CULTURA - UM MOMENTO DE POESIA
Poesia ALPENDRE DE BRISA
de Marven Junius Franklin
Havia a luz ingênua
(luz que me enlevava – num arroubo mórbido – ao
Havia verdades irrestritas
(verdades que se escondiam
Havia a estranha querência
(querência
Havia tiros de vociferações
(tiros a escolher as crenças
Havia a funesta impostura religiosa
(impostura que visa provar
de Marven Junius Franklin
Havia a luz ingênua
que se expunha entre as tardes esburgadas
de Oiapoque & meu alpendre de brisa
ao redor do cais
(luz que me enlevava – num arroubo mórbido – ao
silêncio das marés fenecidas).
Havia verdades irrestritas
pronunciadas entre quatro paredes [em dias infelizes de
abril]
(verdades que se escondiam
por trás da Igreja de Nossa Senhora das Graças
para sucumbirem – inermes – por trás do Campo de
Aviação).
Havia a estranha querência
de temer integridade frente à dor
(querência
de desacreditar no homem como essência
& renegá-lo ao primeiro sinal de intolerância).
Havia tiros de vociferações
por desertos & vales da morte
(tiros a escolher as crenças
que devem comandar
a dança das significâncias – em um país esfomeado de
misericórdia).
Havia a funesta impostura religiosa
que almejava dinamitar o amor incondicional dos
altruístas
(impostura que visa provar
que Deus é recompensa em templos de arrogância-mor).
Imagem: Oiapoque em fim de tarde
de Natalina Ribeiro.
de Natalina Ribeiro.

Nenhum comentário:
Postar um comentário