Produção de energia solar é realidade no Amapá
Pesquisas na área
e incentivo do governo devem impulsionar produção para que mais unidades
consumidoras adotem geração de energia renovável.
Da Editoria
O Amapá entrou no
cenário da produção de energias renováveis. Prédios públicos e uma residência
já utilizam a energia solar no Estado e a tendência, com o incentivo do governo
estadual, é que mais unidades consumidoras adotem o novo modelo de geração de
energia. No ano passado, a Superintendência de
Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) aprovou a criação de linhas de crédito,
pelo Banco da Amazônia, para sistemas fotovoltaicos residenciais. A proposta foi feita pelo governador Waldez Góes, em
2017, durante o Fórum dos Governadores em Porto Velho (AC).
Nos últimos anos o
Governo do Amapá, por meio da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (SETEC),
trabalha para fomentar a produção de energias renováveis. A expansão da
atividade abriu mercado para profissionais formados em engenharia elétrica, na
Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), para atuarem no setor de geração
distribuída com o uso de fontes renováveis, seja na forma de sistemas
conectados à rede elétrica ou sistemas isolados.
Segundo o
professor da UNIFAP, Alaan Ubaiara, o Estado tem avançado significativamente no
aproveitamento das fontes de energias renováveis não convencionais, que, em
grande parte, são impulsionadas por programas de governo para o atendimento
energético de localidades sem acesso à rede elétrica convencional.
“No que se refere
à pesquisa, as atividades foram intensificadas a partir do ano de 2006 com a
criação do Núcleo de Hidrometeorologia e Energias renováveis do IEPA [Instituto
de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá] onde foram executados
projetos com foco no aproveitamento de energia hidrocinética, energia eólica e
energia solar fotovoltaica. Em 2009, com a criação do curso de engenharia
elétrica da UNIFAP, também foram intensificadas as atividades no campo de
formação de recursos humanos”, acrescentou o pesquisador.
Desde 2016 o
prédio da 10ª Zona Eleitoral de Macapá possui um sistema de energia solar
implantado. 100% da energia consumida é gerada através da luz do sol, obtendo
uma economia mensal de R$ 7 mil na conta de luz.
Em novembro de
2017 aconteceu a primeira implantação de uma residência com sistema fotovoltaico
de produção de energia à rede da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA). Duas
empresas já realizam o trabalho de implantação do sistema no Estado: a “Solarions”
e a “Amazon Solar”.
A energia
fotovoltaica, que é a transformação da luz solar em eletricidade, é conhecida
no meio científico como uma das mais limpas que existem no mundo. Porém, o
custo alto da instalação dos equipamentos necessários para a captação era, até
certo tempo, o principal motivo de discussão, pois dificultava a aquisição por
boa parte da população.
Financiamento
Com o
financiamento as empresas que atuam na área de energia solar serão cadastradas
pelo Banco da Amazônia para elaborarem os projetos
Deve ser liberado,
no próximo mês de março, o acesso de pessoas físicas à linha de crédito para a
instalação de geradores de energia elétrica de fontes renováveis em residências
do Estado do Amapá. Os recursos estão garantidos no Fundo Constitucional de
Financiamento do Norte (FNO), que é gerenciado pelo Banco da Amazônia.
O financiamento é
para pessoas físicas de toda a Amazônia Legal e vai desde os projetos,
elaboração até a instalação do dispositivo. O FNO vai disponibilizar R$ 120
milhões para essas operações de crédito, que deverão ter taxas de juros mais
baixas do que as praticadas no mercado.
De acordo com o
gerente regional do Banco da Amazônia no Amapá, Gleidson Guimarães Salles,
atualmente os técnicos da instituição analisam o risco de operação para
estabelecer as garantias do crédito, bem como prazos, limites e taxas. Segundo
Salles, apesar do financiamento para pessoas físicas ainda estar em construção,
uma linha similar está em funcionamento para produtores rurais e empresas.
“Acreditamos que a
linha para pessoa física estará em análise final pela diretoria do Banco da
Amazônia no início de março. Até lá, provavelmente o Banco cadastrará algumas
empresas do ramo de energia renovável, que serão credenciadas a elaborar o
projeto para as residências. Isso não impede que o cliente contrate outra
empresa e submeta o projeto à analise”, explicou Salles. pelo Banco da
Amazônia, mais famílias poderão adquirir seus equipamentos. Atualmente, o
Brasil apresenta 17.408 conexões, segundo a Agência Nacional de Energia
Elétrica (ANEEL). Do Portal do GEA

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