quinta-feira, 14 de março de 2019

RECANTO LITERÁRIO - OBDIAS ARAÚJO




OS OUTROS  VERSOS DE TELMA SALOMÃO


Já em pleno processo de revisão o livro de poemas ALNAZAR FI ALNUJUM – PARA LER OLHANDO AS ESTRELAS, de minha autoria. Este é o segundo livro da trilogia POEMAS DO AMOR ENCADERNADO.
Financiado por meu oncologista e amigo Dr. Luiz Eduardo Werneck de Carvalho  (Oncológica Brasil – Centro Avançado de Ensino, Pesquisa e Tratamento do Câncer), meu livro está sob os cuidados do competente Armando Alves Filho, Editora PAKATATU.
Escrever. Esta é minha principal ocupação. Amar. Isto me leva a escrever.
Ao longo destes quase seis anos de luta contra o câncer, cometi centenas de poemas. Cerca de duzentos destes versos estão nesta trilogia POEMAS DO AMOR ENCADERNADO, que dedico a Minha companheira Telma Maria Salomão de  Araújo. O terceiro, AMAR SE ESCREVE AMANDO, virá a público no alvorecer de 2020.
Não sou movido pelo desejo ou pela necessidade de vender meus versos. Mesmo porque vivemos num país e num momento de pouquíssima leitura. Aqui e agora, qualquer livro vale muito menos que o mais básico dos esmartefones.
São versos de amor! E são de minha amada! @@@
Na realidade não é um livro. É o amor encadernado. Muitos escrevem um poema e o endereçam ao objeto deste sentimento. Fui além disso. Um livro. Um livro inteirinho para você! E quando você cansar as mãos de fada no manuseio deste livro não se apoquente. Haverá outro. E outro. E outro. Uma prateleira. Uma prateleira não. Uma estante. Uma estante não.Uma biblioteca. Inteirinha. Uma biblioteca deste meu amor encadernado só para você! oOo LOMBADA
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O homem parou na soleira da porta. No canto da boca um esquecido palito rolava nervosa mente inquieto. À sua destra a feira os bazares o velho Mercado Central. Do lado oposto as rampas e o comprido caminho de cimento que leva à Praia do Araxá. Num gesto absurdamente marcial o homem girou sobre o calcâneo esquerdo e tomou o rumo norte emoldurado pelas frases do Rei :Na tentativa de esquecer você... oOo DA INUTILIDADE
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Hoje eu te trago circunspecto este poema-bonsai. Cortei aqui ali acolá jungindo em rimas os minúsculos galhos. Eis aqui Branquinha o teu poema-bonsai. Ajoelhado a teus pés o poeta em seu olhar de mistério e magia lambe a cria entregue a teus cuidados. oOo LIBAÇÃO
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Não consegui te encontrar em minha lista de amigos. Com certeza que fui por ti defenestrado. Não me lamento. Guardarei comigo sempre a velha medida que enrolastes em meu braço esquerdo aos pés do Elevador Lacerda. Mas quero de volta o APOLOGIA ue você nunca leu. Chico e Vinícius tinham razão. Como são estranhas as mulheres... Não digas mais que te sigo por onde quer que andes. Não é verdade. A escadinha da 28 de setembro é perigosa para tuas pernas tão bem torneadas e a rampa da Visconde de Souza Franco e um perigo para minha bengala. Entretanto caso sintas a fresca da brisa ciciando em teus ouvidos pode até ser que seja eu tentando novamente encontrar-me em tua foto de capa... oOo POST
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No Largo dos Inocentes eu te vi a vez primeira. Foi tão longe a brincadeira e ali juntou tanta gente no Largo dos Inocentes pra ver nossa vez primeira. De costas meu bom José abençoava o namoro. Meu pequeno cuité tava cheinho de choro. Entre o canto e a poesia tucuju da Confraria dos Nativos de Alenquer a cantiga fagner soa feito Ave-Maria :"Não se admire se um dia um beija-flor invadir a porta da tua casa te der um beijo e partir. Fui eu que mandei o beijo que é pra matar meu desejo faz tempo que eu não te vejo" -Mas inda espero por ti! oOo BANZO

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