sábado, 17 de março de 2018

Editorial



 Agronegócio contorna a crise batendo recordes

A agricultura representa uma atividade com alto impacto econômico, sendo que países em desenvolvimento podem se valer de seus potenciais agrícolas e recursos naturais para trilhar caminhos em busca de crescimento econômico e desenvolvimento sustentável. E mesmo com uma tremenda crise econômica que já se arrasta por quatro anos, e que vem lentamente recuando, em meio à retração generalizada da economia, o campo é o único que se salva. 
Com injeção pesada de tecnologia em todas as etapas do processo produtivo e câmbio favorável, o agronegócio, único setor que cresceu no País em 2015, vem conseguindo driblar os gargalos de infraestrutura e cravar sua competitividade no cenário internacional. Neste ano a produção de soja, carro-chefe do agricultura brasileira, deve ultrapassar a barreira das 100 milhões de toneladas.
E no Amapá não tem sido diferente, a produção de soja tem crescido ano a ano e em 2017 injetou R$ 60 milhões na economia local e este ano já apresenta a possibilidade de bater outro recorde e com o sucesso vem atraindo novas empresas que chegam para investir em insumos oriundos dos grãos.
O Amapá é hoje uma das últimas fronteiras agrícolas para o plantio de grãos no cerrado, atividades agropecuárias na várzea, projetos de manejo florestal e de fitocosméticos e fitoterápicos, além de ter uma infraestrutura de logística, como estradas, portos e aeroportos satisfatória.
O crescimento da produção de grãos impulsiona negócios na Cadeia Produtiva de Alimentos no Amapá. Só uma fábrica de ração, já produz 200 toneladas para alimentar bovinos e bubalinos, do rebanho local, e vai poder exportar para as regiões Sul e Sudoeste do Brasil, Europa e Estados Unidos.
Entre 2012 e 2017 o agronegócio da soja atraiu cerca de 100 empresas para o Amapá e gerou aproximadamente 1.200 empregos.
E ainda tem as múltiplas vantagens que podem advir deste processo, por exemplo: a viabilização de segmentos correlatos ao plantio e beneficiamento de grãos, como a piscicultura, avicultura e suinocultura, que podem se tornar rentáveis pelo preço das rações (subproduto dos grãos) que tendem a baratear.
A renda rural média dos trabalhadores nas áreas produtoras de grãos (Itaubal) em 2013 foi de R$ 1.230,00/mês, sendo que nenhum trabalhador recebeu abaixo de R$ 850,00/mês. Ou seja, a renda rural deve ser multiplicada 3 ou 4 vezes.
Esses resultados chegaram a esse ‘boom’ devido o enfrentamento e a firmeza como vem sendo feita a administração pública estadual. A preocupação em transformar o Estado do Amapá em um produtor de alimentos, para o consumo interno e exportação, saindo da dependência caríssima de importar alimentos e mandar os já parcos recursos para outras unidades federativas. O governador Waldez Góes reuniu uma equipe de técnicos capacitados que elaboram projetos e programas eficazes para a área de plantio e de pecuária.
A luta pela regularização das terras, produção sustentável, controle do meio ambiente e incentivos fiscais, através da Zona Franca Verde, tem possibilitado que mais de 100 empresas venham aqui se instalar e passem a gerar emprego e renda para o Estado.
É a nossa independência alimentar e o tão almejado crescimento econômico.




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