sábado, 12 de maio de 2018

Avançando na saúde com tão pouco


Avançando na saúde com tão pouco





O gestor da saúde amapaense, Gastão Calandrini, faz uma análise dos avanços da saúde no Amapá. A entrega a população de novas unidades de saúde, o aparelhamento e equipamentos novos na Rede Hospitalar Estadual. O apoio da Bancada Federal, assim como investimentos federais possibilitaram a continuidade de projetos em Oncologia e infraestrutura hospitalar.

Reinaldo Coelho

As políticas públicas de saúde fazem parte do campo de ação do Estado orientado para a melhoria das condições de saúde da população e “consiste em organizar as funções públicas governamentais para a promoção, proteção e recuperação da saúde dos indivíduos e da coletividade”.
No que diz respeito especificamente à saúde vale ressaltar ainda a Emenda Constitucional nº 29 de 13 de setembro de 2000. Esta emenda “definiu a participação das esferas federal, estadual e municipal de governo no financiamento das ações e serviços públicos de saúde”.
Assim a atual gestão estadual, comandada pelo governador Waldez Góes, vem investindo no reaparelhamento hospitalar, reformas e construções de novas unidades de saúde e dando continuidade em obras que estavam paralisadas, como o Hospital da Criança e a reforma do Pronto Atendimento Infantil (PAI).

Uma gestão inovadora

A Rede Estadual da Saúde é um dos segmentos sociais de prestação de serviço a sociedade diretamente, o que precisa de uma expertise de um gestor capaz de gerir um órgão de dimensão extraordinária como é o casa da Secretaria de Estado da Saúde. Há um ano e quatro meses frente a pasta, o coronel da reserva da Policia Militar, Gastão Calandrini que já atuou como gestor da SEJUSP e do comando geral da Policia Militar, em entrevista ao Tribuna Amapaense, explicou a grandiosidade e a complexidade da pasta da Saúde.

Gastão Calandrini definiu que mesmo com as dificuldades ocasionadas pela crise econômica estão caminhando as ações gestoriais determinada pelo governador Waldez Góes, e mesmo diante das complexidades, estão sendo entregues, fazendo muito com tão pouco. Uma gestão eficiente e estruturada reflete diretamente na qualidade dos serviços prestados à população”. Esse é o olhar que o secretário Calandrini tem sobre a saúde do Amapá.

Os avanços

Na atual gestão da Saúde foram grandes os avanços. Em 2017 o governo estadual entregou o Hospital de Nefrologia do município de Santana, que era uma demanda antiga e necessária. De acordo com o secretário Calandrini esta clinica vem atender os nefropatas de Santana e Mazagão, desafogando o Hospital das Clinicas Alberto Lima (HCAL) que estava com quatro turno de funcionamento. "Outro avanço que tivemos foi o aumento da capacidade de atendimento o Pronto Atendimento Infantil (PAI), foram mais 40 leitos, que possibilitou a diminuição desse gargalo 'a grande demanda nos corredores do PAI', principalmente nesse período sazonal, que é o período invernoso, onde as doenças respiratórias aumentam muito no público infantil".

Desafios continuados


A Saúde do Estado do Amapá vem tendo um grande avanço em muitas áreas, mas outros desafios tem que ser superados e há muito ainda por ser feito para atender aos usuários da rede hospitalar amapaense.
A saúde no Brasil vivencia uma situação muito difícil, nós acompanhamos nos jornalismo diário, sempre têm uma abordagem da saúde em vários Estados, em situação bem piores que no Amapá. Realmente é uma área muito complexa, que nada pode ficar para amanhã, porquê, é questão de vida ou morte, recursos pequenos, muitas justicializações... Então é complicada”.


Ele ressaltou que enquanto outros Estados fechavam hospitais e clínicas, o Amapá inaugurou uma clínica de nefrologia, reativou leitos e reaparelhou toda a rede hospitalar com equipamentos modernos e finaliza projetos que estão em fase conclusivas e devem ser entregues a população, como a maternidade da zona Norte e duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), uma em Macapá e outra em Laranjal do Jarí.

UPA zona Sul


Uma das primeiras a ser entregue é da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na zona sul de Macapá, que atuará no atendimento de Urgência e Emergência, os mesmos serviços realizado pelo Hospital de Emergência. Vista como um marco importante para fortalecer a assistência à saúde na capital, a unidade deve ser entregue ainda nesta primeira quinzena do mês de maio à população, mas precisamente no dia 16.
Na semana passada foi realizada a última visita técnica a unidade. A visita foi para ajustar os últimos detalhes com o Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar. Com capacidade para 150 atendimentos diários, totalizando uma média de 5 mil/mês. A UPA da Zona Sul vai funcionar 24 horas, todos os dias da semana. Na unidade, serão atendidos casos de urgência e emergência, como pressão alta, derrames, fraturas, cortes, infartos. "O que deve contribuir para a redução da demanda do Hospital de Emergência de Macapá, que hoje é um gargalo visível, que tem uma superlotação nos seus corredores e com a entrega dessa UPA, pretendemos diminuir esse volume de atendimento".
Sobre o gerenciamento partilhado, Calandrini explicou sua importância. “Essa UPA tem uma grande representatividade para a saúde. É a primeira unidade onde decidimos implantar o modelo de gerenciamento por OSS, que tem surtido muitos resultados positivos em outros Estados”, destacou,

CREAP

Na última segunda-feira (7), foi lançada as obras de reforma e ampliação do Centro de Reabilitação do Amapá (CREAP). A obra, projetada por técnicos da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SEINF), em parceria com técnicos do CREAP, teve o processo licitatório finalizado, em que uma empresa local venceu o pregão eletrônico para tocar os trabalhos.
O projeto está orçado em R$ 2,9 milhões, sendo R$ 2 milhões do Ministério da Saúde mais contrapartida do Governo do Amapá. Quando finalizada a reforma contemplará adequações da piscina aquecida dentro dos padrões de atendimentos a pacientes com deficiência, ampliação dos consultórios para criação de boxes para atendimentos individualizados, além da parte elétrica e hidráulica da unidade.
Na oportunidade, também foram entregues duas novas ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
 
Maternidade Bem Nascer

A nova maternidade está localizada na zona norte de Macapá e onde serão realizados os partos normais e humanizados, com centro cirúrgico para pacientes em risco. A maternidade terá mais 50 leitos que atenderão as salas de pré-parto, parto, pós-parto, centro cirúrgico e enfermarias, além de duas banheiras para o parto humanizado. O governo do Estado investiu diretamente mais de R$ 13 milhões para a construção da maternidade.
A maternidade terá mais 50 leitos que atenderão as salas de pré-parto, parto, pós-parto, centro cirúrgico e enfermarias, além de duas banheiras para o parto humanizado.
Gastão Calandrini adiantou que a entrega da Maternidade de Risco Habitual vai aliviar em mais de 40% a demanda de atendimento do Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML). O titular da SESA adiantou à reportagem que ainda nesse primeiro semestre o governador Waldez Góes deverá entregar aos amapaenses essa maternidade.
"Com a inauguração dessa clínica na zona norte a previsão de atendimento será de 700 partos normais e de 155 cesárias/mês. Com certeza vai diminuir bastante a superlotação do Hospital Mãe Luzia".

INVESTIMENTOS

A grandiosidade da Rede de Saúde Estadual e os diversos problemas financeiros não vem garantindo recursos para grandes investimentos na Saúde. O secretário Gastão Calandrini, fez uma rápida análise da situação.
"Nós temos chegando vários equipamentos e aparelhos de Emendas parlamentares. Os nossos recursos estadual e do SUS, nãos nos permite fazer grandes investimentos. O Orçamento da Saúde é consumido 67% com a folha de pagamento dos servidores, 23% com os serviços essenciais continuados e sobra 7% para os investimentos e demandas judiciais. Dependemos muito da boa vontade dos parlamentares da Bancada Federal, para disponibilizar os 50% destinados a Saúde para esses equipamentos e aparelhos. Quero aproveitar para agradecer a compreensão da Bancada Federal, que tem oferecido verbas de custeio e de investimentos para Saúde do Estado.

Aparelhamento hospitalares

O governo de Waldez Góes vem investindo no reaparelhamento da rede hospitalar, com a aquisição de equipamentos para reforçar o atendimento de urgência e emergência, de diagnóstico de imagem e suporte na terapia intensiva, além de melhorar a assistência nos serviços de oftalmologia e cirurgias.
A primeira unidade a receber os equipamentos é o Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (Hcal). Entre os utensílios estão inclusos retinoscópio, colposcópio, mesa de exame, ultrassom, mesa cirúrgica elétrica, autoclaves, torres de videolaparoscopia, que irão auxiliar as cirurgias nas áreas de neurologia, ortopedia e urologia, e outros itens para ampliar e melhorar a assistência.
O secretário Gastão Calandrini ressaltou que as todas as medidas estão sendo tomadas para dar celeridade na instalação dos aparelhos. “Nós estamos reaparelhando a nossa rede com o recebimento desses aparelhos, que vão melhorar bastante a assistência à saúde no que concerne à parte oftalmológica, otorrino, cirurgias, além de outras especialidades médicas, explicou.
Hospital de Oiapoque

Gastão Calandrini, em 2017, entregou ao Hospital de Oiapoque uma nova central de processamento de lavagem de roupas hospitalares. A nova central tem capacidade para lavar diariamente mais de 1 tonelada de roupas, entre lençóis, fronhas e vestuários das equipes de cirurgia. A nova estrutura vai garantir a rápida reposição das peças à hotelaria do hospital, tudo rápido e seguro". 

Serviço Radiológico

O serviço de radiologia (Raio X) do Hospital de Santana, que estava danificado foi restaurado e foi contratado uma empresa que está fazendo o serviço de manutenção nos aparelhos e equipamento hospitalares.

Reforma administrativa

Com base nas necessidades e atendendo as diretrizes do SUS e como monitoramento da Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) a SESA passou por um grande processo de reformulação, na sua estrutura administrativa, após 20 anos de defasagem, uma vez que a antiga era de 1997.
Com as mudanças, o corpo técnico da secretaria ganhou duas novas autarquias, a de Reabilitação (CREAP) e de Vigilância em Saúde (SVS) com o Laboratório de Saúde Pública (LACEN). A medida descentralizou recursos para permitir que a SESA tenha melhor regulação e controle interno. Também proporcionará ao Estado mais possibilidades de alocar recursos, porque terá mais unidades de compra e planejamento.

Sistema informatização de marcação de consulta

O sistema de Saúde Estadual está trabalhando para a extinção de um gargalo social que prejudica a imagem do atendimento público estadual com referência a marcação de consultas. A partir de novembro de 2017 a rede de saúde amapaense começou a ser interligada pelo Sistema Nacional de Regulação (SISREG), novo procedimento que acabará com a tradicionais filas que acontecem diariamente no HCAL.
A atual marcação de consulta está com os dias contado. Essa marcação a décadas sempre foi feita HCAL, gerando desconforto, irritações do usuário, enfrentando chuvas sol e as negociações de vendas de vagas nas filas. Estamos solucionando esses problemas com a determinação do governador Waldez Góes que a colocou como prioridade para retirar essa pauta negativa da imprensa local”.

Compensação SUS PARÁ X AMAPÁ

A maioria dos moradores das Ilhas do Pará realizam seus tratamentos e atendimentos de urgência e emergência nas Unidades de Saúde Amapaense. Porém, os recursos gastos são do Amapá. Ficando o Estado com um déficit que devido os usuários paraenses ao serem atendidos. O mecanismo do SUS identifica o usuário pela sua declaração de residência em uma das unidades federadas. Ao chegarem ao Amapá eles declaram na hora do atendimento a residência de parentes na cidade, o que elimina o repasse dos recursos. Para encontrar uma solução, os secretário Gastão Calandrini entrou em conversação com o titular da Saúde paraense, Vitor Santos, e está sendo montado uma compensação.
"Existe uma demanda muito grande do vizinho Estado do Pará, estive visitando o Doutor Vitor Santos, secretário de Saúde, para estudarmos a possibilidade de fazermos uma compensação dos atendimentos. Seria oferecidos alguns exames como contrapartida, estamos em tratativas".

Informação da comunidade

Por uma questão de cultura e costume o usuário da Saúde amapaense, procura para qualquer motivo o Hospital de Emergência e Urgência, mesmo tendo no seu bairro uma Unidade Básica de Saúde, local apropriado para a triagem e o encaminhamento para as especialidades, isso causa a superlotação do "Pronto Socorro".
"Realmente, por uma questão cultural, o nosso usuário ao sentir qualquer dor, em vez de ir a UBS do seu bairro ou município, que é que tem a competência de fazer os diagnósticos primários ele procura o HE, que tem a função de atender urgência e emergência, ou seja, caso graves. Isso causa o congestionamento desnecessário. Já fizemos uma campanha educativa, envolvendo a secretaria municipal de Saúde de Macapá e o Ministério Público Estadual, com esse objetivo de conscientizar a população da finalidade de cada unidade de saúde do Amapá".

Nenhum comentário:

Postar um comentário

ARTIGO DO GATO - Amapá no protagonismo

 Amapá no protagonismo Por Roberto Gato  Desde sua criação em 1988, o Amapá nunca esteve tão bem colocado no cenário político nacional. Arri...