O grau de responsabilidade, utilidade e prazer com que lidamos com as coisas e pessoas que conhecemos é o amor no sentido estrito, direto, objetivo.
Deus falou do amor que os gregos classificam com "Philia" que significa altruísmo, generosidade. A dedicação ao outro vem sempre antes do próprio interesse. Quem pratica esse estilo de amor entrega-se totalmente à relação e não se importa em abrir mão de certas vontades para a satisfação do outro.
A interpretação cristã sobre a origem de Jesus, engloba este tipo de amor para descrever o ato de Deus, que, ao ver a humanidade perdida, entregou seu filho unigênito para ser morto em favor do homem.
A humanidade, na realidade, busca pessoas com este estílo de amor (philia), não que os outros não sejam importantes, mas a doação de si para satisfazer o outro está cada vez mais raro. E o período que vivenciamos, promovido pelo processo democrático, nos leva a buscar em cada cidadão este amor espiritual em seus olhos e suas palavras, para que de forma consciente possamos escolher quem tem capacidade de se doar mais em prol de nossa cidade.
O amor ludus ou o pragma, onde as pessoas brincam com as outras e levam a vida de forma irresponsável, como se tudo fosse um grande jogo e todos estivessem num cassino, onde perder e ganhar faz parte daquela ciranda, ou, ainda, este amor preagmático, onde o que conta na realidade é o agora o já, sem compromisso com o amanhã e as futuras gerações, não tem condições e o cidadão deve está cioso para que essas pessoas não consigam convecer de que são cordeiros, quando na realidade são lobos disfarçados daqueles.
O Amor é como afirmamos no início desse diálogo: responsabilidade com que lidamos com as coisas e com as pessoas. Não podemos colocar nossa capital - e ninguém pode fazer isso com sua cidade - nas mãos de pessoas vazias, desacompanhadas desse sentimento e, principalmente, do compromisso com o coletivo.
O Amor é sublime, é cândido, doce, envolvente. Quem ama, cuida, zela e gosta de ver o objeto ou a pessoa amada bem, muito bem. Nós precisamos de alguém que nos ame e queira sempre o melhor para cada um e a eleição para escolha dos prefeitos dos municípios brasileiros deve levar em consideração fundamentalmente essa capacidade de doação daquele que pretende administrar este ou aquele município.
Vivemos um momento de poucos exemplos de amor. A criminalidade crescendo, a drogadição recrudescendo e a violência contra o semelhante são apenas consequências desse estado de coisa lamentável que nossas autoridades assistem perplexos e sem alternativa para amenizar a situação.
Se você que me lê nesse momento fizer uma introspecção e se perguntar: o que faço para diminuir o sofrimento do meu irmão que passa fome e frio? Você vai responder a si mesmo? Muitos talvez dirão nada. Pois aí que está o problema: estamos sempre muito preocupados com o nosso bem estar, e esquecemos que vivemos numa sociedade onde não há esquina para nos escondermos e ao ignorarmos a fome e o frio alheio, seremos ignorados amanhã pelos ignorados de hoje.
Vamos mudar o olhar que direcionamos para as pessoas e vamos amar mais o próximo. Com certeza esse sentimento, se apoderando de sua alma, fará com que você perceba que quem está ai perto, te ama, e o seu egoismo não te deixou ver. Um beijo no teu coração e vote consciente. Eu sou Roberto Góes e vc?
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