sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Vicente Cruz: O secretariado e a fulanização do cargo: a hora de “botar o porco no rolete”



Talvez uma das grandes honras de qualquer cidadão seja servir o povo exercendo um cargo público, cuja finalidade precípua é alcançar o bem-estar da coletividade. A dignidade do cargo eleva o cidadão a uma condição inexprimível perante seus pares tornando-o co-responsável bela efetivação do bem-comum, desiderato de qualquer governo. No nosso sistema, exercer os cargos de ministro, secretário de Estado ou de Município sempre distinguiu os escolhidos a ponto de se tornarem verdadeiras excelências e autoridades, portadores de poder  incontestável.


A escolha desses assessores sempre causou expectativa porque dela derivava a esperança do povo de saber se podia ou não esperar um grande trabalho. A reputação ilibada e o conhecimento técnico era o binômio norteador da escolha. Após escolhidos,  pesava sobre os ombros dos ilustres a responsabilidade de responder, pela prática, a expectativa de seus supostos atributos que o fizeram merecedor de tamanha confiança.

No curso da história, contudo, os compromissos políticos foram degenerando a essência da escolha chegando-se ao ponto da militância política constituir o critério da escolha. Saiu o honroso critério de escolher o melhor para o povo para se escolher o melhor para o projeto político. Uma pena. Os grandes tecnocratas e executivos estão “a priori” longe dessas escolhas. Só que agora a coisa piorou. E não foi pouco. Não bastasse a evidente falta de domínio técnico, agora os exercentes do famoso primeiro escalão apartam-se da ética e da dignidade do cargo sem qualquer cerimônia, fulanizando, como diria o polemista Carlos Lobato, o exercício do poder.

Como são escolhidos pela “afinidade política” exacerbam-se no puxa-saquismo massacrante que fulmina a dignidade do cargo. Os exemplos são fartos e humilhantes. Recentemente, a Secretária de Estado Ely Almeida, que titulariza a Secretaria Estadual de Inclusão Social e Mobilização Social, sem qualquer pudor, grafou no seu twuitter um post que rebaixou a dignidade do cargo. Após mencionar que o Governador prometeu ao povo de Mazagão o asfaltamento de uma rodovia, tascou um “que se cortem de gilete”, dirigindo-se aos descontentes ou opositores. Ficou abaixo da linha da pobreza no campo da compostura. Os usuários da mídia social reprovaram o ato anti-social da secretária que se atirou na vala comum dos militantes de boteco.

Uma Secretária de Estado jamais poderia se comportar dessa forma. O ato cairia bem para um militante, desde que estivesse com uma bandana na cabeça, uma camisa do partido e uma bandeira na mão, do contrário, também soaria estranho, pois revelaria que o seu protagonista estaria à beira do farrapo humano. O pior é que Ely Almeida não está só. Não é raro se detectar Secretários de Estado se comportando como verdadeiros militantes de esquina, fazendo de seu  múnus um instrumento de lealdade ao partido e ao governante, reduzindo a pó a esperança do povo por melhores dias.

Está na hora dos chefes do executivo não cederem as pressões políticas e demonstrarem pelo convencimento de que não é a intensidade dos berros e número de bandeiras levantadas que faz grande assessor. É o conhecimento acumulado, a experiência adquirida e o compromisso com o bem estar do povo que traz à tona um grande quadro. É chegada a hora de botar o “porco no rolete” e eliminar dos cargos de natureza especial aqueles cujos atributos se resumem à prática nefasta de defender o governante até um último pingo da honra.
Se a eliminação seletiva cravar um dez, teremos a oportunidade de relembrar grandes homens públicos, cuja glória virava conteúdo curricular a enriquecer o conhecimento do povo. É de longa memória o tempo em que os alunos sabiam de cor os nomes de ministros e secretários, posto que exigidos dos mestres num gesto de civismo que encantava. Do contrário, lembraremos os Secretários pelos “cortes de giletes”, como fez Ely Almeida, ou, pior, como fez uma Secretária de Educação (pasmem!) que cravou um “morra a mãe, FDP”. Discunjuro.

RABISCOS
Está na hora de acabar a divisão do mundo entre o bem e o mal. A falta de compostura de Ely Almeida, apequena a dignidade do cargo e revela um ódio que não justifica. É perguntar: pra que isso???!!!///Aliás, há muito venho batendo nessa tecla. Secretário tem que ser escolhido pelo critério técnico e pelo compromisso com o bem estar do povo. Esse critério resolveria tudo. Agora não, escolhe-se pelo número de gestos de lealdade que o sujeito pratica. Pode Juvenal?////E o nosso NCCO continua investigando (os adversários): Atenção MP, vamos exercer o tal controle externo, patriotas. Ou paladinos?////De novo: E não é que vi um adesivo pro-Cristina dizendo que mandato do povo não se tira. Ta bom, eu aceito o argumento: então por que os socialistas queriam tirar o mandato de Roberto Góes, como diz o Nogueira “na marra”. Ai vale!! Ora vão plantar batatas///De Roberto pode, de Waldez pode, agora de Capi não pode, de Janete não pode, de Cristina não pode. Os primeiros foram eleitos por quem, hein,  ô cara-pálida, Eitsha..../////CAESA e a ADAP, coisas do PAC (pronúncia bem homo, por favor!), continuam no projeto de buracos asfaltados.  Prefeito, valeu, tire mesmo as máquinas da rua e parar, mais parar muito como diz o “Paralelo” que frauda carnaval e agora faz manifestação na praça com aquela “idoneidade”////Prefeito Roberto preparando a festa de aniversário da cidade com um mega evento. A “Nueva Andaluzia” agradece!///Ruy Smith continua no seu projeto de dilúvio. Se não vier aquela aguinha, teremos o maior projeto de buraco do mundo com direito à premiação////Carnaval nos finalmente. Todo mundo se coçando!!!///////Fernando Canto dando aquela mãozinha na festa da “Feliz Cidade”. Bacana.  Enquanto isso, vou ganhando a aposta.  A propósito, você já mandou alguém se cortar de gilete? Não, coisa feia, né sociólogo. Pior é o morra a mãe, FDP...///Boêmios na reta final. Rodrigo Siqueira em ritmo de cem metros. Mais uma vez: “a gente não faz falta para o Boêmios, o Boêmios é que faz falta pra gente”. ////E a imprensa PINK, aquela que bajula até os talos, lê meia página do almanaque abril e se acha, como vai? Já se cortou de gilete? Não. Essa eu não aconselho///De novo: os Deputados vão mesmo meter o “tunda” na Cristina Almeida pela mentira deslavada? Tem que ter coragem!!!////Roberto Góes me pergunta se já me cortei de gilete. Claro que não meu caro, a compostura ainda funciona, e bem!////bye

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