segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Acidentes domésticos: Crianças e idosos são as maiores vítimas


Por Fabiana Figueiredo

A curiosidade infantil e a falta de cuidado levam
crianças a sofrerem graves acidentes domésticos
Com certeza você deve conhecer alguém que já sofreu um acidente doméstico, ou até mesmo já tenha acontecido com você. Mesmo podendo ser evitado, esse problema se tornou bastante comum nos dias de hoje, afetando à todos. Mas os casos mais extremos acontecem com as crianças e idosos.

Na sociedade contemporânea, muitos hábitos foram esquecidos ou mudados. Muitos idosos já não são mais valorizados, deixados de lado, vivendo numa realidade de falta de respeito aos mais velhos e cuidados com estes; e crianças estão mais espertas que antes, com a curiosidade ainda mais aguçada.

Não é certo estar com a ideia de que os acidentes domésticos devem acontecer para que se tome alguma providência, mas também não pode tornar-se algo excessivo, com o total cuidado sobre estas pessoas, pois pode até acontecer algo pior.

Quedas são as principais causas
 de acidentes com idosos
Entre os atendimentos feitos, envolvendo contusões, fraturas, quedas, queimaduras, traumas, acidentes com linha de pipas, intoxicação por medicamentos e de trânsito, só no ano passado, segundo dados do Hospital de Emergências Osvaldo Cruz do Amapá, a instituição contabilizou 22.428 atendimentos, e muitos deles eram com crianças e idosos. Dados tão preocupantes quanto a situação. 

Heverton Coêlho, coordenador de Enfermagem do HE, alerta que sempre devemos redobrar a atenção nessas idades extremas. “Todo cuidado é pouco: criança num piscar de olhos pode ter queimadura, choque elétrico, fratura, queda, contusão, luxação, etc. Isso acontece com o idoso também”, afirma. 

Ele ainda ressalta que quanto mais idoso, mais vai falhando a audição e a visão, assim como muitos outros sentidos; além dos ossos que ficam fracos com o passar do tempo. Logo, a probabilidade de acidente doméstico só aumenta.

Coordenador de Enfermagem do
HE, Herverton Coêlho
Como disse Heverton, “Todo cuidado é pouco”, portanto, devemos tomar certas precauções – muitas, clássicas - e dar atenção a eles. Afinal, qual é a criança que não adora ficar perto do fogão, colocar o dedinho na tomada, levar à boca objetos pequenos e idosos que têm limitações físicas, que se atrevem a fazer o que não podem? Por exemplo, não deixar o cabo da panela para fora do fogão; manter crianças longe das tomadas; não deixá-las brincando sem a supervisão de um adulto; ter espaços dentro da casa para crianças brincarem ou para o idoso se locomover; ter um local adaptado para qualquer que seja a necessidade da pessoa; evitar deixar o piso molhado, dentre outras formas de prevenir acidentes domésticos.

A educação preventiva é um dos principais recursos para que não ocorram os acidentes, além disso, são necessárias motivação e mudança de comportamento da família da criança e/ou idoso. Num ambiente inseguro, existem vítimas suscetíveis e o agente lesado está presente, logo, uma casa segura é bem diferente e ideal.

Assim, aquele adágio popular serve na ocasião: “melhor prevenir do que remediar”!

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