Me sinto.

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