segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Novos atores políticos no palco amapaense

por Reinaldo Coelho
 
O mundo ainda celebra o inicio de 2013 e os novos prefeitos que tomaram posse para o primeiro mandato, no primeiro dia do ano, além de ajustar a máquina administrativa municipal aos seus planos de governo deverão estar de olho nas eleições de 2014, pois eles são os novos atores que passarão a protagonizar a politica amapaense, principalmente os gestores dos municípios de Macapá e Santana, não tirando os pesos dos coadjuvantes dos outros 14 municípios. Nos dois maiores municípios amapaense os novos gestores terão o direito à reeleição e terão quatro anos para mostrar que a bandeira da mudança não era apenas discurso de campanha. Não será fácil, já que o primeiro ano de governo já será recheado de desafios.
Prefeito de Macapá Clécio Luis (PSOL)

Seja do ponto de vista político ou administrativo, os prefeitos Clécio Luis (Psol) e Robson Rocha, terão que mostrar algo realmente novo, já que as urnas mostraram em outubro passado que o eleitor não está confiante com estas falta de respostas aos seus anseios. Para conseguirem o segundo mandatos terão e manterem algum poder de decisão na engrenagem politica amapaense, tem que fazer um excelente primeiro mandato, isso em um momento de instabilidade financeira do Estado.

Politicamente, os prefeitos de Macapá e Santana, terão um papel de destaque no jogo político do Estado. Começando pelo prefeito de Macapá, Clécio Luis (PSOL), uma das lideranças de maior destaque do ano, ele vai administrar o município mais importante que o partido dele conquistou este ano, a única capital brasileira, e um dos maiores colégios eleitoral do Estado.  O prefeito de Macapá, ganhou destaque político por não ceder à pressão do grupo do governador Camilo Capiberibe, que pretendia ser o ator principal relegando Clécio a ser coadjuvante.

Os prefeitos, porém, terão uma situação difícil pelas condições políticas, sociais e até naturais das cidades que irão governar. O desempenho de cada um neste primeiro ano será fundamental para sua colocação no jogo político.

Prefeito de Santana Robson Rocha (PTB)

Outro desafio para os novos gestores seria o de encontrar um caminho de consenso para os problemas comuns dos munícipios fronteiriços, no que se refere à saúde, à educação e à segurança poderia fortalecer as ações dos municípios se os projetos fossem desenvolvidos em parceria, mas isso ainda está muito no discurso.

Município de Santana

Em Santana o PTB calado e sorrateiramente levou a prefeitura do segundo maior município amapaense, em importância econômica e politica, o jovem vereador Robson Rocha, com 22.977 votos (41,78% dos votos) que vem de uma família tradicionalmente politica naquele município e tem como vice Roselina Matos, (DEM) do grupo da deputada estadual Roseli Matos (DEM), outro grande nome da politica amapaense. O novo prefeito santanense se destacou com ferrenha oposição ao ex-prefeito Nogueira (PT) que contava com a eleição de Marcivânia Flexa sua indicada. A coligação De Mãos Dadas por Santana, que elegeu Robson Rocha formalizou aliança partidária com o Partido dos Democratas (DEM), recebeu apoio de diversas autoridades como os deputados federais Fátima Pelaes (PTN), Davi Alcolumbre (DEM) e Sebastião Bala (PDT), assim como também estariam outros 10 deputados estaduais e do PSOL, com presença marcante na campanha do senador Randolfe Rodrigues, olha ele ai!.

Montando outro cenário

Com este novo cenário verifica-se que o PT, PSDB, PMDB, DEM e PSB, que se declaravam de centro, direita e esquerda, vivem uma balança que pesa seus interesses versus o anseio popular. Enquanto algumas siglas ampliam o território de atuação outros perdem o seu capital político. Isso é reflexo da eleição municipal e, com uma nova conjuntura montada, algumas legendas caminham para desfazer alianças e fortalecer novas lideranças.   
Prefeito de Mazagão Dilson Borges (PMDB)

Os maiores perdedores nas ultimas eleições foram o PT e o PDT, de maneira geral o maior perdedor eleitoral foi o Partido dos Trabalhadores, pois rachou em Macapá e Santana, não levando nada nos dois maiores municípios. Vejamos em Macapá não conseguiu emplacar a cabeça de chapa para a prefeitura e ainda saiu dividido com o grupo Joel Banha e Dora Nascimento apoiando o PSB (Cristina Almeida) e Dalva Figueiredo que teve sua posição rechaçada pelos petistas.

Em Santana, a briga veio após as eleições, os petistas não conseguiram levar Marcivania até a cadeira ocupada pelo petista Nogueira, que tinha grande rejeição. O vereador  Zé Roberto, que foi recusado para a cabeça de chapa mais se reelegeu o vereador mais votado daquele munícipio, e que vem se aproximando do novo prefeito Robson Rocha (PTB), e já declarando que é amigo pessoal do mesmo, o que tem feito horda Nogueirista avermelhar de raiva.
Quanto ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), que tinha uma das suas estrelas o ex-prefeito Roberto Góes, não conseguiu eleger nenhum prefeito nas últimas eleições, dificultando assim o retorno  de Waldez Góes ao governo do Amapá, a saída deverá ser a senadoria, pois o senador José Sarney, conforme prometeu não voltará disputar novas eleições.

O PSOL já mostrou sua marca, Randolfe no Senado, Clécio Luis na maior prefeitura do estado e elegeu três vereadores no estado e tem projetos grandiosos para o futuro, ou seja , quer o governo.

Porém temos de ficar de olho nos novos do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Junior e Acácio Favacho, o primeiro na presidência do Legislativo Estadual e o segundo o mais votado dos reeleitos foi é o novo presidente  da Câmara Municipal de Macapá. É essa a nova historia que estará sendo escrita e executada por esta nova leva de jovens políticos que está surgindo nos palcos do Estado do Amapá, esperamos que sejam dignos do Premio Jabuti de Ouro e não de Premio Framboesa, que é dado no EEUU para os piores do ano.

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