Avançando na saúde com tão pouco
O
gestor da saúde amapaense, Gastão Calandrini, faz uma análise dos
avanços da saúde no Amapá. A entrega a população de novas
unidades de saúde, o aparelhamento e equipamentos novos na Rede
Hospitalar Estadual. O apoio da Bancada Federal, assim como
investimentos federais possibilitaram a continuidade de projetos em
Oncologia e infraestrutura hospitalar.
Reinaldo
Coelho
As
políticas públicas de saúde fazem parte do campo de ação do
Estado orientado para a melhoria das condições de saúde da
população e “consiste em organizar as funções públicas
governamentais para a promoção, proteção e recuperação da saúde
dos indivíduos e da coletividade”.
No
que diz respeito especificamente à saúde vale ressaltar ainda
a Emenda Constitucional nº 29 de 13 de setembro de 2000. Esta
emenda “definiu a participação das esferas federal, estadual e
municipal de governo no financiamento das ações e serviços
públicos de saúde”.
Assim
a atual gestão estadual, comandada pelo governador Waldez Góes, vem
investindo no reaparelhamento hospitalar, reformas e construções de
novas unidades de saúde e dando continuidade em obras que estavam
paralisadas, como o Hospital da Criança e a reforma do Pronto
Atendimento Infantil (PAI).
Uma
gestão inovadora
A
Rede Estadual da Saúde é um dos segmentos sociais de prestação de
serviço a sociedade diretamente, o que precisa de uma expertise de
um gestor capaz de gerir um órgão de dimensão extraordinária como
é o casa da Secretaria de Estado da Saúde. Há um ano e quatro
meses frente a pasta, o coronel da reserva da Policia Militar, Gastão
Calandrini que já atuou como gestor da SEJUSP e do comando geral da
Policia Militar, em entrevista ao Tribuna Amapaense, explicou a
grandiosidade e a complexidade da pasta da Saúde.
Gastão
Calandrini definiu que mesmo com as dificuldades ocasionadas pela
crise econômica estão caminhando as ações gestoriais determinada
pelo governador Waldez Góes, e mesmo diante das complexidades, estão
sendo entregues, fazendo muito com tão pouco. Uma gestão eficiente
e estruturada reflete diretamente na qualidade dos serviços
prestados à população”. Esse é o olhar que o secretário
Calandrini tem sobre a saúde do Amapá.
Os
avanços
Na
atual gestão da Saúde foram grandes os avanços. Em 2017 o governo
estadual entregou o Hospital de Nefrologia do município de Santana,
que era uma demanda antiga e necessária. De acordo com o secretário
Calandrini esta clinica vem atender os nefropatas de Santana e
Mazagão, desafogando o Hospital das Clinicas Alberto Lima (HCAL) que
estava com quatro turno de funcionamento. "Outro avanço que
tivemos foi o aumento da capacidade de atendimento o Pronto
Atendimento Infantil (PAI), foram mais 40 leitos, que possibilitou a
diminuição desse gargalo 'a grande demanda nos corredores do PAI',
principalmente nesse período sazonal, que é o período invernoso,
onde as doenças respiratórias aumentam muito no público infantil".
Desafios
continuados
A
Saúde do Estado do Amapá vem tendo um grande avanço em muitas
áreas, mas outros desafios tem que ser superados e há muito ainda
por ser feito para atender aos usuários da rede hospitalar
amapaense.
“A
saúde no Brasil vivencia uma situação muito difícil, nós
acompanhamos nos jornalismo diário, sempre têm uma abordagem da
saúde em vários Estados, em situação bem piores que no Amapá.
Realmente é uma área muito complexa, que nada pode ficar para
amanhã, porquê, é questão de vida ou morte, recursos pequenos,
muitas justicializações... Então é complicada”.
Ele
ressaltou que enquanto outros Estados fechavam hospitais e clínicas,
o Amapá inaugurou uma clínica de nefrologia, reativou leitos e
reaparelhou toda a rede hospitalar com equipamentos modernos e
finaliza projetos que estão em fase conclusivas e devem ser
entregues a população, como a maternidade da zona Norte e duas
Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), uma em Macapá e outra em
Laranjal do Jarí.
UPA
zona Sul
Uma
das primeiras a ser entregue é da Unidade de Pronto Atendimento
(UPA) na zona sul de Macapá, que atuará no atendimento de Urgência
e Emergência, os mesmos serviços realizado pelo Hospital de
Emergência.
Vista
como um marco importante para fortalecer a assistência à saúde na
capital, a unidade deve ser entregue ainda nesta primeira quinzena do
mês de maio à população, mas precisamente no dia 16.
Na
semana passada foi realizada a última visita técnica a unidade. A
visita foi para ajustar os últimos detalhes com o Instituto
Brasileiro de Gestão Hospitalar. Com capacidade para 150
atendimentos diários, totalizando uma média de 5 mil/mês. A UPA da
Zona Sul vai funcionar 24 horas, todos os dias da semana. Na unidade,
serão atendidos casos de urgência e emergência, como pressão
alta, derrames, fraturas, cortes, infartos. "O que deve
contribuir para a redução da demanda do Hospital de Emergência de
Macapá, que hoje é um gargalo visível, que tem uma superlotação
nos seus corredores e com a entrega dessa UPA, pretendemos diminuir
esse volume de atendimento".
Sobre
o gerenciamento partilhado, Calandrini explicou sua importância.
“Essa UPA tem uma grande representatividade para a saúde. É a
primeira unidade onde decidimos implantar o modelo de gerenciamento
por OSS, que tem surtido muitos resultados positivos em outros
Estados”, destacou,
CREAP
Na
última segunda-feira (7), foi lançada as obras de reforma e
ampliação do Centro de Reabilitação do Amapá (CREAP). A obra,
projetada por técnicos da Secretaria de Estado da Infraestrutura
(SEINF), em parceria com técnicos do CREAP, teve o processo
licitatório finalizado, em que uma empresa local venceu o pregão
eletrônico para tocar os trabalhos.
O projeto está orçado em R$ 2,9 milhões, sendo R$ 2 milhões do Ministério da Saúde mais contrapartida do Governo do Amapá. Quando finalizada a reforma contemplará adequações da piscina aquecida dentro dos padrões de atendimentos a pacientes com deficiência, ampliação dos consultórios para criação de boxes para atendimentos individualizados, além da parte elétrica e hidráulica da unidade.
Na oportunidade, também foram entregues duas novas ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Maternidade
Bem Nascer
A
nova maternidade está localizada na zona norte de Macapá e onde
serão realizados os partos normais e humanizados, com centro
cirúrgico para pacientes em risco. A maternidade terá mais 50
leitos que atenderão as salas de pré-parto, parto, pós-parto,
centro cirúrgico e enfermarias, além de duas banheiras para o
parto humanizado. O governo do Estado investiu diretamente mais de R$
13 milhões para a construção da maternidade.
A
maternidade terá mais 50 leitos que atenderão as salas de
pré-parto, parto, pós-parto, centro cirúrgico e enfermarias, além
de duas banheiras para o parto humanizado.
Gastão
Calandrini adiantou que a entrega da Maternidade de Risco Habitual
vai aliviar em mais de 40% a demanda de atendimento do Hospital da
Mulher Mãe Luzia (HMML). O titular da SESA adiantou à reportagem
que ainda nesse primeiro semestre o governador Waldez Góes deverá
entregar aos amapaenses essa maternidade.
"Com
a inauguração dessa clínica na zona norte a previsão de
atendimento será de 700 partos normais e de 155 cesárias/mês. Com
certeza vai diminuir bastante a superlotação do Hospital Mãe
Luzia".
INVESTIMENTOS
A
grandiosidade da Rede de Saúde Estadual e os diversos problemas
financeiros não vem garantindo recursos para grandes investimentos
na Saúde. O secretário Gastão Calandrini, fez uma rápida análise
da situação.
"Nós
temos chegando vários equipamentos e aparelhos de Emendas
parlamentares. Os nossos recursos estadual e do SUS, nãos nos
permite fazer grandes investimentos. O Orçamento da Saúde é
consumido 67% com a folha de pagamento dos servidores, 23% com os
serviços essenciais continuados e sobra 7% para os investimentos e
demandas judiciais. Dependemos muito da boa vontade dos parlamentares
da Bancada Federal, para disponibilizar os 50% destinados a Saúde
para esses equipamentos e aparelhos. Quero aproveitar para agradecer
a compreensão da Bancada Federal, que tem oferecido verbas de
custeio e de investimentos para Saúde do Estado.
Aparelhamento
hospitalares
O
governo de Waldez Góes vem investindo no reaparelhamento da rede
hospitalar, com a aquisição de equipamentos para reforçar o
atendimento de urgência e emergência, de diagnóstico de imagem e
suporte na terapia intensiva, além de melhorar a assistência nos
serviços de oftalmologia e cirurgias.
A
primeira unidade a receber os equipamentos é o Hospital de Clínicas
Dr. Alberto Lima (Hcal). Entre os utensílios estão inclusos
retinoscópio, colposcópio, mesa de exame, ultrassom, mesa cirúrgica
elétrica, autoclaves, torres de videolaparoscopia, que irão
auxiliar as cirurgias nas áreas de neurologia, ortopedia e urologia,
e outros itens para ampliar e melhorar a assistência.
O
secretário Gastão Calandrini ressaltou que as todas as medidas
estão sendo tomadas para dar celeridade na instalação dos
aparelhos. “Nós
estamos reaparelhando a nossa rede com o recebimento desses
aparelhos, que vão melhorar bastante a assistência à saúde no que
concerne à parte oftalmológica, otorrino, cirurgias, além de
outras especialidades médicas,
explicou.
Hospital
de Oiapoque
Gastão
Calandrini, em 2017, entregou ao Hospital de Oiapoque uma nova
central de processamento de lavagem de roupas hospitalares. A nova
central tem capacidade para lavar diariamente mais de 1 tonelada de
roupas, entre lençóis, fronhas e vestuários das equipes de
cirurgia. A nova estrutura vai garantir a rápida reposição das
peças à hotelaria do hospital, tudo rápido e seguro".
Serviço
Radiológico
O serviço de radiologia (Raio X) do Hospital de Santana, que estava danificado foi restaurado e foi contratado uma empresa que está fazendo o serviço de manutenção nos aparelhos e equipamento hospitalares.
Reforma
administrativa
Com
base nas necessidades e atendendo as diretrizes do SUS e como
monitoramento da Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS)
a SESA passou por um grande processo de reformulação, na sua
estrutura administrativa, após 20 anos de defasagem, uma vez que a
antiga era de 1997.
Com
as mudanças, o corpo técnico da secretaria ganhou duas novas
autarquias, a de Reabilitação (CREAP) e de Vigilância em Saúde
(SVS) com o Laboratório de Saúde Pública (LACEN). A medida
descentralizou recursos para permitir que a SESA tenha melhor
regulação e controle interno. Também proporcionará ao Estado mais
possibilidades de alocar recursos, porque terá mais unidades de
compra e planejamento.
Sistema
informatização de marcação de consulta
O
sistema de Saúde Estadual está trabalhando para a extinção de um
gargalo social que prejudica a imagem do atendimento público
estadual com referência a marcação de consultas. A partir de
novembro de 2017 a rede de saúde amapaense começou a ser
interligada pelo Sistema Nacional de Regulação (SISREG), novo
procedimento que acabará com a tradicionais filas que acontecem
diariamente no HCAL.
“A
atual marcação de consulta está com os dias contado. Essa marcação
a décadas sempre foi feita HCAL, gerando desconforto, irritações
do usuário, enfrentando chuvas sol e as negociações de vendas de
vagas nas filas. Estamos solucionando esses problemas com a
determinação do governador Waldez Góes que a colocou como
prioridade para retirar essa pauta negativa da imprensa local”.
Compensação
SUS PARÁ X AMAPÁ
A
maioria dos moradores das Ilhas do Pará realizam seus tratamentos e
atendimentos de urgência e emergência nas Unidades de Saúde
Amapaense. Porém, os recursos gastos são do Amapá. Ficando o
Estado com um déficit que devido os usuários paraenses ao serem
atendidos. O mecanismo do SUS identifica o usuário pela sua
declaração de residência em uma das unidades federadas. Ao
chegarem ao Amapá eles declaram na hora do atendimento a residência
de parentes na cidade, o que elimina o repasse dos recursos. Para
encontrar uma solução, os secretário Gastão Calandrini entrou em
conversação com o titular da Saúde paraense, Vitor Santos, e está
sendo montado uma compensação.
"Existe
uma demanda muito grande do vizinho Estado do Pará, estive visitando
o Doutor Vitor Santos, secretário de Saúde, para estudarmos a
possibilidade de fazermos uma compensação dos atendimentos. Seria
oferecidos alguns exames como contrapartida, estamos em tratativas".
Informação
da comunidade
Por
uma questão de cultura e costume o usuário da Saúde amapaense,
procura para qualquer motivo o Hospital de Emergência e Urgência,
mesmo tendo no seu bairro uma Unidade Básica de Saúde, local
apropriado para a triagem e o encaminhamento para as especialidades,
isso causa a superlotação do "Pronto Socorro".
"Realmente,
por uma questão cultural, o nosso usuário ao sentir qualquer dor,
em vez de ir a UBS do seu bairro ou município, que é que tem a
competência de fazer os diagnósticos primários ele procura o HE,
que tem a função de atender urgência e emergência, ou seja, caso
graves. Isso causa o congestionamento desnecessário. Já fizemos uma
campanha educativa, envolvendo a secretaria municipal de Saúde de
Macapá e o Ministério Público Estadual, com esse objetivo de
conscientizar a população da finalidade de cada unidade de saúde
do Amapá".





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