SESI-SENAI do Amapá
oferece 125 vagas para estudantes cursarem novo Ensino Médio

Todas as escolas precisam se adaptar até 2020, e o Amapá é
pioneiro na implantação da norma. A escola do Serviço Social da Indústria
(SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) desenvolveram um
planejamento para ofertar 125 vagas para estudantes que têm interesse nos
cursos técnicos em rede de computadores ou eletrotécnica.
De acordo com a coordenadora de produção educacional do SENAI
Amapá, Rayza Aires, o país precisava dessa reforma no Ensino Médio. Ela
acredita que as mudanças vão facilitar a inserção dos jovens no mercado de
trabalho. “Nesse novo contexto da nova legislação, a intenção é que a educação
fique muito mais atrativa para o aluno, e que ela seja individualizada. Em vez
de avaliar o aluno por uma prova, eu avalio por todas as competências que ele
demonstra ter alcançado ao longo do desenvolvimento de uma das áreas de
competência”, explica Aires.
No ano passado, a escola realizou uma reunião com os
responsáveis por alunos que estavam no nono ano. Foram apresentadas a eles, as
diretrizes e os objetivos para os ingressos no ensino médio em 2019. A ideia
era também escutar os responsáveis e conhecer as expectativas deles. Os
profissionais explicaram que esse novo formato de currículo é organizado pelas
quatro áreas de conhecimento, e não por disciplinas. São elas: linguagens e
suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências humanas e sociais
aplicadas e ciências da natureza.
Segundo a coordenadora Rayza Aires, “a expectativa deles (pais)
é muito boa. Eles ficam muito contentes, porque eles percebem que em vez de
cursar três anos de ensino médio mais quatro anos de uma faculdade para estarem
prontos para o mercado de trabalho, os seus filhos vão estar prontos muito
antes e de uma forma muito melhor”.
Proposta pedagógica
Na indústria, a proposta prevê que no primeiro ano do Ensino
Médio, o aluno seja preparado para o mundo do trabalho, que inclui uma formação
genérica para as profissões da indústria, orientação profissional e
desenvolvimento de competências sócio emocionais. Já no segundo ano, além das
áreas de conhecimento, os alunos vão ter acesso aos fundamentos e práticas de
formação. Por fim, no terceiro ano, a carga horária vai ser de formação técnica
e profissional dedicada às aprendizagens específicas de cada curso.
O diretor-geral do SENAI e integrante do Conselho Nacional de
Educação (CNE), Rafael Lucchesi, entende que essa é uma maneira de modernizar o
ensino dos estudantes e que isso vai melhorar a qualidade dos trabalhadores da
indústria. “É claro que temos um grave problema na indústria brasileira que é a
baixa qualidade, a baixa escolarização da média populacional brasileira, o que
faz com que a produtividade do trabalho no Brasil seja muito baixa”, afirma
Lucchesi.
Lei 13.415/2017
Aprovada em 2017, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional estabeleceu uma mudança no formato do Ensino Médio, e ampliou o tempo
mínimo do estudante na escola de 800 horas para mil horas. Dessa forma, ela
define uma nova organização curricular, que é mais flexível e que deve seguir
uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que é um conjunto que orientações
que deve nortear a elaboração dos currículos das escolas públicas, privadas e
das redes de ensino em todo o país.
De acordo com o texto, a mudança tem como objetivo garantir a oferta de
educação de qualidade a todos os jovens brasileiros e aproximar as escolas à
realidade dos estudantes. Todas as escolas devem se adaptar ao novo currículo
até 2020.
Nenhum comentário:
Postar um comentário