sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Atleta do Passado – Wendell Leite – O Lelé


De jogador a técnico, o atleta fez toda sua carreira no tricolor do bairro do laguinho


De John Pacheco
Da Reportagem\Estagiário
                           
A década de 1990, no basquete amapaense, foi marcada por uma equipe que fez história, e mudou de vez a concepção dos adversários em relação ao nosso potencial esportivo. Essa equipe foi o São José, que mostrou nas quadras de toda a Amazônia, um basquete solto e envolvente, que colocou o Amapá de vez no circuito nacional da modalidade. Entre os tantos craques dessa época, está o atleta do passado desta semana, o eterno camisa 7 do tricolor,   Wendel Leite, conhecido por   Lelé.  apelido  herdado de  seu pai, que  foi  craque  na  futebol de salão, voleibol, futebol de campo  e  basquete.

Tal pai, tal filho
Pode-se e então dizer que a paixão pelo esporte é coisa de família, pois o craque é filho de José Duarte Monteiro, que já esteve na editoria Sobrevivente (Ed. 278, 29 de outubro a 4 de novembro), e que foi um dos grandes jogadores do futebol local com passagens pelo E. C. Macapá e Juventus, além de praticar outros esportes, entre eles o basquete, pelo qual  seu   filho tomou gosto e com 12 anos  começou a competir.
Foi  em meados dos anos 80 que o atleta começou a jogar, “O meu pai já jogava basquete, e em um dos jogos dele o professor Agostinho, hoje presidente da federação, me deu de presente uma bola e com ela o meu pai me ensinou a jogar basquete na Praça Nossa Senhora de Fátima”, conta Lelé. No mesmo ano, o jogador entrou nas categorias de base do São José para construir toda uma história na equipe do laguinho.
Era uma vez, no São José...            
Com 14 anos, Lelé começou a competir na equipe e no mesmo ano foi campeão amapaense na sua categoria, e para chegar ao time principal foi apenas uma consequência do seu trabalho. A principal competição da região, a Copa Norte de Basquete, foi conquistada três vezes por Lelé, como jogador em 1998, 1999 e 2000. Essa para o jogador foi a melhor equipe do São José de todos os tempos, “Aquele tricampeonato foi o que projetou de vez o time no cenário do basquete, pois não seria diferente com um elenco que contava com Tasso Alencar, Lance, Bruno Cei, Fabinho, Felipe e Alencar, entre tantos outros jogadores”, diz Lelé.
Entre outras características do São José daquela época, o atleta destaca, que para cada posição no time, tinha um reserva à altura e que os jogadores tinham ótima resistência, pouco se machucavam, além do ambiente que era harmonioso e não dava espaço para as individualidades.


Depois das cestas
Mesmo após deixar de jogar, Lelé não deixou de lado o esporte, continua no comando, agora como técnico das categorias de base do tricolor do laguinho, pois desde os 18 anos, quando ainda competia, já treinava as categorias inferiores e hoje se dedica somente ao comando técnico. Como treinador, também foi tricampeão, o que o colocou como um dos maiores campeões do torneio com seis títulos, como jogador e treinador, além de cinco vice-campeonatos.   
Além dos títulos, outra grande conquista de Lelé, como treinador, foi a quebra da hegemonia do Pará no basquete do norte, “Há mais de 15 anos nós acabamos com o domínio dos paraenses, tanto que hoje, a partir da categoria sub-19 até a adulta, eles não nos superam mais, o problema está nas categorias de base, onde o São José não tem conseguido resultados expressivos nos últimos cinco anos, o que pode caracterizar que a nova geração pode não ser tão boa quanto as passadas e provocar um declínio no nosso basquete”, explica Lelé.
Raio-X do basquete amapaense
Mesmo conquistando grandes resultados, o nosso esporte ainda encara problemas que impedem do esporte dar um passo maior. A falta de quadras adequadas para receber competições a nível nacional é o maior deles, o ginásio Avertino Ramos não oferece boas condições de prática, o que resultou em vaias para a SEDE, durante a edição  da Copa Norte 2011,  foi realizada em Macapá. A condição do piso e as acomodações de torcida e os vestiários deixaram a desejar.
Devido as  péssimas condições do ginásio, a equipe do São José não pode participar desta temporada da NBB (Novo Basquete Brasil), que é a principal divisão do esporte,  “Nós conseguimos a qualificação em 2011, mas para integrar a NBB, o Avertino passaria por uma vistoria da Federação Nacional, que com certeza iria reprová-lo, perdemos uma grande chance de trazer as grandes equipes do basquete brasileiro para cá, como: Brasília, Franca e Flamengo. Mas vamos continuar o nosso trabalho e levar cada vez mais longe o nosso basquete”, finaliza Wendell Leite, o Lelé, ex-jogador e atual técnico da equipe de basquete do São José.

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