Série D: Santos cumpre tabela
Por Reinaldo Coelho
O representante amapaense na Série D, o Santos Futebol Clube, deu adeus às disputas do Campeonato Brasileiro. Na última quarta-feira a equipe santista jogou contra o Comercial (PI), no Estádio Albertão, em Teresina, amealhando o resultado de mais uma derrota, o clube piauiense venceu o Peixe da Amazônia pelo placar de 3 x 1.
O duelo foi disputado em clima de amistoso, já que nenhuma das duas equipes tinha chance de classificação. Sampaio Corrêa, com 21 pontos, e Mixto, com 12, já haviam assegurado as duas vagas para a segunda fase do Grupo 2.
No Brasileirão da Série D, concorrem 40 clubes do país inteiro e o campeão faz jús à Série C. Durante a competição o time de Macapá realizou oito jogos, nos quais obteve quatro empates, três derrotas e uma vitória no último domingo, no Glicério Marques, contra o Araguaína, de Tocantins, por 4 a 1.
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| Peixe da Amazônia perdeu seu último jogo na série D para o Comercial (PI) pelo placar de 4x1 |
Investigação
O time do Amapá chegou a somar sete pontos, mas perdeu três por conta da escalação irregular do jogador Rogério dos Santos Malcher contra o Sampaio Corrêa. Porém, a presidência do Santos Futebol Clube anuncia um rigoroso "pente fino" no elenco do Mixto com quem empatou duas vezes na competição. A diretoria do clube revelou ter "informações sobre irregularidades" no alvinegro cuiabano. A desconfiança diz respeito ao atacante Nonato.
"O presidente Marba já autorizou contratar um advogado no Rio de Janeiro para fazer um levantamento em todo o elenco do Mixto. A informação que me passaram é que tem jogador que vem atuando de forma irregular, se isso estiver acontecendo é perda de seis pontos, e a gente entra no páreo de novo", informou o técnico Flávio Barros.
Investimentos
O Santos, que este ano teve no seu comando uma diretoria dinâmica, comandada pelo empresário Luciano Marba, que investiu milhões no clube com o objetivo maior de conquistar os títulos do Amapazão e a classificação na Série D e conseguir uma vaga na Série C, encontrou muitas barreiras para conseguir deslanchar nos seus propósitos, pois os impedimentos e o atraso na execução das regras no futebol amapaense estão ficando cada vez maiores. Não existe ainda um olhar para o verdadeiro profissionalismo esportivo, para que o Amapá retorne a brilhar no cenário nacional com seus craques.
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Decisão do Amapazão é no STJD
A Taça de Campeão do Amapazão/2012 continua guardada na Federação Amapaense de Futebol (FAF) aguardando para ser levantada pelo vencedor desta temporada do Campeonato Profissional de Futebol Amapaense, que, pela primeira vez, será decido nas barras da justiça.
Infelizmente o imbróglio quem é o Campeão/2012 ainda não foi decidido, nem em campo, que é o local correto e sob as vistas dos torcedores, nem no tapetão do Tribunal de Justiça Desportiva. O julgamento começou na quinta-feira (16) e continuou na sexta (17). No voto dos oito auditores deu empate, 4 a 4, e o presidente do TJD desempatou com voto favorável ao Oratório. Mas houve uma confusão generalizada e a sessão foi interrompida.
Os atacantes judiciais dos clubes envolvidos (Santos e Oratório) se desentenderam e o BOPE teve de ser convocado para proteger os arbítrios da peleja judicial. Não foi dado cartão amarelo nem vermelho para nenhum dos contestadores, e a decisão subiu para o STJD.
A decisão superior deve sair em sete dias. Apesar do prazo já definido, o presidente do TJD acredita que o resultado do julgamento deverá ser mantido. No entanto, mesmo saindo a orientação do STJD, o caso ainda está longe de ser encerrado. "Vamos promulgar o resultado ou não e abrir o prazo de três dias para recursos. Neste periodo as partes poderão recorrer ao Superior Tribunal", informou.
A decisão que seria nos gramados entre Santos Futebol Clube, do Amapá, Campeão do 2º turno e Oratório Recreativo Clube, Campeão do 1º turno no Estádio Glicério de Souza Marques, no dia 2 de agosto, não aconteceu. Pois o Santos que teria uma sequência de jogos pela Série D do Brasileirão, pediu troca de data do calendário, a qual foi atendida pela FAF.
A diretoria do Oratório protestou e recorreu ao TJD/AP, que deu liminar, porém a equipe oratoriana não teve acesso ao gramado, e o caso voltou para as salas apertadas do tribunal desportivo.

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