“Um dos atacantes mais clássicos do
Futebol Amapaense, o qual tive o privilégio de jogar ao seu lado, garoto do
Laguinho, atrevido, bom de bola, habilidoso, irreverente, com seus toques
refinados, matador implacável que conhecia como ninguém a grande área,
“infernizava” seus adversários, fazendo belíssimos gols no palco sagrado do
Glicerão” (Roberto Foguetinho).
Raimundo Sérgio da Silva Ramos, o Sené
O atleta do
passado de hoje, é Raimundo Sérgio da Silva Ramos, mais conhecido como Sené. “Um
dos atacantes mais clássicos do Futebol Amapaense, o qual tive o privilégio de
jogar ao seu lado, garoto do Laguinho, atrevido, bom de bola, habilidoso,
irreverente, com seus toques refinados, matador implacável que conhecia como
ninguém a grande área, “infernizava” seus adversários, fazendo belíssimos gols
no palco sagrado do Glicerão”(Roberto Foguetinho).
Sené
nasceu em Macapá, no dia 15 de dezembro de 1963, na avenida General Osório, no
Bairro do Laguinho. Filho de Raimundo Tavares Ramos, oriundo da Localidade do
Curiaú. Sua mãe se chamava Onarina da Silva Ramos, natural do município de
Mazagão.
Começou a
jogar futebol com 15 anos de idade, pela equipe de Juniores do Esporte Clube
Macapá. “Em casa tivemos uma sequência de jogadores de futebol, meu irmão
foi
bicampeão pelo São José, jogando no gol, conhecido como “Querosene”, mais o Bein, que todo mundo já conhece, e o Mário, campeão do primeiro campeonato amapaense de futebol profissional pelo Esporte Clube Macapá, em 1991, no comando do técnico Temica”. Como era muito novo e com um elenco só de craques, não foi aproveitado no time principal. “Na época o treinador era o saudoso Aluízio Brasil, e não foi só eu, também meu irmão Bein foi dispensado, nessa época pensei até em parar de jogar futebol”.
bicampeão pelo São José, jogando no gol, conhecido como “Querosene”, mais o Bein, que todo mundo já conhece, e o Mário, campeão do primeiro campeonato amapaense de futebol profissional pelo Esporte Clube Macapá, em 1991, no comando do técnico Temica”. Como era muito novo e com um elenco só de craques, não foi aproveitado no time principal. “Na época o treinador era o saudoso Aluízio Brasil, e não foi só eu, também meu irmão Bein foi dispensado, nessa época pensei até em parar de jogar futebol”.
Nosso
atleta do passado lembra quando o Treinador Bento Goes de Almeida convidou para
treinar no time do São José – “Estava eu e o Bein batendo bola no campo do
América, quando fomos convidados pelo professor para treinar no “Tricolor do
Laguinho”. No primeiro Campeonato Amapaense, Sené arrebentou! Apenas 16 anos de
idade. O time do São José era formado na maioria por “garotos”; meio de campo:
Sené, Bein e Orlando. “Jogamos o campeonato e ficamos em 4º lugar, antigamente
o campeonato era disputadíssimo”.
Em 1982
Sené foi para o Independente Esporte Clube, no final do ano foi chamado pelo
José Maria Gomes Teixeira, o “Manga”, já no ano seguinte, em 1983 se sagrou campeão
pelo Independente, meio de campo era Vitor, Bein e Sené, os demais jogadores
eram: Camecran, Ramabi, Edinho, João Oliveira, Damasceno, Ananísio, Aluizio
Tupã, Itamar, Vasconcelos, Zé Preta, Augusto Cancão, Socó e Rodolfo. “Nessa
época eu era meia esquerda. Quem me adaptou como centroavante foi o técnico
Maranhão, em 1985, no Trem Desportivo Clube. Nosso time tinha dificuldades de
ataques, era muita correria na frente e não tinha ninguém para segurar a bola.
A bola ia e voltava, foi quando o Maranhão me chamou e perguntou se eu queria
ser centroavante. Até então eu disse que não, porque centroavante é uma posição
complicada, você joga de costas para a zaga, toda hora pegando porrada de
zagueiro. Até que um dia eles me convenceram, de lá não quis mais sair, acertei
minha real posição”.
Dos times grandes - o único clube que Sené não atuou foi no
Ypiranga Clube. “Na época, antes de me transferir para o Carcará, fiz um acerto
com o Ypiranga, mas não deu certo. Foi quando surgiu a oportunidade de eu ir
para o Independente. Depois joguei no Santana Clube, E. C. Macapá, Amapá Clube,
Trem Desportivo Clube e São José”.
Fora do
Estado Sené jogou no Rio Negro de Manaus, logo após o Copão da Amazônia de 1985,
e no Paysandu de Belém do Pará, em 1993. No Paysandu tive a oportunidade de
jogar ao lado de Paulo Vitor, Rogerinho, Edil, Nad, César, Jardel (Toiotinha),..Participamos
do Torneio Pará/Ceará, torneio tradicional naquela época. Jogamos contra o
Fortaleza, Ceará e Clube do Remo.
Ao
perguntar qual o melhor estádio que jogou, Sené cita o Estádio Castelão, hoje
Arena Castelão, em Fortaleza-CE. “Gostei também de um estádio na cidade do
interior do Maranhão, chamada Bacabal, atuando pelo Paysandu em um amistoso,
era um pequeno estilo Glicério Marques, só que era um Glicério melhorado. E o
Mangueirão em Belém.”
Sené disputou quatro Copões da Amazônia; um pelo Independente Esporte Clube, em 1983, em Boa Vista-RR. O segundo Copão foi pela equipe do Trem Desportivo Clube em 1985, novamente no Estado de Roraima, onde sagrou-se campeão da competição. O terceiro Torneio da Integração foi pelo Amapá Clube, em 1989, em Santarém-PA. O último Copão foi pelo Trem Desportivo Clube, na última edição do torneio, em 1990, em Macapá, sendo campeão em cima da forte equipe do Independente Esporte Clube. No total, Sené conquistou dois títulos do Copão da Amazônia. “No Copão da Amazônia de 1985, onde conquistamos o primeiro título para o Trem, chegamos lá desacreditado, só davam importância para o Baré, time da casa, e para o Juventus, do Acre. O time do Trem podia ir mal no campeonato local, mas no Copão, se desdobrava, era amor à camisa”. Sené foi eleito o artilheiro e o melhor jogador do Torneio da Integração da Amazônia de 1985. “Pra mim foi gratificante, todo mundo batendo palmas quando citaram meu nome. Não estava esperando isso ainda. Eu sabia que poderia ir muito longe como jogador de futebol, mas naquele momento que eu vi, que realmente dava para ir um pouquinho mais à frente”.
“Falar de
Raimundo Sérgio Sené como jogador de futebol é muito fácil, meu amigo -
Começamos a jogar juntos pelo São José, Trem Desportivo Clube e Santana Clube.
Jogava tanto de meio campo como de centroavante - E por onde passou fez muitos
gols, tem vários títulos. Eu, como amigo sou suspeito de falar, mas tenho
saudades da meiuca - Eulan, Bein e Sené. Tenho muitas histórias para contar
dele como jogador de futebol. Para mim um dos maiores que passou pelo nosso
futebol”, comenta o ex-craque Eulan.
“Grande craque
do futebol amapaense nos anos 80 e 90, artilheiro pelos clubes onde jogou,
jogava com elegância e categoria e faz parte da história do futebol amapaense”,
ressalta, o ex-craque Mário Sérgio.
O ex-craque
Nerivaldo lembra do início de carreira no juvenil do E. C. Macapá – “Corremos
atrás de times para jogar. A equipe do “Azulino” era um timaço, não tinha vaga para
os muitos jogadores revelados. Joguei com o Sené pela Seleção Amapaense, Trem e
Santana. Não queria ser centroavante, depois adorou a posição - Inteligente,
dei muitas bolas pra ele fazer gols. Só queria fazer gols bonitos, eu brigava
com ele; faz de qualquer jeito, ele sorria; e dizia: - Não gosto de fazer gol
fácil. Com o tempo e com a concorrência de grandes atacantes, passou a fazer
gol até de bico - Um dos grandes centroavantes do nosso futebol, eu tive o
prazer de jogar com a fera”.
Nosso
centroavante lembra de craques como: Léo, Ademir França, Haroldo Santos. “Dava
vontade de você ir ao estádio - ver um Casé jogar, tive o prazer de jogar ao
lado de Marcelino, Jason, o próprio Mário Sérgio, Joguei junto com Coroca,
Lagóia de Santana. E você vai hoje no estádio, só tristeza de ver os caras
jogando bola”
Sené se
emociona ao lembrar do problema de saúde que passou recentemente – “O músculo
do meu coração estava fraco - Nunca pensei que isso aconteceria comigo. O fato
de ter sido atleta por muitos anos me ajudou muito na minha recuperação”. Encerrou
sua carreira aos 31 anos de idade, em 1994, pela equipe do Esporte Clube
Macapá. Tem hoje 55 anos de idade, completados no dia 15 de dezembro. Pai de 4
filhas e 7 netos. Atualmente trabalha numa empresa que presta serviços para a
Prefeitura de Macapá.


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