Encaradas como resoluções de muitos casos policiais ou não, câmeras de monitoramento deverão ser adquiridas pelo Governo do Estado do Amapá, através da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp). "É um serviço que serve para policiamento ostensivo das ocorrências na cidade como, por exemplo, acidentes de trânsito, homicídios, roubo, tráfico de drogas, das investigações também, pois, teremos provas ali de que alguém cometeu ou tentou cometer algum furto ou roubo", afirma o Secretário da Sejusp, Marcos Roberto Marques.
O Secretário explica, também, que a partir da utilização das câmeras de segurança, em vez de ter dois policiais em cada esquina, por exemplo, terá dois militares no setor de monitoramento do Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes) dando atenção a, pelo menos, 10 câmeras; e, assim, mais policiais serão acionados para prevenção ou prisão de atos e delinquentes. O monitoramento será de responsabilidade do Ciodes; o policiamento, da Polícia Militar; e as investigações, por parte da Polícia Civil.
Testes
As câmeras estavam em fase de testes desde Junho deste ano, em certos locais da capital amapaense: Carnaval, Expofeira - que já vem sendo monitorada há alguns anos -, Praça do Coco, Praça do Forte, Carnaguari, Festival do Abacaxi, entre outros.
O Secretário da Sejusp, Marcos Roberto, ressalta que pretende contratar, no mínimo, 20 câmeras de monitoramento. As imagens são de alta definição e transmissão via rádio, tornando a transmissão rápida e em tempo real; giro de 360 graus e alcance de 600 metros, com funcionalidade garantida durante a chuva e ocorrência de blackouts (apagão) - de acordo com a Secretaria, que na fase de testes contratou câmeras da empresa nacional Vida Telecom.
| Secretário da Sejusp, Marcos Roberto Marques |
"A Secretaria está em fase de licitação. Nós estamos concluindo alguns estudos em relação ao número de câmeras, e esperamos contratá-las, no máximo, em março do ano que vem", enfatiza do secretário.
Os pontos de instalação ainda estão sendo escolhidos, e são, segundo Marcos Roberto, "pontos chaves" e "válvulas de escape": no centro comercial de Macapá; na Orla do Santa Inês; Avenida Treze de Setembro com a Rua Hildemar Maia; nas saídas da cidade, como a ponte Sérgio Arruda para Rua Tancredo Neves, Rodovia JK, Rodovia Duca Serra; no bairro Perpétuo Socorro; na Praça do Coco; no Parque do Forte, e vários outros pontos que são considerados de alta periculosidade e de fuga dos infratores. Ainda segundo a Sejusp, há a intensão de ampliar essa rede de monitoramento na capital e em outros municípios, porém, depois da implantação no ano que vem.
UPC
A Sejusp também informou que além das câmeras de segurança em diversos pontos da capital, outra medida de segurança já está implantada no Estado. A Unidade de Policiamento Comunitário (UPC), assim denominada, está instalada no município de Laranjal do Jari, no bairro das Malvinas, desde dezembro de 2011.
O trabalho realizado nas Malvinas também contribuiu com a redução da violência naquele município: 80% de redução no bairro e 60% de redução no seu entorno, segundo a Sejusp.
A UPC, além das atividades de policiamento e combate à criminalidade, também oferece serviços à comunidade, como os Programas Arte Musical; Educação Pré-Escolar; Esporte é Saúde; e a Biblioteca Comunitária que atende diretamente 400 crianças. Há a previsão da implantação do primeiro Núcleo Comunitário de Mediação de conflitos na UPC de Laranjal do Jari que irá resolver vários impasses comunitários daquele setor.
Outra UPC deve ser instalada na área portuária do município de Santana, na Baixada do Ambrósio.
As UPC's são do mesmo modelo das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP's), famosas pelo combate à criminalidade nas mais perigosas favelas do Rio de Janeiro.
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