OS OUTROS VERSOS DE TELMA SALOMÃO
Já em pleno processo de revisão o
livro de poemas ALNAZAR FI ALNUJUM – PARA LER OLHANDO AS ESTRELAS, de minha
autoria. Este é o segundo livro da trilogia POEMAS DO AMOR ENCADERNADO.
Financiado por meu oncologista e
amigo Dr. Luiz Eduardo Werneck de Carvalho
(Oncológica Brasil – Centro Avançado de Ensino, Pesquisa e Tratamento do
Câncer), meu livro está sob os cuidados do competente Armando Alves Filho,
Editora PAKATATU.
Escrever. Esta é minha principal
ocupação. Amar. Isto me leva a escrever.
Ao longo destes quase seis anos de
luta contra o câncer, cometi centenas de poemas. Cerca de duzentos destes
versos estão nesta trilogia POEMAS DO AMOR ENCADERNADO, que dedico a Minha
companheira Telma Maria Salomão de
Araújo. O terceiro, AMAR SE ESCREVE AMANDO, virá a público no alvorecer
de 2020.
Não sou movido pelo desejo ou pela
necessidade de vender meus versos. Mesmo porque vivemos num país e num momento
de pouquíssima leitura. Aqui e agora, qualquer livro vale muito menos que o
mais básico dos esmartefones.
São versos de amor! E são de minha
amada! @@@
Na realidade não é um livro. É o
amor encadernado. Muitos escrevem um poema e o endereçam ao objeto deste
sentimento. Fui além disso. Um livro. Um livro inteirinho para você! E quando
você cansar as mãos de fada no manuseio deste livro não se apoquente. Haverá
outro. E outro. E outro. Uma prateleira. Uma prateleira não. Uma estante. Uma
estante não.Uma biblioteca. Inteirinha. Uma biblioteca deste meu amor
encadernado só para você! oOo LOMBADA
@@@
O homem parou na soleira da porta.
No canto da boca um esquecido palito rolava nervosa mente inquieto. À sua
destra a feira os bazares o velho Mercado Central. Do lado oposto as rampas e o
comprido caminho de cimento que leva à Praia do Araxá. Num gesto absurdamente
marcial o homem girou sobre o calcâneo esquerdo e tomou o rumo norte emoldurado
pelas frases do Rei :Na tentativa de esquecer você... oOo DA INUTILIDADE
@@@
Hoje eu te trago circunspecto este
poema-bonsai. Cortei aqui ali acolá jungindo em rimas os minúsculos galhos. Eis
aqui Branquinha o teu poema-bonsai. Ajoelhado a teus pés o poeta em seu olhar
de mistério e magia lambe a cria entregue a teus cuidados. oOo LIBAÇÃO
@@@
Não consegui te encontrar em minha
lista de amigos. Com certeza que fui por ti defenestrado. Não me lamento.
Guardarei comigo sempre a velha medida que enrolastes em meu braço esquerdo aos
pés do Elevador Lacerda. Mas quero de volta o APOLOGIA ue você nunca leu. Chico
e Vinícius tinham razão. Como são estranhas as mulheres... Não digas mais que
te sigo por onde quer que andes. Não é verdade. A escadinha da 28 de setembro é
perigosa para tuas pernas tão bem torneadas e a rampa da Visconde de Souza
Franco e um perigo para minha bengala. Entretanto caso sintas a fresca da brisa
ciciando em teus ouvidos pode até ser que seja eu tentando novamente
encontrar-me em tua foto de capa... oOo POST
@@@
No Largo dos Inocentes eu te vi a
vez primeira. Foi tão longe a brincadeira e ali juntou tanta gente no Largo dos
Inocentes pra ver nossa vez primeira. De costas meu bom José abençoava o
namoro. Meu pequeno cuité tava cheinho de choro. Entre o canto e a poesia
tucuju da Confraria dos Nativos de Alenquer a cantiga fagner soa feito
Ave-Maria :"Não se admire se um dia um beija-flor invadir a porta da tua
casa te der um beijo e partir. Fui eu que mandei o beijo que é pra matar meu
desejo faz tempo que eu não te vejo" -Mas inda espero por ti! oOo BANZO


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