Economia & Negócios

ENTREVISTA: Eduardo Giannetti


Custo da má gestão de Dilma é maior do que o da Lava Jato’

Para economista, equívocos nas políticas macro e microeconômica são os responsáveis pela crise atual
Mônica Scaramuzzo
22 Abril 2017 | 21h30
O economista Eduardo Giannetti da Fonseca diz que os impactos da Operação Lava Jato, que apura corrupção na Petrobrás, podem ter efeitos negativos sobre a economia brasileira, que esboça uma reação, mas afirma que as investigações em curso não deram origem à atual recessão pela qual o Brasil passa. Segundo ele, a má condução do governo Dilma Rousseff, com políticas equivocadas, colocou o Brasil nesta profunda crise, gerando a alta taxa de desemprego. A seguir, trechos da entrevista.
GiannettiFoto: GABRIELA BILO | ESTADAO CONTEUDO
Um levantamento feito pelo ‘Estado’ mostra que as principais empresas envolvidas na Lava Jato demitiram quase 600 mil pessoas. As novas delações poderão piorar esse cenário?]O impacto (negativo) indireto sobre o emprego é ainda maior. Afeta toda cadeia, desde os fornecedores até o consumo que deixa de ser feito porque a atividade não aconteceu.
Com as delações que vieram à tona semana retrasada, o impacto da Lava Jato na economia pode ser maior daqui para a frente?
Acho que seria um erro de análise atribuir a atual crise econômica e o desemprego à Lava Jato. Estaríamos em crise e com alta taxa desemprego, independentemente da Lava Jato. Não foi a operação que criou esse problema. Ela ajudou a agravar, uma vez que as decisões tomadas no âmbito da corrupção que a operação está revelando foram péssimos investimentos. Um exemplo é a refinaria Abreu e Lima. Foram gastos dezenas de milhões de reais e nenhum real de retorno. A Lava Jato não causou a crise econômica.
Em outras palavras, a Lava Jato não está diretamente ligada à crise econômica...
Não é o preponderante. Ela é mais o sintoma da crise do que a causa original. Uma coisa é importante esclarecer: o custo econômico da incompetência do governo Dilma é muito maior do que toda a corrupção brasileira, por mais que você superestime essa corrupção. Estamos falando de toda ordem de magnitude. Mesmo na avaliação mais ambiciosa do tamanho da corrupção no País não chega nem perto do custo que teve para a sociedade o acúmulo de equívocos macroeconômicos e de política microeconômicas do governo Dilma.
O sr. se refere só ao governo Dilma ou à gestão petista?
O quadro (econômico) começou a se deteriorar no segundo mandato do governo Lula, após a saída de Palocci (ex-ministro Antônio Palocci). O cenário se agravou e gerou a crise que estamos vivendo no primeiro mandato do governo Dilma, com a adoção da chamada nova matriz macroeconômica e com os erros de políticas microeconômicas nas áreas de energia elétrica, de petróleo e gás, das concessões, do uso do BNDES para favorecer parceiros. Acredito que a corrupção gere muito mais indignação porque é um desvio de responsabilidade moral.
Mas foi o governo Lula que estimulou as políticas de ‘campeãs nacionais’. Isso já não era um indício do início do problema?
O segundo mandato do Lula foi um ensaio. Mas a realização em larga escala desses projetos foi no mandato da Dilma. O Lula ainda tinha um álibi de lidar com o impacto da crise econômica global de 2008 e 2009. Podia justificar que eram medidas anticíclicas para diminuir a crise. No governo Dilma já não foi nada disso. Foi uma convicção equivocada de alocação de recursos e intervenção com mão pesada nos setores elétrico e de óleo e gás, na alocação de crédito... Depois, uma inflação muito alta, reprimindo os preços administrados, o que obrigou a aumentar os juros durante a recessão. De novo, a crise atual não tem nada a ver com a corrupção. Não é a primeira vez que o Brasil passa por crises. Foi assim no governo Geisel (Ernesto Geisel). Dilma gerou uma nova década perdida.
Mas as revelações da Lava Jato agravaram o desemprego?
Agravaram sim.
A situação poderá ficar mais crítica com futuras delações, como a do Palocci?
A Lava Jato é um exemplo da deformação patrimonialista do Estado brasileiro. Governos que comandam junto com segmentos do setor privado o uso dos recursos na economia. Por dois motivos basicamente: o setor privado buscando um atalho de crescimento por meio de acesso privilegiado; e os governantes buscando a perpetuação no poder por meio da cooptação do setor privado. É uma via de mão dupla. Fazem um conluio para se beneficiar – uns com lucro e outros no poder. Isso não envolve todo o empresariado nem todos os políticos. E, de fato, estão faltando dois elos ainda da cadeia da corrupção brasileira: o setor financeiro e o judiciário, que devem ser apurados.
Uma vez que se jogue luz sobre esses dois elos, o cenário econômico e político pode piorar?
Acho que à medida que se instaure no Congresso uma ideia do salve-se quem puder, em que se blindariam os políticos da Lava Jato, corre-se o risco de o governo Temer ficar esvaziado, afetando a governabilidade. O governo está correndo deseperadamente para manter as condições de governabilidade. E ele já sabia que tinha um prazo de validade definido para poder usar o capital político. Com a Lava Jato e com o que ocorreu semana retrasada, esse capital político foi depreciado.
O governo terá condições de dar continuidade às reformas?
O governo já esteve em condições melhores de aprovar a agenda de reformas. Quanto mais o tempo passa, menos ele fica operacional. Ficou mais complexo daqui para frente.
Está mais vulnerável?
Sim. E ele está buscando se reagrupar para reconstituir os mecanismos de sustentação do Congresso Nacional. Mas o risco está em um cenário do salve-se quem puder, em que o Congresso passa a ser muito mais regido pela lógica da sobrevivência a qualquer preço do que uma agenda de reformas que também pode ter custos eleitorais mais à frente.
Mas a equipe econômica está empenhada em fazer os ajustes.
Por mais crítico que se seja ao governo Temer, ele acertou na área econômica. Não só no Ministério da Fazenda, como nas estatais brasileiras, BNDES, Banco Central e com uma agenda correta, baseada na “Uma ponte para o futuro”.
Mas há risco sistêmico? 
A economia está esboçando reação. Provavelmente, estamos saindo neste primeiro trimestre de uma sequência de 11 trimestres de PIB negativo. Uma pena que uma tempestade política coloque em risco essa recuperação. Institucionalmente, para o Brasil, o mais importante é que esse movimento de apuração se complete. Seria um enorme retrocesso se, em nome de qualquer pretexto, houvesse um conluio de acordo para terminar esse processo tão doloroso que é o da apuração e da punição. O que vai causar prejuízo econômico é a paralisia do governo.
Como o sr. vê o cenário eleitoral para 2018?
A única coisa segura é que a expectativa sobre 2018 está mais aberta do que já era porque os nomes que seriam competitivos e estariam concorrendo provavelmente não chegam vivos até lá. 
Os acordos de leniência podem ser uma saída para o Brasil começar do zero?
Não existe começar do zero. Mas você não pode condenar uma Petrobrás e outras empresas pela má ação de parte da diretoria. O País perder as grandes empreiteiras é ruim. Tem de investigar e punir, mas não confundir desmandos de uma diretoria com a nação.

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,custo-da-ma-gestao-de-dilma-e-maior-do-que-o-da-lava-jato,70001748213

ELEIÇÕES FRANCESAS

Emmanuel Macron e Marine Le Pen vão ao segundo turno na França

Resultados preliminares da votação colocam o centrista Macron à frente da direitista Le Pen


Com 76% das urnas apuradas,  Macron tem 23,11% dos votos e Le Pen, 23,07%
Os resultados preliminares das eleições francesas deste domingo (23) sugerem que tanto o centrista independente Emmanuel Macron quanto a ultradireitista Marine Le Pen se classificaram para o segundo turno em 7 de maio.
Com 76% das urnas apuradas, Macron aparece com 23,11% dos votos, enquanto Le Pen tem 23,07%. É esperado que a vantagem do centrista se amplie, pois termina-se de contar mais tarde os votos dos grandes centros urbanos. As pesquisas de boca de urna indicavam que Macron receberia 23,9% dos votos e Le Pen teria 21,7%.
Pela contagem oficial, o candidato da centro-direita François Fillon aparece com 19,7% dos votos, seguido pelo nome da extrema esquerda Jean-Luc Mélenchon com 18,8%. Ambos reconheceram a derrota e, enquanto Fillon convocou seus eleitores a votar em Macron, Mélenchon disse que consultaria seus apoiadores antes de declarar apoio a outro candidato.O socialista Benoît Hamon, que deve alcançar cerca de 6% dos votos, também disse apoiar Macron.
Em comício após a divulgação dos resultados, Macron pediu a seus apoiadores que tenham esperança na Europa e que se esforcem para garantir a unidade nacional. "Nós mudamos a cara da vida política francesa", disse.
Enquanto isso, Le Pen disse que sua qualificação para o segundo turno é um "resultado histórico" que representa o "orgulho francês". "Chegou a hora de livrar a nação francesa das elites arrogantes que querem ditar como devemos nos comportar", declarou.
A vitória de Macron e Le Pen é um golpe aos tradicionais Partido Socialista, atualmente no governo, e Republicanos (centro-direita), do ex-presidente Nicolas Sarkozy. Rejeitados nas urnas, eles agora abrem espaço para testar outras forças políticas.
Se confirmado nas próximas horas, o resultado encerra um período de grande incerteza política no país –e abre uma segunda etapa, marcada pela discussão da própria identidade francesa.
O cenário da disputa entre Macron e Le Pen no segundo turno, já testado em pesquisas de opinião nos últimos meses, será provavelmente vencido pelo candidato centrista, ex-ministro da Economia —nunca antes eleito a um cargo público. Ele receberá 62% dos votos contra 38%, afirma o instituto Ipsos.
FRANÇA INDECISA - Quatro candidatos chegam ao dia do primeiro turno com chances de avançar ao segundo - EMMANUEL MACRON

Mudanças tecnológicas

Mudanças tecnológicas e as relações de trabalho
Não é novidade que as Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTICs) afetam a sociedade em sua totalidade e provocam fortes transformações no mundo do trabalho. Porém, a crescente conectividade e a digitalização dos processos sociais inicia uma fase de maior integração entre as diversas tecnologias existentes.

Com isso, são incorporadas inovações capazes de processar uma enorme quantidade de dados que, agora, se combina com ferramentas de inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquinas que são  desenvolvidas.
Essa maior integração de tecnologias digitais se viabilizou em virtude dos seguintes aspectos:

a) estágio atual de desenvolvimento e expansão da internet;

b) concentração de capital, informação e poder computacional em poucas corporações que armazenam e processam em tempo real a grande massa de dados produzida pela sociedade (Google, Facebook, Microsoft, Apple, Amazon, etc);

c) a evolução de sistemas de inteligência artificial e aprendizado de máquina que, entre tantas outras possibilidades, operam algoritmos que compreendem a linguagem natural humana, reconhecem padrões de comportamento, simulam diversos tipos de situações, recuperam e organizam dados de origens diversas e interagem com as pessoas;

d) o desenvolvimento da internet das coisas (IoT) que, apesar de estar em sua fase inicial, diz respeito à ampliação da conectividade entre objetos, não se restringindo a dispositivos específicos, como smartphones ou tablets, mas a qualquer coisa que possa ter algum mecanismo de comunicação eletrônica, seja eletrodoméstico, seja veículo, máquina e outros.

Uma primeira consequência dessa intensificação dos processos digitais sobre o trabalho é vista nas atividades focadas na coleta de dados e tratamento de informações, que vai da substituição das atividades do cobrador de pedágio até a colheitadeira moderna.

No caso da colheitadeira, ela  realiza a colheita, mas já automatiza o levantamento de inúmeras informações, como a quantidade, localização, qualidade do produto colhido, entre outros aspectos. Esse processo  diminui tanto o tempo de análise, como também a intervenção humana, podendo ter os dados processados à distância e em tempo real.

A segunda questão que merece atenção é o desenvolvimento de tecnologias voltadas para a automatização de rotinas que fazem parte do trabalho intelectual. Algumas atividades são mais vulneráveis que outras e, portanto, são baseadas em rotinas mais rígidas e passíveis de automatização mais intensa, como no caso do telemarketing, restando as atividades em que as rotinas exigem melhor formação profissional e capacidade de comunicação interpessoal.

Ressalta-se que, na atualidade, já é possível verificar, em grandes empresas, a automatização de parcela da rotina de profissões de alta qualificação, pela incorporação de sistemas de inteligência artificial e aprendizado de máquina. Exemplos são as plataformas de apoio à decisão para investimentos, classificação de riscos, rotinas de análise documental no campo do direito, gestão de marketing, comunicação corporativa, diagnósticos médicos, entre outros.

Além do processo de automatização de parte das atividades profissionais, há tarefas  que são substituídas por sistemas e outras que são transferidas para o consumidor ou incorporadas à rotina de outras profissões. Um exemplo bem conhecido está na área do turismo, tanto de passeio quanto de negócios.

O que antes era feito por uma agência de turismo e seus operadores, agora, é substituído, em grande parte, por empresas de tecnologia da informação e comunicação, que apresentam amplas possibilidades de transporte, hospedagem e outros serviços. Como consequência, em virtude da facilidade no uso dos sistemas, o usuário final realiza a maioria  das escolhas, que antes eram feitas por um profissional especializado. Assim, cada vez mais, as pessoas ganham atribuições para decidir a partir do trabalho executado  por algoritmos.

Desse modo, observamos grandes organizações hipertrofiadas e o surgimento de novas empresas que ganham, cada vez, maior influência sobre as pessoas, afetando a forma como a sociedade se organiza e como o trabalho se processa. Portanto, a discussão sobre o trabalho necessita incorporar um conhecimento mais profundo sobre o momento atual da digitalização da sociedade.

Abre-se uma série de possibilidades animadoras, em uma primeira reflexão, mas também coloca muitas dúvidas quanto às consequências no mundo do trabalho. Como qualificar o trabalhador, garantir seus direitos e adaptar legislações em  uma realidade em que a inteligência artificial e a internet das coisas (IoT) tendem a ganhar maior importância? Talvez seja um dos maiores desafios do mundo atual.

Marcelo Passini Mariano é Docente do Curso de Relações Internacionais (UNESP, Câmpus Franca) e Coordenador do Laboratório de Novas Tecnologias de Pesquisa em Relações Internacionais (LANTRI).

Caesa

Caesa anuncia investimentos em saneamento básico do município de Amapá


O governo do Estado ajudará as prefeituras com a manutenção e ampliação na rede de água esgoto.

O governo do Estado anunciou as melhorias que fará no sistema de abastecimento de água do município de Amapá, distante 300 quilômetros da capital. A Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) enviará uma equipe para fazer a manutenção na rede de água e esgoto a cidade.
Em reunião com o diretor-presidente da Caesa, Valdinei Amanajás, o prefeito de Amapá, Carlos Sampaio, expôs a necessidade da manutenção na rede e da reestruturação da barragem de onde a água é captada para abastecer o município. O gestor municipal solicitou a doação de um terreno pertencente à companhia para a construção de uma praça. “Já havíamos tido outras reuniões com os representantes da Caesa e, hoje, estamos apresentando as demandas nesse setor, para que possa ser melhorada a qualidade do serviço”, declarou Carlos Sampaio.
O prefeito de Amapá também pediu atenção à Vila do Sucuriju, distrito do município, onde o serviço precisa ser melhorado. Na região ribeirinha, moram cerca de 200 famílias e o acesso é por meio de barco. A viagem dura em torno de 6 a 8 horas.
O diretor-presidente da Caesa, Valdinei Amanajás, informou ao prefeito que, além de enviar uma equipe técnica ao município, a companhia vai dar início ao projeto de ampliação da rede de abastecimento da Vila do Sucuriju. A região é assistida com um sistema isolado da Caesa, formado por duas cisternas que captam água do Rio Amazonas.
“A solução viável para melhorar o fornecimento de água é com a instalação de uma terceira cisterna que vai atender, de forma mais eficiente, a comunidade. Vamos fazer a inspeção na rede e dar início ao processo”, afirmou Amanajás.
Sobre a construção da praça, o gestor da Companhia de Água e Esgoto do Amapá respondeu que dará início ao processo de doação do terreno solicitado pelo prefeito. “Nós temos projetos futuros de ampliação do serviço de saneamento básico no interior. Por ora, vamos ajudar as prefeituras com os serviços de manutenção. Quanto ao terreno, vamos fazer o estudo e consultar o Conselho Administrativo, para que seja feita a análise do pedido e aconteça a aprovação da transferência”, frisou.
O município de Amapá possui uma população de 8.768 habitantes e está localizado na região norte do Estado.
Amapá vai exportar primeira carga de açaí com selo internacional
Foram 15 toneladas de açaí certificado procedente do Arquipélago do Bailique. Uma parte abastecerá o mercado local e outra parte será exportada.
A certificação do açaí valoriza a produção local e incentiva os extrativistas a entrarem no mercado de exportação
Desembarcou nesta sexta-feira, 21, no Igarapé da Fortaleza, na divisa entre Macapá e Santana, as primeiras 15 toneladas de açaí certificado vindas do Arquipélago do Bailique, distrito de Macapá, a 160 km da capital.  A comunidade é a primeira a conquistar o selo socioambiental de manejo. No período da tare, a carga será beneficiada e uma parte abastecerá o mercado local e a outra será exportada.
A cooperativa dos Produtores Agroextrativista do Bailique, AmazonBai, filiada à Organização das Cooperativas do Amapá (OCB), recebeu, recentemente, do Conselho de Manejo Florestal (FSC - Forest Stewardship Council), o certificado de manejo da floresta que incentiva à regularização fundiária, garante o manejo florestal e incentiva a segurança do trabalhador, com uso de proteção individual.
O selo foi concedido porque o açaí do Bailique corresponde às características exigidas pelo Conselho de Manejo Florestal, atendendo aos padrões do FSC, com benefícios sociais e viabilidade econômica. Este é o selo mais conhecido do mundo no segmento.
O presidente da AmazonBai, Rubens Gomes, considera que a exportação do produto certificado é um marco no processo da agroindústria amapaense e comprova que é possível ter desenvolvimento com uso sustentável da floresta.
Cadeia produtiva
Outra situação comemorada é a saída da figura do atravessador. Pois, todas as cooperativas de açaí estão filiadas à OCB, que é a organização das cooperadas. E, com esse trabalho, o ribeirinho passa a ser o investidor, vendendo o seu produto direto para a Organização das Cooperativas e recebe pelo preço real.
“Hoje, o trabalhador também é o patrão. O que ocorria antes é que, o ribeirinho tinha que vender seu produto a preços insignificantes para ser transformado em polpa e vendido a mil dólares fora do país. E a nossa atual realidade não permitirá que isso volte a acontecer”, comparou o presidente da AmazonBai.
Rubens Gomes, também destacou a participação de 16 técnicos que estão sendo qualificados pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em parceria com a Embrapa/AP para fazer a neofilização da polpa do açaí e transformá-la em superalimentos.
Cooperativismo
A AmazonBai e outras 11 cooperativas fazem parte do consórcio de produção de alimentos que é gerenciado pela OCB. A organização atua em três cadeias produtivas: açaí (seis cooperativas), pescado (três cooperativas) e castanha do brasil (três cooperativas).
Recentemente, os representantes da OCB solicitaram o apoio e incentivo do governo do Estado para se instalar no Distrito Industrial de Santana. Os cooperados já receberam orientação da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá), quanto à documentação e incentivos fiscais da Zona Franca Verde.
As cooperativas também aguardam a liberação de um financiamento do Fundo de Desenvolvimento Rural do Amapá (Frap), para que possam modernizar e expandir a produção de alimentos no Estado do Amapá.
“A Agência tem cumprido com o seu papel de buscar o investidor, seja ele grande, médio ou pequeno. Queremos dar oportunidade a todos e, claro, percebendo que o nosso investidor tem grandes potenciais como é o caso desses cooperados, nós temos o maior orgulho de incentivá-los”, destacou o diretor-presidente da Agência Amapá, Eliezir Viterbino.
A certificação do açaí por um conselho mundial torna o produto mais valorizado e incentiva os extrativistas do açaí a entrarem no mercado de exportação.

Manejo florestal em Porto Grande

Órgãos do setor econômico acompanham técnicas de manejo florestal em Porto Grande
Integração dos órgãos estaduais fortalece o desenvolvimento sustentável nas áreas de floresta.

Nesta sexta-feira, 21, uma equipe de governo, liderada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF/AP), foi até o município de Porto Grande, a pedido dos empreendedores do setor florestal. Os técnicos foram visitar uma área de manejo florestal sustentável e acompanhar quais técnicas estão sendo aplicadas na região.
Foi a primeira vez que órgãos do setor econômico estadual acompanharam o plano de manejo da iniciativa privada, para entender como está acontecendo a dinâmica da implementação de políticas públicas, identificar resultados positivos e negativos e traçar novos planejamentos.
“O setor florestal precisa de políticas públicas de desenvolvimento sustentável. Com a transferência das terras da União para o Amapá, que tem sido buscada por aproximadamente 15 anos, aumentou a confiança dos empresários nessa política de desenvolvimento do Estado”, notou o secretário de Estado do Meio Ambiente (Sema), Marcelo Creão.
Os engenheiros florestais que atuam na região explicaram aos gestores o plano de manejo aplicado por eles para transformar a floresta produtiva em um ativo econômico, associando conhecimento e tecnologia e, desmistificando a ideia de que a exploração madeireira é danosa e pouco contribui para o desenvolvimento econômico.
“Hoje, tivemos um retrato de que podemos explorar nossas florestas, sem danos e com muitos benefícios, com oportunidades de emprego e aproveitamento de nossas riquezas naturais de forma mais consciente e consistente”, pontuou o secretário de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), Robério Nobre.
Uma das reivindicações apresentada pelos empreendedores foi a mudança na legislação, para aumentar o aproveitamento da matéria-prima. Atualmente, só é permitido utilizar 45% de uma árvore comercial, por exemplo. Aumentar o aproveitamento significa comercializar mais, em torno de uma única árvore, diminuindo assim o impacto ambiental.
Outra pauta que também tem sido discutida com o poder público é a construção de um inventário florestal, considerado um dos fatores básicos para o sucesso do manejo sustentável. A Universidade do Estado do Amapá (Ueap)poderá ajudar neste processo de construção.
“Essa primeira etapa de conhecimento do processo é bastante produtiva e benéfica, tanto para o setor privado, quanto para o poder público. Nesse encontro, pudemos identificar as dificuldades e de que forma podemos incentivar o setor. Constatamos que, realmente, temos empreendedores que seguem as leis, não visando apenas o ganho, mas, no desenvolvimento sustentável, social e ambiental. Quanto ao poder público, a partir do que foi apresentado, temos a satisfação em dar os incentivos necessários para o aumento da produção”, avaliou o presidente do IEF/AP, Marcos Tenório.
Manejo Florestal Sustentável
O Manejo florestal sustentável é a administração da floresta para obtenção de benefícios econômicos, sociais e ambientais, respeitando os mecanismos de sustentação do ecossistema, objeto do manejo. E, considerando, cumulativa ou alternativamente, a utilização de múltiplas espécies madeireiras, de múltiplos produtos e subprodutos não-madeireiros, bem como, a utilização de outros bens e serviços florestais.
Trabalho integrado
Participaram da visita técnica os gestores dos órgãos que compõem o setor econômico do estado: Setec, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural (SDR), Secretaria de Estado do Turismo (Setur), Sema, Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap), Agência de Pesca do Amapá (Pescap), Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro), Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), Universidade do Estado do Amapá (Ueap), Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Estado do Amapá (Imap), IEF, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (Fapeap) e Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Sete).

GEA assina Termo de Fomento

GEA assina Termo de Fomento de R$ 4 mi com Raefap


O governo do Amapá assina nesta segunda-feira, 24, o Termo de Fomento destinado ao atendimento de 536 alunos que pertencem à Rede de Associações das Escolas Famílias do Amapá (Raefap). O Termo será assinado por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), às 11h, no Palácio do Setentrião, em Macapá.
O valor repassado para seis escolas localizadas em áreas rurais da capital e demais municípios, através do Termo, será de R$ 4 milhões. O fomento destina-se à contratação de profissionais de educação, materiais de consumo e manutenção de máquinas e equipamentos em suas sedes durante todo ano de 2017.
Em setembro do ano passado, o governo do Amapá também assinou um Tempo de Fomento, que garantiu aporte financeiro no valor de R$ 624 mil para a rede de escolas famílias do Amapá. O aporte financeiro possibilitou a continuidade das atividades das instituições de ensino agrícola presentes nas localidades de Pacuí, Carvão, Maracá, Cedro, Macacoari e Perimetral Norte. O recurso de 2016 foi repassado em quatro parcelas.
Conforme os dados apresentados pela Rede das Escolas Agrícolas, mais de 800 estudantes concluíram os estudos em escolas agrícolas, nos últimos anos, e estão empregados no Amapá, atuando em sua área de formação.

orla do município de Oiapoque

Governo do Amapá vai reconstruir a orla do município de Oiapoque
Catraieiros, taxistas e ambulantes dependem da orla de Oiapoque para exercer as atividades (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
O processo de licitação está em andamento e as obras devem iniciar no mês julho.

O governo do Amapá e a prefeitura de Oiapoque iniciaram as discussões sobre a reconstrução do muro de arrimo na orla da cidade. São cerca de 500 metros de muro que serão reconstruídos. A Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf) será responsável pela obra, que deve iniciar no mês julho. O processo de licitação para a contratação da empresa está em andamento.
O secretário de Infraestrutura, João Henrique Pimentel, participou de uma reunião no município para definir, junto com a prefeitura local, como vai ficar a situação de catraieiros, mototaxistas, taxistas e ambulantes que trabalham ao longo da orla. Participaram do encontro, representantes de cada categoria e vereadores.
A Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Sete) também participou do evento, orientando as categorias para que o impacto seja o menor possível. São trabalhadores que dependem, diretamente, dessa área da cidade para o seu sustento e a movimentação da economia na fronteira.
“Vamos fazer o possível para que ninguém saia prejudicado enquanto a obra estiver em andamento”, assegurou o titular da Seinf. A prefeita Maria Orlanda explicou que será construída uma rampa provisória de madeira em frente ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) da cidade, para ser usada pelos catraieiros. “Pois, a travessia não pode parar”, enfatizou a gestora municipal.
A prefeitura também ficou de fazer um cadastramento de todos os ambulantes que atuam na orla, para poder definir um local para o remanejamento deles. Os taxistas e mototaxistas, também terão um espaço definido antes do início das obras.Secretário João Henrique: R4 milhões garantidos para as obras. Fotos: Humberto Baía
Após as discussões, os trabalhadores entenderam a importância da reconstrução do muro de arrimo. Principalmente, por causa do fomento ao turismo e por alavancar o comércio na orla. A obra também trará segurança para a população, uma vez que o muro atual está prestes a desabar.

CAPA PRINCIPAL EDIÇÃO 533


Editorial


“Gato escondido com o rabo de fora”.



Um dito popular que diz que “Gato escondido com o rabo de fora” retrata quando se pensa que escondeu muito bem algo, mas deixou um rastro. Essa é a situação de centenas de políticos Brasil afora que em algum tempo e em algum lugar cometeram atos ilícitos de pequenas ou grandes envergaduras, e que hoje tem sobre seus pescoços a Espada da justiça pelos horrorosos delitos praticados contra a sociedade, a democracia e desonrando os mandatos a eles conferido.
O conteúdo da videoteca da Odebrecht aponta para a conclusão de que a ideologia foi usada para a rapinagem de dinheiro do tesouro brasileiro, a fim de financiar o perpetuamento no poder e a boa qualidade de vida de altos políticos.
Os delatores estão atirando na esquerda, na direita e no centro do alvo político e preparem-se que os petistas ora denunciados resolveram abrir o bico, vem o contra-ataque socialista caviar. Palocci diz a Moro que está disposto a revelar ‘nomes e operações do interesse da Lava Jato’.

Na longa lista do ministro Edson Fachin consta o nome de seis prefeitos de capitais que foram delatados pelos executivos da Odebrecht, como mostram as declinações de competência. Como os gestores municipais não detêm prerrogativa de foro junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), os depoimentos dos delatores foram enviados a outras instâncias.
Os delatores não estão medindo esforços para diminuir suas penas, vão lembrando e vão falando. Caso do executivo da Odebrecht, Alexandre José Lopes Barradas, que relatou o pagamento em caixa 2, no valor de R$ 450 mil, no âmbito da campanha eleitoral de Clécio Luís Vieira à prefeitura de Macapá, em 2012.

Na época, o político amapaense era filiado ao PSOL e foi eleito. Clécio se reelegeu em 2016, desta vez como candidato da Rede Sustentabilidade. O depoimento foi enviado ao TRF1, em Brasília.

De acordo com o procurador Vladimir Aras que é uma das melhores cabeças penais do Ministério Público Federal. “...A lógica da colaboração premiada é trocar um suspeito por mil em uma progressão que temos como estimar que vale a pena...”

E ai temos um Mistério!!! Porque e pelas quantas o alto executivo de uma bilionária empresa multinacional, que lida com bilhões de dólares e compra desde presidentes da república a servidor de terceiro escalão, denunciariam um político do longínquo Estado do Amapá, onde nunca sentou um canteiro de obras? De acordo com a delação de Barrados “...investimentos futuros” Será?


Bom, a denúncia foi feita, o prefeito e seu padrinho político já emitiram nota repudiando a denúncia. Mas, a justiça tem que ser feita, se for inocente, arquive-se e puna-se o delator mentiroso. Se não... E se os políticos brasileiros adotassem o harakiri? O que aconteceria se o harakiri fosse importado para os dias interessantes em que vivemos? Diante das sucessivas notícias sobre corrupção, temo que não haveria espadas (ou navalhas) suficientes para tantos empresários e políticos ... 

Artigo do Velleda Coluna CISMANDO



Caso sério!

Confesso que a gente se surpreende todos os dias com os absurdos que acontecem e que nos chegam, de várias formas, pelas redes sociais, telefone, tv, rádio e jornais. Agora é a essa tal de "Blue Whale” – ou Baleia Azul – uma espécie de desafio, perigoso, sobre tudo para os incautos adolescentes, que culmina com mutilação e suicídio. Grupos fechados nas redes sociais, onde só pode entrar quem tem a permissão de um curador (administrador do grupo).
Mas que onda é essa? Desafios, músicas psicológicas de suicídio, vídeos de suicídios, filmes de terror...
Mas que loucura é essa? Onde elencam até sugestões de como se suicidar – pular de um prédio, se enforcar, pular na frente de um trem – isso é muito doido...
Parece bobagem, que ninguém vai entrar num jogo onde se deve morrer. Do seu ponto de vista sim, você pode até estar certo. Mas no ponto de vista de um jovem com problemas não, talvez esta seja a forma de “apertar eject” com certa honra ou uma das únicas maneiras de sentir uma alta estima e se despedir de violência doméstica, bullying, rejeição, abuso sexual, etc.
O Desafio Baleia Azul nasceu na Europa e já gerou mais de 150 suicídios diretos. O Brasil é o oitavo país em taxa de suicídio do mundo. Sabemos muito pouco sobre isso, e costumamos lidar com este grave problema de saúde mental de forma preconceituosa e sem grande importância.
O quadro é simples – temos neste momento milhares de jovens que por falta de expectativa em suas vidas, se tivessem uma tecla de “morrer”, apertariam sem pestanejar. E fazer um chamamento para um “desafio” parece ser um trunfo de quem está por detrás deste jogo macabro. Logo de cara ao entrar no “desafio baleia azul” o jovem cede endereço, documentos, filiação e os responsáveis, caso as tarefas não sejam cumpridas, ameaçam matar familiares, e compartilhar coisas íntimas. Mesmo que eles não possam fazer isso, a chantagem surte efeito numa mente perturbada.
Você deve estar pensando que basta rastrear o nome “baleia azul” e seu filho está protegido. Não. No Brasil os casos que a polícia já está investigando eram sites e comunidades de “empoderamento para gordinhos” e “vença o bullying”. A inspiração do jogo é uma crença popular segundo a qual a baleia azul seria capaz de se suicidar indo voluntariamente encalhar na praia. O “desafio” consiste em incitar os participantes, geralmente em grupos secretos no Facebook, a completar 50 desafios, que conduzem lentamente à morte.
Além do jogo macabro, o suicídio está sendo abordado em uma série que virou “febre” no Netflix, o 13 Reasons Why, que é a história de um estudante que encontra em casa uma caixa contendo sete fitas cassete, gravadas por uma colega que tinha se matado. Nas fitas, ela explica a treze pessoas como eles desempenharam um papel na sua morte. Nunca tivemos uma juventude tão frágil, uma estrutura familiar tão incompetente e uma mídia tão irresponsável. Nunca se consumiu tanto drogas para dormir e levantar.
Suicídio é coisa séria!
Existem pessoas propensas ao suicídio e outras não. E não é você que vai conseguir definir isso julgando o outro. Existem fatores genéticos, comportamentais, químicos e do meio que podem influenciar e dar o start neste desejo. Doenças como depressão e outros transtornos de humor; transtornos de personalidade como borderline (quando a pessoa tem momentos de estabilidade emocional), pedofilia; uso de drogas como maconha, cocaína, chás alucinógenos podem despertar o demônio suicida que estava dormindo – e até a moda dos hormônios (testosterona, hgh, etc.) para malhar e ficar sarado podem ativar estes processos mentais em estado latente.
Pais devem ficar alerta. Devem conversar com seus filhos sobre o suicídio – isso não vai os fazer despertarem para isso, do contrário – vai gerar comunicação, informação, carinho, preocupação e respeito.
Já existe outra página em resposta a jogo Baleia Azul, que lança desafios de valorização da vida.
A verdade é que precisamos ficar atentos!
Como forma de esclarecimento sobre o tema suicídio, conversamos com o Dr. Felipe Menezes, da Federação Espírita do Amapá, e ele nos respondeu a alguns questionamentos.
O que é suicídio?
– Para Doutrina Espírita, suicídio é o aniquilamento do corpo apenas. Mata-se o corpo, mas não a alma que é a nossa individualidade, o ser essencial, o que somos de verdade, ou seja, o eu verdadeiro. 
O que leva a pessoa a se servir desse subterfúgio em detrimento a vida?
– Geralmente é a ideia materialista de que somos o corpo e que seu fim decretaria a morte de nossos problemas. Na maioria dos casos a pessoa desesperada que matar o problema, a dor que sente e não o corpo que é apenas um instrumento que a alma se serve para viver no mundo material. Porém, como somos imortais o espírito leva para o além todas as dores que sentia acrescida do trauma que impôs ao corpo, ou seja, continua sofrendo as dores que provocou com a morte dolorosa. 
O que pode ser feito para diminuir os índices?
– Propagando a ideia da imortalidade, dos objetivos da vida, da Lei Divina e da realidade do mundo espiritual.
Como o espiritismo se posiciona frente ao assunto?
– O espiritismo privilegia a vida, entendendo que ela é oportunidade de crescimento espiritual e que os dissabores naturais do viver são oportunidade de fortalecimento espiritual se bem compreendido. 
O que a Federação Espírita do Amapá faz quanto a esse problema, já que somos os campeões nacionais em suicídio e aborto na juventude?
– A Federação criou o projeto SEMEAMAR, que leva cine debate às escolas de ensino médio esclarecendo os jovens quanto as consequências espirituais desses dois flagelos que assolam as famílias amapaenses.

O caso é muito sério!

NAS GARRAS DO FELINO

Atravessou o Rio Amazonas
A Lava jato atravessou a margem esquerda do rio Mar, achou e atingiu o Múmia e o Mentira Fresca. Esse é doméstico. Alexandre Barrados disse que deu R$ 450 mil e o Mentira que alega não ter visto o DINHEIRO!
Abuso de autoridade?
Através de sua conta no Twitter, Randolfe disse que irá bater com os costados na justiça aquele que falar inverdades sobre sua pessoa. Mas quem falou sobre ele foi o ex-diretor da Odebrecht ambiental, Alexandre Barrados. Será processado?
Ditador?
Randolfe que se diz contra o regime militar, que por sua vez calou a imprensa, hoje não aguenta cinco curtidas nas redes sociais citando seu nome e a Lava Jato. Como um ditador, logo ameaça com processo. Haja ação no Brasil inteiro que não deixou o assunto passar batido.
Congós na passarela
As passarelas no bairro Congos não estão deixando ninguém de pé. As estruturas deterioradas pelo tempo são um verdadeiro inferno para os moradores. Até quando esse martí- rio, meu Deus?
 Macapá virou lixeira
 De tanto lixo espalhado pela capital, parece que o aterro sanitário mudou para o centro de Macapá. Culpa do morador que não despeja os detritos de qualquer jeito e da Prefeitura que não pune os ‘sujões’, muito menos faz nada para evitar o problema.
Fogo de palha!
 Como a PMM pode cuidar da iluminação pública sem pessoal qualificado, sem Eletricistas, sem Engenheiros Elétrico, mal conseguem cuidar dos semáforos, e com isso quem sofre somos nós munícipes! Acho, mas só acho que o único setor que funciona bem na PMM é aquele que tem convênio com os guinchos, porque rebocar carro eles sabem bem!
 Égua não!
 Na PMM não é só o Departamento do Guincho que funciona o do Semáforo também. Na avenida Benhur Correia Alves (7ª dos Congos) colocaram um Semáforo que leva do nada ao muro da UNIFAP. Queria contratar esse engenheiro de tráfego.
De mal a pior

 Caminhantes da Claudiomiro de Moraes e Benedito Limo do Carmo estão entregues à própria sorte, iluminação pública estava mal, agora que passou aos comandos da prefeitura piorou, sem manutenção transeuntes estão sendo assaltados por culpa da prefeitura de Macapá, uma total irresponsabilidade com quem reelegeu o prefeito Clécio

Hospital Metropolitano

Hospital Metropolitano
Termo de Cooperação entre Estado e Município para funcionamento da casa de saúde


 Hospital Metropolitano teve obras paradas por duas vezes (Foto: Abinoan Santiago/G1)



Da Editoria


Em uma audiência, presidida pelo juiz federal João Bosco Soares, ficou acordada a elaboração, no prazo de trinta dias, de um Termo de Cooperação entre Estado e Município no que se refere ao repasse das obras concluídas do hospital para o GEA. “Nosso principal objetivo é buscar o diálogo entre Executivo e Judiciário para que possamos alinhar essa demanda que tanto se arrasta. Não temos o interesse de fazer política partidária, estamos colocando dois governos que fazem oposição política para dialogar em prol de uma causa maior, que é o interesse público”, enfatizou o magistrado.
  

O encontro de conciliação ocorreu na terça-feira, 18, nas dependências do Ministério Público Federal (MPF), entre Prefeitura de Macapá e Governo do Estado do Amapá (GEA) para tratar sobre o destino do prédio do Hospital Metropolitano, localizado na zona norte, que está em obras desde 2001. A prefeitura mostrou interesse em concluir as obras do hospital e repassar a administração para o Governo Estadual.

O secretário municipal de Saúde em exercício, Eldren Lage, ressaltou o interesse da prefeitura em terminar a obra e dar um destino adequado ao espaço, para que ele venha de fato servir a população de Macapá. “Temos dialogado com a Caixa Econômica, Ministério Público e GEA. Hoje, o prédio precisa de um total de R$ 14 milhões para ser concluído. Desse valor, R$ 6 milhões estão em conta. No entanto, concluir a obra não resolve nosso problema, já que o Município não tem condições financeiras de manter um Hospital Metropolitano. Nossas estimativas apontam que para mantê-lo seria necessário cerca de R$ 5 milhões por mês, quase R$ 50 milhões por ano, isso representa 30% de todo nosso orçamento da Saúde”.

Uma das alternativas apresentadas pela prefeitura é transferir parte dos atendimentos clínicos feito no Hospital das Clínicas Alberto Lima (Hcal) para o Metropolitano, na tentativa de desafogar o sistema de saúde estadual. Durante a audiência, a procuradora-geral do Município, Taísa Mendonça, atendendo a solicitações do MPF, entregou ao juiz a planilha de custo com as adequações que o prédio necessita.

“Temos um projeto do ano 2000, sendo que, em 2011, o Ministério da Saúde (MS) determinou inúmeras readequações. Por isso, trabalhamos na reprogramação do antigo projeto para adequar as necessidades preconizadas pelo MS no que se refere às redes hospitalares. As mudanças vão desde a parte elétrica, hidráulica e em alguns pontos estruturais, para assim entregarmos, de fato, uma obra que sirva a população”, destacou o secretário municipal de Obras e Infraestrutura Urbana, Emílio Escobar.

Participaram da audiência o secretário de Estado da Saúde, Gastão Calandrini; a promotora da Defesa da Saúde, Fábia Nilci; o procurador da República, Joaquim Costa Neto; o major do Corpo de Bombeiros, Carlos Augusto; e o procurador do Estado do Amapá, Raul Sousa.

O Hospital Metropolitano
 
A obra iniciou em 2001 e foi paralisada por irregularidades em 2004, durante a Operação Pororoca. Em 2012, a obra foi retomada com um novo contrato, que não vingou devido uma sequência de erros no levantamento de custos.

As readequações foram necessárias devido ao longo período de paralisação e às mudanças na legislação e nos valores de materiais e equipamentos. Foram revistos e reestruturados os projetos de instalações elétricas e hospitalares; atualizadas e modernizadas as instalações da cozinha, da lavanderia, da esterilização, dos projetos do centro cirúrgico e da UTI; e refeitos o tratamento de esgoto e as instalações externas. Tudo teve que se enquadrar às normas técnicas vigentes.

A construção possui uma estrutura para atendimentos nas áreas de pediatria, cirurgia, clínica geral e obstetrícia, além de emergência de média complexidade. Com uma área de mais de 6 mil metros quadrados, o projeto conta ainda com laboratório de alta complexidade; 58 leitos de internação; centro cirúrgico; 14 leitos de UTI, sendo 8 para pacientes adultos e 6 para crianças; necrotério; setor administrativo; blocos de apoio técnico e logístico; amplo estacionamento; cozinha industrial, dentre outros espaços necessários para o funcionamento de um empreendimento desse porte.


SEGUNDO CADERNO


Delação da Odebrecht no Amapá

Mistério! Na delação da Odebrecht no Amapá

Os políticos citados, o ponto-chave da delação e o mistério da 'Múmia'

 
A denúncia de recebimento de R$ 450 mil foi para a campanha de 2012
A delação de Alexandre Barradas, ex-diretor da Odebrecht Ambiental, levantou a suspeita de que a campanha do atual prefeito de Macapá, Clécio Luís (Rede), em 2012, tenha tido caixa 2 - que se refere a recursos financeiros não contabilizados e não declarados aos órgãos de fiscalização.
O político amapaense foi citado na delação e tem o nome na lista do ministro relator da operação Lava Jato, Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Clécio Luís teria sido financiado, conforme Barradas, com R$ 450 mil.

Além dele, o senador pelo Amapá Randolfe Rodrigues (Rede) foi citado na delação de Barradas. Padrinho político de Clécio, o senador teria despertado interesse da construtora por então pertencer a um partido de esquerda, onde a Odebrecht não tinha muito acesso. À época, em 2012, Randolfe e Clécio pertenciam ao Psol.  
O senador Randolfe aparece atualmente na condição de citado. Clécio Luís teve a denúncia remetida a outro foro e tribunal.
Ambos negam qualquer recebimento ilícito.

A delação
O caminho da delação que leva aos políticos amapaenses parte de um advogado de nome 'Rafael'. Ele teria, inicialmente, organizado um encontro em Brasília entre Barradas e o senador Randolfe Rodrigues.
Alexandre Barrados
"Conheci o advogado 'Rafael', num voo entre Goiânia e Brasília. Ele era de Goiânia. Conversamos, aquele contato casual no aeroporto. Era momento da campanha de 2012. Ele tinha empresa de consignados, advocacia, operações com Detrans. (...) [após esse encontro] ele ligou, nos encontramos e ele perguntou se eu teria interesse em Macapá. Disse que não tinha ação desenvolvida lá, eu havia conhecido a cidade há muito tempo pela empresa. (...) ele falou que estava ajudando o senador Randolfe a eleger o seu afilhado político, Clécio Luís, a prefeito de Macapá", falou Barradas.
O ex-diretor da Odebrecht conta que achou estranho porque se tratava de um senador do Psol, "bastante agressivo naquele tempo de CPIs, e bastante atuante", classificou. Segundo o delator, 'Rafael' teria dito que Randolfe era agressivo, porém, progressista, e o teria convidado para conversar com ele.
Barradas disse que achou interessante quebrar as arestas junto a partidos de esquerda, e aceitou o convite. Randolfe e o ex-diretor da Odebrecht se encontraram, segundo ele, no gabinete do senador, em Brasília, onde teriam conversado sobre o Amapá, sem que houvesse pedido financeiro, afirmou o delator.
"Randolfe foi muito cortês, conversamos por cerca de 15 minutos, ele se mostrou aberto e disse que tinha interesse para fazer revolução burguesa em Macapá, e sabia que precisava de capital para isso, mas queria fazer isso de forma muito séria, mas precisaria das grandes empresas do Brasil", falou Barradas, que disse ter apresentado ao senador os programas sociais da Odebrecht, que poderiam ser implantados no Amapá futuramente.
Segundo Barradas, a conversa foi nesse sentido, não houve pedido de apoio à candidatura de Clécio Luís. O delator disse também que após as eleições, não voltou a encontrar Randolfe, apesar de ter tentado contato, para apresentar os programas sociais da construtora, sobre os quais haviam conversado.
Na delação, Alexandre Barradas disse acreditar numa relação entre o senador amapaense e o advogado 'Rafael', já que o intermediário foi quem organizou a reunião entre os dois.
Segundo o senador, o delator fala a favor dele, que não houve pedido de nenhuma contribuição. Randolfe disse que em nenhum momento foi envolvido nas investigações da operação, e que sempre atuou em defesa das investigações.
"O vídeo de Alexandre Barradas é um depoimento em meu favor. No vídeo ele diz que esteve comigo por 15 minutos e eu nunca falei em dinheiro, nunca intermediei nenhum contato dessa natureza e estão fazendo uma ilação de um jovem de 26 anos que na época deveria ter 21 anos, como se fosse outro. Não sou citado na Lava Jato, não tem inquérito contra mim e sou o primeiro a defender a Lava Jato no Congresso Nacional. Não aceito ser misturado nessa lama fétida da política do Amapá e do Brasil que a qualquer custo querem me meter", defendeu-se Randolfe.
Ponto-chave da delação
No ponto-chave da delação, Barradas conta que ao deixar o gabinete de Randolfe Rodrigues, o advogado sugeriu uma ajuda ao senador para a campanha de Clécio Luís. O ex-diretor conta que levou a sugestão ao seu superior, que autorizou o financiamento de R$ 450 mil para apoiar a candidatura do atual prefeito de Macapá.
A idéia, segundo Barradas, era marcar espaço para o futuro, criar uma relação com o partido. "Doações têm sempre objetivo, penetrar no ambiente, para o futuro", afirmou.
Segundo o delator, na semana seguinte houve o pagamento do valor a Rafael, que daria providência para que o dinheiro chegasse à campanha de Clécio.
A 'Múmia'
Numa tabela constante no processo de investigação, o valor de R$ 450, as inicias supostamente de Alexandre Barradas, a localização Macapá-Amapá ligam-se a um codinome 'Múmia'. O delator não soube explicar a formação da tabela e nem os códigos constantes.
O agradecimento
Depois das eleições, vencidas por Clécio Luís, Barradas contou que procurou Rafael, e que ele marcou um encontro entre o então candidato vencedor e o ex-diretor da Odebrecht. Num jantar em Brasília, Clécio agradeceu o apoio da construtora, sem mencionar valores. 
"Ficou claro que ele [Clécio] sabia de onde tinha vindo o recurso. Ele agradeceu", falou Barradas.
Na nota emitida pelo prefeito de Macapá, no dia 12 de abril, após a divulgação da lista de Fachin, Clécio Luís garante que "nunca teve contato com representantes da Odebrecht, antes, durante ou depois de ter sido eleito prefeito. Ele completa dizendo que não existe obra ou contrato com a empresa na capital".

As suspeitas serão apuradas. Por ordem do ministro relator da Lava Jato Luiz Edson Fachin, os episódios que envolvem o prefeito foram enviados para o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, foro competente para julgá-lo. Caberá ao órgão analisar o pedido e autorizar, ou não, o início das diligências. Randolfe figura somente como citado na delação. 

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