quarta-feira, 21 de março de 2018

21 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DAS FLORESTAS

21 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DAS FLORESTAS


As florestas são importantes fontes de biodiversidade e estão relacionadas com a absorção de dióxido de carbono, com a estabilidade do clima e com a proteção do solo, além de fornecerem matérias-primas para a fabricação de vários produtos.
Diante de sua importância indiscutível, surgiu o Dia Mundial das Florestas, que é comemorado em 21 de março. A data foi estabelecida para coincidir com o início da primavera no hemisfério norte.
No Amapá existem duas florestas que também fazem parte do Mosaico de Áreas Protegidas da Amazônia Oriental:
- Floresta Nacional do Amapá (Flona): Localizada no centro do Estado do Amapá, abrange uma das áreas de maior biodiversidade do país. Apesar de serem estimadas cerca de 700 mil espécies, menos de 10% da fauna e da flora são conhecidas. Até o momento foram identificadas 446 espécies de plantas, 361 espécies de aves, 135 espécies de peixes e 62 espécies de mamíferos. Visa gerar benefícios através do uso racional dos seus recursos naturais, a partir de atividades de ecoturismo e turismo de base comunitária, do manejo florestal sustentável por meio de concessões florestais e pela conservação da biodiversidade. São beneficiadas diretamente as populações extrativistas que vivem no seu entorno e que praticam a coleta do açaí e da castanha-da-amazônia. Entre as principais ameaças à floresta estão a caça, o garimpo e a extração de madeiras ilegais.
- Floresta Estadual do Amapá (FLOTA): Criada em 2006, é uma grande área de floresta e cerrado com rica e exclusiva biodiversidade devido a transição entre esses biomas. São permitidas atividades econômicas relacionadas ao manejo florestal sustentável de produtos madeireiros e não madeireiros – como o açaí, a castanha-da-amazônia, o cipó-titica e o palmito, além de outras atividades previstas em seu Plano de Manejo. Cerca de 400 famílias de pequenos agricultores e extrativistas vivem na Flota-AP. Entre as ameaças, destacam-se conflitos fundiários, a exploração ilegal de madeira e garimpos, que tem avançado e gerado degradação e desmatamento florestal. A expansão do agronegócio no Amapá (produção de soja) tem avançado sobre as áreas de cerrado da Flota-AP, apesar da atividade ser proibida nessa Unidade de Conservação.
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