A
agricultura representa uma atividade com alto impacto econômico, sendo que
países em desenvolvimento podem se valer de seus potenciais agrícolas e recursos
naturais para trilhar caminhos em busca de crescimento econômico e
desenvolvimento sustentável. E mesmo com uma tremenda crise econômica que já se
arrasta por quatro anos, e que vem lentamente recuando, em meio à retração
generalizada da economia, o campo é o único que se salva.
Com
injeção pesada de tecnologia em todas as etapas do processo produtivo e câmbio
favorável, o agronegócio, único setor que cresceu no País em 2015, vem
conseguindo driblar os gargalos de infraestrutura e cravar sua competitividade
no cenário internacional. Neste ano a produção de soja, carro-chefe do
agricultura brasileira, deve ultrapassar a barreira das 100 milhões de
toneladas.
E no
Amapá não tem sido diferente, a produção de soja tem crescido ano a ano e em
2017 injetou R$ 60 milhões na economia local e este ano já apresenta a
possibilidade de bater outro recorde e com o sucesso vem atraindo novas
empresas que chegam para investir em insumos oriundos dos grãos.
O
Amapá é hoje uma das últimas fronteiras agrícolas para o plantio de grãos no
cerrado, atividades agropecuárias na várzea, projetos de manejo florestal e de
fitocosméticos e fitoterápicos, além de ter uma infraestrutura de logística,
como estradas, portos e aeroportos satisfatória.
O
crescimento da produção de grãos impulsiona negócios na Cadeia Produtiva de
Alimentos no Amapá. Só uma fábrica de ração, já produz 200 toneladas para
alimentar bovinos e bubalinos, do rebanho local, e vai poder exportar para as
regiões Sul e Sudoeste do Brasil, Europa e Estados Unidos.
Entre
2012 e 2017 o agronegócio da soja atraiu cerca de 100 empresas para o Amapá e
gerou aproximadamente 1.200 empregos.
E
ainda tem as múltiplas vantagens que podem advir deste processo, por exemplo: a
viabilização de segmentos correlatos ao plantio e beneficiamento de grãos, como
a piscicultura, avicultura e suinocultura, que podem se tornar rentáveis pelo
preço das rações (subproduto dos grãos) que tendem a baratear.
A
renda rural média dos trabalhadores nas áreas produtoras de grãos (Itaubal) em
2013 foi de R$ 1.230,00/mês, sendo que nenhum trabalhador recebeu abaixo de R$
850,00/mês. Ou seja, a renda rural deve ser multiplicada 3 ou 4 vezes.
Esses
resultados chegaram a esse ‘boom’ devido o enfrentamento e a firmeza como vem
sendo feita a administração pública estadual. A preocupação em transformar o
Estado do Amapá em um produtor de alimentos, para o consumo interno e exportação,
saindo da dependência caríssima de importar alimentos e mandar os já parcos
recursos para outras unidades federativas. O governador Waldez Góes reuniu uma
equipe de técnicos capacitados que elaboram projetos e programas eficazes para
a área de plantio e de pecuária.
A
luta pela regularização das terras, produção sustentável, controle do meio
ambiente e incentivos fiscais, através da Zona Franca Verde, tem possibilitado que
mais de 100 empresas venham aqui se instalar e passem a gerar emprego e renda
para o Estado.
É a nossa
independência alimentar e o tão almejado crescimento econômico.
Nenhum comentário:
Postar um comentário