sexta-feira, 11 de maio de 2018

Por que a cúpula entre Trump e Kim será em Singapura

Por que a cúpula entre Trump e Kim será em Singapura

Cidade-Estado é segura, perto de Pyongyang e mantêm boas relações diplomáticas com Estados Unidos e Coreia do Norte

Vista da região central de Singapura - 05/06/2013

Sem antecedentes

Ao aceitar reunir-se com Trump a 5.000 quilômetros de distância de Pyongyang, Kim deve percorrer uma grande distância fora de sua zona de conforto. Desde que assumiu o poder, o ditador só viajou oficialmente ao exterior este ano, com duas visitas à China, onde se reuniu com o presidente chinês Xi Jinping.
Também cruzou a fronteira com a Coreia do Sul em abril, durante uma cúpula histórica com o presidente Moon Jae-in, tornando-se o primeiro líder de seu país a pisar no solo sul-coreano desde o cessar-fogo da Guerra da Coreia em 1953.
Trump havia sugerido que a Zona Desmilitarizada entre as duas Coreias poderia acolher o encontro com Kim — antes de descartar essa opção na quarta-feira, ao que tudo indica para evitar que a reunião pareça uma repetição do encontro dos líderes coreanos de abril. Também abandonou ainda a ideia de celebrar a cúpula na Mongólia, ao que parece por questões de segurança.

Distância

Segundo o jornal The Washington Post, a distância relativamente curta entre Singapura e Pyongyang também foi um dos fatores considerados. Aparentemente, o regime de Kim Jong-un não possui aviões de última geração, capazes de voar por muito tempo sem se reabastecer de combustível.
Singapura tem a vantagem de ser uma viagem de avião relativamente curta da Coreia do Norte, apesar de ser uma metrópole moderna que oferece instalações de primeira classe. É também um país que passou por um rápido desenvolvimento econômico, transformando-se em um país de primeiro mundo em poucas décadas sob a liderança do autoritário Lee Kuan Yew.

Histórico de encontros

A cidade-Estado tem experiência em sediar encontros internacionais. Em 2015, foi palco deuma reunião histórica entre Xi Jinping e o então presidente taiwanês Ma Ying Jeou.
Singapura também recebe anualmente o diálogo Shangri-La, uma reunião sobre assuntos de segurança, na qual participam chefes de Estado, ministros de Defesa e militares de alta patente.
(Com AFP) 

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