#AgoraÉQueSãoEla
Enquanto as mulheres brancas reivindicavam o mercado de trabalho, as mulheres negras vinham de um longo histórico de escravidão e trabalho braçal pesado.
Em uma sociedade ainda pautada no racismo e no machismo, histórias como as dessas guerreiras são raramente lembradas ou sequer mencionadas. E enquanto essas mulheres tão notáveis e com tamanha importância dificilmente recebem o devido reconhecimento histórico, as mulheres negras contemporâneas encontram dificuldade equivalente para conseguirem qualquer reconhecimento nas mais diversas áreas.
Diversos índices e pesquisas sociais no Brasil mostram, com recorrência, evidências de que as mulheres negras são as pessoas que vivem nos níveis mais altos de violência e violação de direitos. A desigualdade salarial entre homens e mulheres, quando analisada sob a perspectiva racial, se torna também uma desigualdade salarial entre mulheres brancas e negras e, entre as vitimas de feminicídio, as negras também são maioria. Quando o tema é a ilegalidade do aborto, as consequências da clandestinidade também são mais pesadas para as mulheres negras – que compõem estatisticamente as camadas sociais mais pobres e, por isso, não têm as mesmas oportunidades que as mulheres brancas de interromper a gestação em outro país ou em clínicas particulares.
É preciso compreender que não há consciência negra sem combate ao machismo, assim como não há igualdade de gênero sem combate ao racismo.
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