Tenho certeza que você, caro leitor, já questionou em algum momento a existência de tanta guerra nesse mundo. Conflitos internacionais, guerras civis, a produção de armamentos nucleares prenunciando constantemente a eclosão de uma 3ª Grande Guerra e o crescimento constante da violência urbana e rural são exemplos de circunstâncias que ameaçam a nossa paz. Mas qual a força motriz de tudo isso? O que impulsiona essa irritabilidade em nós, seres humanos, a ponto de recorrermos à agressividade para solucionar nossas divergências? A Bíblia nos dá uma resposta simples: o pecado.
Com o pecado original, lá no Jardim do Éden, o coração do homem passou a ser naturalmente corrompido. Nós todos já nascemos com ímpetos de guerra, uma vez que de dentro de nós procede todo tipo de maldade, maus pensamentos, ciúmes, invejas, malícias e outras coisas. Por mais que desejemos a paz, ela nunca virá de esforços humanos.
Entretanto, o Senhor Jesus nos fala em Mateus 5:9 sobre os pacificadores, pessoas que, apesar de sua natureza pecaminosa, são capazes de buscar a paz e de propagá-la. Mas quem são esses? São pacificadores apenas os que se tornaram morada do Espírito Santo, ou seja, os que já passaram pela conversão e buscam constantemente abandonar o pecado. Dessa forma, pacificador não é aquele cidadão que evita todo e qualquer tipo de conflito para não se prejudicar ou que se mostra indiferente apenas para não criar atrito, mas sim o que, antes de tudo, carrega dentro de si a Paz de Cristo.
O homem, em sua condição de pecador, não vive em paz com Deus, que é Santo e não compactua com o pecado. Entretanto, quando Jesus carregou nossa culpa na cruz, nós fomos reconciliados com o Pai, tomando conhecimento da verdadeira Paz que nos alcança por meio da salvação. Cabe-nos agora disseminá-la, tornando-nos pacificadores.
Mas que tipo de características deve ter um pacificador? A primeira é pensar menos em si e mais nos outros. Quando analisamos as situações pensando em que benefício elas nos trarão estaremos inevitavelmente buscando guerra, pois todos pensam assim e vão lutar pelo que é melhor para si. Dar preferência ao outro, mesmo que isso implique sofrer o dano e arcar com as consequências, é o primeiro passo na busca pela paz. Correremos o risco de humilhação, perdas e prejuízos? Humanamente falando, sim. Mas estaremos acumulando tesouros no Céu.
Outra qualidade imprescindível a um pacificador é o domínio da língua. Você e eu, leitor amigo, sabemos que graaaandes confusões podem ser iniciadas com apenas algumas palavras mal colocadas ou mal intencionadas. Sendo assim, a busca pela paz deve caminhar juntinho com o controle do que falamos, e palavras que ofendem, provocam e prejudicam devem ser evitadas a todo custo. É interessante lembrar que hoje em dia devemos ter também um cuidado especial com o que escrevemos na internet, pois os resultados podem ser catastróficos.
Entretanto, a principal característica de um pacificador é a imitação do modelo de Cristo. Ele que abriu mão de tudo para nos trazer a real Paz, a que excede todo entendimento. Falar como Ele, pensar como Ele, agir como Ele, viver como Ele. Esse é o caminho para ser um verdadeiro pacificador.
As Escrituras Sagradas nos dizem que os pacificadores serão chamados filhos de Deus. Eu poderia dar vários motivos para se buscar a paz: melhor qualidade de vida, relacionamentos mais saudáveis, menos stress, saúde melhor, etc. Mas tudo isso é nada perto dessa felicidade que foi prometida: poder chamar Deus de Pai e ser reconhecido como filho dEle, que carrega seus traços e trilha o caminho que Ele mesmo fez.
Que o Senhor nos ajude a entender a necessidade de nos parecermos com Ele com a finalidade de disseminarmos nesse mundo a Paz de Cristo.

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