Talvez
uma das grandes honras de qualquer cidadão seja servir o povo exercendo um
cargo público, cuja finalidade precípua é alcançar o bem-estar da coletividade.
A dignidade do cargo eleva o cidadão a uma condição inexprimível perante seus
pares tornando-o co-responsável bela efetivação do bem-comum, desiderato de
qualquer governo. No nosso sistema, exercer os cargos de ministro, secretário
de Estado ou de Município sempre distinguiu os escolhidos a ponto de se
tornarem verdadeiras excelências e autoridades, portadores de poder incontestável.
A
escolha desses assessores sempre causou expectativa porque dela derivava a
esperança do povo de saber se podia ou não esperar um grande trabalho. A
reputação ilibada e o conhecimento técnico era o binômio norteador da escolha.
Após escolhidos, pesava sobre os ombros
dos ilustres a responsabilidade de responder, pela prática, a expectativa de
seus supostos atributos que o fizeram merecedor de tamanha confiança.
No
curso da história, contudo, os compromissos políticos foram degenerando a
essência da escolha chegando-se ao ponto da militância política constituir o
critério da escolha. Saiu o honroso critério de escolher o melhor para o povo
para se escolher o melhor para o projeto político. Uma pena. Os grandes tecnocratas
e executivos estão “a priori” longe dessas escolhas. Só que agora a coisa
piorou. E não foi pouco. Não bastasse a evidente falta de domínio técnico,
agora os exercentes do famoso primeiro escalão apartam-se da ética e da
dignidade do cargo sem qualquer cerimônia, fulanizando, como diria o polemista
Carlos Lobato, o exercício do poder.
Como
são escolhidos pela “afinidade política” exacerbam-se no puxa-saquismo
massacrante que fulmina a dignidade do cargo. Os exemplos são fartos e
humilhantes. Recentemente, a Secretária de Estado Ely Almeida, que titulariza a
Secretaria Estadual de Inclusão Social e Mobilização Social, sem qualquer
pudor, grafou no seu twuitter um post que rebaixou a dignidade do cargo. Após
mencionar que o Governador prometeu ao povo de Mazagão o asfaltamento de uma
rodovia, tascou um “que se cortem de gilete”, dirigindo-se aos descontentes ou
opositores. Ficou abaixo da linha da pobreza no campo da compostura. Os usuários
da mídia social reprovaram o ato anti-social da secretária que se atirou na
vala comum dos militantes de boteco.
Uma
Secretária de Estado jamais poderia se comportar dessa forma. O ato cairia bem
para um militante, desde que estivesse com uma bandana na cabeça, uma camisa do
partido e uma bandeira na mão, do contrário, também soaria estranho, pois
revelaria que o seu protagonista estaria à beira do farrapo humano. O pior é
que Ely Almeida não está só. Não é raro se detectar Secretários de Estado se
comportando como verdadeiros militantes de esquina, fazendo de seu múnus um instrumento de lealdade ao
partido e ao governante, reduzindo a pó a esperança do povo por melhores dias.
Está
na hora dos chefes do executivo não cederem as pressões políticas e
demonstrarem pelo convencimento de que não é a intensidade dos berros e número
de bandeiras levantadas que faz grande assessor. É o conhecimento acumulado, a
experiência adquirida e o compromisso com o bem estar do povo que traz à tona
um grande quadro. É chegada a hora de botar o “porco no rolete” e eliminar dos
cargos de natureza especial aqueles cujos atributos se resumem à prática
nefasta de defender o governante até um último pingo da honra.
Se
a eliminação seletiva cravar um dez, teremos a oportunidade de relembrar
grandes homens públicos, cuja glória virava conteúdo curricular a enriquecer o
conhecimento do povo. É de longa memória o tempo em que os alunos sabiam de cor
os nomes de ministros e secretários, posto que exigidos dos mestres num gesto
de civismo que encantava. Do contrário, lembraremos os Secretários pelos
“cortes de giletes”, como fez Ely Almeida, ou, pior, como fez uma Secretária de
Educação (pasmem!) que cravou um “morra a mãe, FDP”. Discunjuro.
RABISCOS
Está na hora de acabar a divisão do mundo entre o
bem e o mal. A falta de compostura de Ely Almeida, apequena a dignidade do
cargo e revela um ódio que não justifica. É perguntar: pra que isso???!!!///Aliás,
há muito venho batendo nessa tecla. Secretário tem que ser escolhido pelo
critério técnico e pelo compromisso com o bem estar do povo. Esse critério
resolveria tudo. Agora não, escolhe-se pelo número de gestos de lealdade que o
sujeito pratica. Pode Juvenal?////E o nosso NCCO continua investigando (os
adversários): Atenção MP, vamos exercer o tal controle externo, patriotas. Ou
paladinos?////De novo: E não é que vi um adesivo pro-Cristina dizendo que
mandato do povo não se tira. Ta bom, eu aceito o argumento: então por que os
socialistas queriam tirar o mandato de Roberto Góes, como diz o Nogueira “na
marra”. Ai vale!! Ora vão plantar batatas///De Roberto pode, de Waldez pode,
agora de Capi não pode, de Janete não pode, de Cristina não pode. Os primeiros
foram eleitos por quem, hein, ô cara-pálida,
Eitsha..../////CAESA e a ADAP, coisas do PAC (pronúncia bem homo, por favor!),
continuam no projeto de buracos asfaltados.
Prefeito, valeu, tire mesmo as máquinas da rua e parar, mais parar muito
como diz o “Paralelo” que frauda carnaval e agora faz manifestação na praça com
aquela “idoneidade”////Prefeito Roberto preparando a festa de aniversário da
cidade com um mega evento. A “Nueva Andaluzia” agradece!///Ruy Smith continua
no seu projeto de dilúvio. Se não vier aquela aguinha, teremos o maior projeto
de buraco do mundo com direito à premiação////Carnaval nos finalmente. Todo
mundo se coçando!!!///////Fernando Canto dando aquela mãozinha na festa da
“Feliz Cidade”. Bacana. Enquanto isso,
vou ganhando a aposta. A propósito, você
já mandou alguém se cortar de gilete? Não, coisa feia, né sociólogo. Pior é o
morra a mãe, FDP...///Boêmios na reta final. Rodrigo Siqueira em ritmo de cem
metros. Mais uma vez: “a gente não faz falta para o Boêmios, o Boêmios é que
faz falta pra gente”. ////E a imprensa PINK, aquela que bajula até os talos, lê
meia página do almanaque abril e se acha, como vai? Já se cortou de gilete? Não.
Essa eu não aconselho///De novo: os Deputados vão mesmo meter o “tunda” na Cristina
Almeida pela mentira deslavada? Tem que ter coragem!!!////Roberto Góes me pergunta
se já me cortei de gilete. Claro que não meu caro, a compostura ainda funciona,
e bem!////bye
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