segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Dossiê - O trololó dos buracos

Certo como o pôr-do-sol é a buraqueira em Macapá quando chega o período das chuvas que os tucujus denominam de inverno. Nesse período, qualquer que seja o gestor, os inconvenientes buracos aparecem nas vias públicas com uma velocidade de carros turbos. Os buracos são realidades apolíticas, visto que não poupam governos nem de direita nem de esquerda. Quem convive com isso agora é o atual Prefeito Clécio Luis e não precisa dizer: azar dele. É como ciclo menstrual, sempre vem com sangue para o protagonista. 

Clécio Luis experimenta seu primeiro ciclo menstrual na gestão. Ao chegar, ao invés de cuidar de por o necessário absorvente, seus simpatizantes queriam que o Governo do Estado estancasse o sangue que escorria pelas vias públicas. Foi o primeiro embate entre seus seguidores e os do Governo do Estado que só às vezes coincidem. Foram "diretos" para todo lado com a torcida da "harmonia" que ora atacava o governo ora atacava a prefeitura.

O fato revelou que tanto o Governo do Estado quanto a PMM ainda precisam de acertos para uma convivência "harmônica" (ops!). Embora até as mangueiras do centro da cidade saibam que o PSB foi decisivo para a eleição de Clécio Luis, este, propositadamente, ainda não se deu o trabalho de mensurar essa importância, mais por conveniência política do que por qualquer outra razão. Aliás, o apoio do PSB foi refutado numa primeira hora, fato que determinou aos militantes amarelos ficarem "a vontade" para o segundo turno. Quando o "bicho pegou" e a vitória de Roberto Góes era iminente os amarelos entraram em campo e "decidiram a parada", como diz o sambista Carlos Pirú, em favor do atual prefeito.

O apoio na gestão era uma evidência do resultado político, mas nunca uma vontade deliberada e espontânea do PSB. Esse apoio ou "parceria" seria objeto de outras negociações dentre elas a de o PSOL não se arriscar a ensaiar uma candidatura para 2014. E não precisa bisbilhotar reunião. Essa é uma conclusão lógica. Clécio Luis, então, imaginou que era possível governar desdenhando do parceiro. Enganou-se. Roberto Góes já tinha dito, horror de vezes, que sem a parceria a coisa ficava difícil e a gestão ia pro beleléu. Clécio Luis não ouviu a voz da experiência e acreditou na sua "vara de condão" tão decantada na campanha. O resultado foi óbvio: os munícipes, sem exceção, empurraram Camilo e Clécio para a solução dos problemas todos ambientados nos discursos de campanha.

No calor dos debates o Senador Capi, com sua rabugice clássica, soltou os leões nas redes sociais e disse que os buracos da cidade "já foram de Azevedo, de Capi, de Papáleo, de Barcelos, de João Henrique, de Roberto Góes e agora são de Clécio". Simples assim. Acenava, então, para uma "não parceria" e deferia ao atual prefeito o mesmo tratamento deferido ao seu predecessor Roberto Góes. Aí o caldo engrossou. Os "aloprados" da imprensa e das redes sociais, tanto de um lado quanto de outro, começaram a se digladiar a céu aberto com ligeira vantagem para os amarelos que estavam na confortável posição de "primo rico".

Clécio Luis tentava amenizar com explicações que mais confundiam do que explicavam. Disse, por exemplo, que os "tapas_buracos" eram uma indústria do desperdício e que o correto era recapiar com qualidade a malha viária. Uma ova! Há casos de "tapas buracos" e casos de substituição da massa asfáltica. Disse, também, que sabia de suas responsabilidades e que não queria ajuda para si e sim para o povo. Como assim, cara-pálida, se o prefeito representa o povo? O certo é que Camilo, já na pressão, disse que iria autorizar o asfaltamento de 20 km da malha viária, só que no verão. 20 km de asfalto é como colocar uma colher de açúcar em um panelão de 200 litros de açaí. Já Clécio, apesar de achar desperdício, optou pelo "tapa-buraco". Resultado: nada de "novo". O Governo não ajuda e o "tapa-buraco" continua na moda. O resto é trololó de socialista.

Rabiscos
E os buracos da cidade tiveram seus dias de pop star. Foram objetos de intensos debates, todos improdutivos. Só trololó//// O GEA deixou claro que só ajuda a PMM em troca de alguma coisa como (que tal?) um compromisso político tão evidente quanto os buracos da Cândido Mendes. Ou seja:  Randolfe não... eitcha..../////Clécio Luis experimentou os dias terríveis de Roberto Góes. Sem ajuda é difícil parceiro. É ou dá ou desce.../////E Clécio Luis já em agonia disse que "tapa-buraco" é desperdício. Como dizia  meu amigo Einstein, é relativo, meu caro!/////Capi, em síntese, disse: o buraco é do prefeito da hora e pronto,  te vira. Eita, caramba/////Clécio Luis viu a distância entre o discurso e a prática.. Aqueles gestos ensaiados foram embora e até o Seles Nafes quis bater no gestor em plena entrevista.../////Segundo fontes "inidôneas", claro, Camilo teria dito a Clécio: o buraco é mais embaixo. Será?///// Lembram o que disse na semana passada: "Esse suposto rompimento pode sobrar para o Prefeito Clécio. Sem Governo a PMM ficar ruim é fato". Mãe Dinah, logo/////Ministério Público repete a dose. Ivana Cei continua com o bastão. A "dama de ferro" faz a ALAP pirar/////E nem pimbas de investimento de Pernambuco para a Nação Negra no carnaval., mas não desisto/////////o din-din empresarial, vasqueiro no carnaval, não aparece, Por que, hein?////E Roberto Góes confabula com Waldez Góes. O que seria? Uma futura parceria. Calma amigos é só uma invernada/////Lembram da liberação da militância no segundo turno? Tudo blefe. Depois estavam juntos e misturados/////Boêmios do Laguinho foi lindo no carnaval, mas ficou em 3º. Pode? Pode. Aqui jurado gosta do feio, do ridículo, do pobre, do fedorento. Eita, Nação!!!/////Converso com meu amigo não-moralista Silas Assis, que nunca reclamou de buraco ou fez contrato emergencial. E ele diz: ê mano, o buraco é mais embaixo. Égua!!! não entendi nadinha, sinceramente. Meu patrão eu quero é receber o resto é trololó de socialista/////Romualdo Ramos, o laguinhense convicto, me pergunta se já fiz trololó por buraco.Nunca meu, caro, comigo o buraco é mais embaixo, igual ao Silas/////bye

Nenhum comentário:

Postar um comentário

ARTIGO DO GATO - Amapá no protagonismo

 Amapá no protagonismo Por Roberto Gato  Desde sua criação em 1988, o Amapá nunca esteve tão bem colocado no cenário político nacional. Arri...