Qual a vocação econômica do Amapá?
Esta
é uma pergunta que todos no Amapá se fazem e não possuem resposta. A
responsabilidade de criar o cenário favorável para o incremento da economia é do
Estado e até hoje, passado 20 anos da transformação do Amapá em Estado,
tateamos no escuro, procurando um rumo que possa dar um “up grade” na economia
local.
O
Tribuna trás uma excelente reportagem sobre a situação do setor primário
amapaense. Mostra o repórter Abinoan Santiago, que a participação deste setor
na composição do PIB é pífia, muito aquém do que poderia contribuir, caso fosse
o setor primário prioridade dentre as ações do Poder Público. Não é. Os números
respondem por essa assertiva.
Bem,
mas se não é o setor primário, qual setor é nossa vocação? A indústria? Também
não! O setor industrial do Amapá inexiste e por inúmeras razões. Primeiro, a
falta de energia elétrica, e segundo, pela falta de ações, que sejam atrativas
para os empresários do setor secundário vir para o Amapá. Então nos sobra o
setor terciário, ou seja, o comércio. Essa é então nossa vocação? Mas pra quem
vendemos? Para nós mesmos. Esse dinheiro que entra na nossa economia é na sua
absoluta maioria, oriundo dos repasses institucionais, FPE e FPM.
Como
podemos ter uma economia forte, sem produção? O comércio é um exportador de
capital e importador de produtos acabados. Se compramos confecções,
eletrodomésticos, carros, eletrônicos e etc.. de outros estados, logo se
conclui que estamos exportando o que temos pouco. Dinheiro. O que fica de
impostos e tributos no Amapá, em função das vendas do comércio, não consegue
alavancar nossa economia e muitos menos atender as necessidades de uma
juventude ávida por trabalho. Os empregos são originados nos centros produtores.
Se
estamos com 20 anos, já atingimos a maior idade, e está mais do que na hora de
focarmos num desses setores capazes de reter dinheiro e atrair mais investimento
para cá. Exportar commodities não contribui para o crescimento da economia,
pelo contrário, empobrece o Estado, pois toda a riqueza natural é exaurível,
vide ICOMI e o manganês.
O
Amapá está precisando de alguém que pense no coletivo e num estado há longo
prazo, e não nas urnas da reeleição ou da eleição.
Nenhum comentário:
Postar um comentário