segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

SESI-SENAI do Amapá oferece 125 vagas para estudantes cursarem novo Ensino Médio


SESI-SENAI do Amapá oferece 125 vagas para estudantes cursarem novo Ensino Médio


Após a reforma nas diretrizes do Ensino Médio, os estudantes dessa modalidade vão passar por um novo formato de ensino. A norma regulamenta a Lei 13.415/2017, que instituiu que o planejamento curricular das escolas e dos sistemas de ensino garantam que os conteúdos básicos sejam repassados a todos os alunos, além de promover também o ensino na área da profissão que o aluno pretende seguir.
Todas as escolas precisam se adaptar até 2020, e o Amapá é pioneiro na implantação da norma. A escola do Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) desenvolveram um planejamento para ofertar 125 vagas para estudantes que têm interesse nos cursos técnicos em rede de computadores ou eletrotécnica.
De acordo com a coordenadora de produção educacional do SENAI Amapá, Rayza Aires, o país precisava dessa reforma no Ensino Médio. Ela acredita que as mudanças vão facilitar a inserção dos jovens no mercado de trabalho. “Nesse novo contexto da nova legislação, a intenção é que a educação fique muito mais atrativa para o aluno, e que ela seja individualizada. Em vez de avaliar o aluno por uma prova, eu avalio por todas as competências que ele demonstra ter alcançado ao longo do desenvolvimento de uma das áreas de competência”, explica Aires.
No ano passado, a escola realizou uma reunião com os responsáveis por alunos que estavam no nono ano. Foram apresentadas a eles, as diretrizes e os objetivos para os ingressos no ensino médio em 2019. A ideia era também escutar os responsáveis e conhecer as expectativas deles. Os profissionais explicaram que esse novo formato de currículo é organizado pelas quatro áreas de conhecimento, e não por disciplinas. São elas: linguagens e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências humanas e sociais aplicadas e ciências da natureza.
Segundo a coordenadora Rayza Aires, “a expectativa deles (pais) é muito boa. Eles ficam muito contentes, porque eles percebem que em vez de cursar três anos de ensino médio mais quatro anos de uma faculdade para estarem prontos para o mercado de trabalho, os seus filhos vão estar prontos muito antes e de uma forma muito melhor”.
Proposta pedagógica
Na indústria, a proposta prevê que no primeiro ano do Ensino Médio, o aluno seja preparado para o mundo do trabalho, que inclui uma formação genérica para as profissões da indústria, orientação profissional e desenvolvimento de competências sócio emocionais. Já no segundo ano, além das áreas de conhecimento, os alunos vão ter acesso aos fundamentos e práticas de formação. Por fim, no terceiro ano, a carga horária vai ser de formação técnica e profissional dedicada às aprendizagens específicas de cada curso.
O diretor-geral do SENAI e integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Rafael Lucchesi, entende que essa é uma maneira de modernizar o ensino dos estudantes e que isso vai melhorar a qualidade dos trabalhadores da indústria. “É claro que temos um grave problema na indústria brasileira que é a baixa qualidade, a baixa escolarização da média populacional brasileira, o que faz com que a produtividade do trabalho no Brasil seja muito baixa”, afirma Lucchesi.
Lei 13.415/2017
Aprovada em 2017, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabeleceu uma mudança no formato do Ensino Médio, e ampliou o tempo mínimo do estudante na escola de 800 horas para mil horas. Dessa forma, ela define uma nova organização curricular, que é mais flexível e que deve seguir uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que é um conjunto que orientações que deve nortear a elaboração dos currículos das escolas públicas, privadas e das redes de ensino em todo o país.

De acordo com o texto, a mudança tem como objetivo garantir a oferta de educação de qualidade a todos os jovens brasileiros e aproximar as escolas à realidade dos estudantes. Todas as escolas devem se adaptar ao novo currículo até 2020.



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