sexta-feira, 26 de julho de 2013

SS. PAPA FRANCISCO, SEJA BEM VINDO AO BRASIL.

                Já eleito Papa e acolhido o nome Francisco em homenagem e honra a Ordem dos Capuchinhos, tendo como norte a missão franciscana, SS. ao encontrar-se com seus irmãos de clero, no Vaticano, exclamou esta belíssima frase: Pai, perdoa-lhes, eles ( os Cardeais ) não sabem o que fizeram.
         Paradoxalmente poderiam os amapaenses que votaram em Camilo, para Governador do Estado do Amapá, também exclamar em voz alta e em coro: povo amapaense perdoe-nos, não sabíamos o que fazíamos. Assim é, assim está e assim será sempre, pois os candidatos não têm rótulo de capacidade administrativa estampado na testa. À eles, só interessa a vitória, não importando os meios.
         Mas, voltando à visita do Papa Francisco ao Brasil, mais na missão de participar do encontro mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, do que propriamente ao Estado brasileiro, porém juntando o útil ao agradável, eis que igualam-se as figuras exponenciais de dois grandes líderes da Fé Católica – João Paulo II e Francisco.
         Carismáticos por excelência, João Paulo II deleitava a sociedade com suas expressões que identificavam o momento de sua presença, como em Minas Gerais, quando do encontro com a juventude, exclamando: “oh! Que belo horizonte”; usando como metáfora, a juventude com seu próprio futuro. Já o Papa Francisco, de sorriso largo e alegre, deixa-nos perplexos e pequeninos ( de tamanho ) diante de tanta simplicidade, modéstia e pobreza material. Pode-se afirmar, sem dúvida, que Francisco, o Papa, é a renovação do povo católico brasileiro, mesmo sem fazer ainda uma pregação ou homilia de natureza evangélica. Sua fé em Cristo está imortalizada pela frase dita em seu discurso de agradecimento de acolhida pela Presidente Dilma, no Palácio das Laranjeiras, dia 22. Disse: “não trago ouro, nem prata. Mas trago a joia mais importante Jesus Cristo”.  Mais adiante, disse: “permitam-me bater à porta bem levemente, a fim de que possa entrar na comunhão com meus irmãos”.
         O povo foi às ruas ver, tocar, fotografar, filmar, correr, como que em busca do algo real que fortificasse sua fé ou a certeza de que a figura de Jesus transcendia na pessoa de Francisco ( é difícil tratar-se uma autoridade desse nível só pelo nome próprio, mas ele quer assim, pois já afirmara anteriormente que não é santo  e nem santidade, mas simplesmente o Papa da Igreja Católica ). Esta é mais uma demonstração de simplicidade e de desprezo à vaidade pessoal e do cargo exercido.
         Nós amapaenses ficamos um pouco tristes por que não nos foi possível ver de perto, estar perto, ser olhado de perto pelo Papa. Mas, como nos ensina a física, que um corpo não pode ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo, a televisão nos proporcionou esse encontro. Particularmente, confesso, fiquei emocionado, assim como fiquei quando das visitas de João Paulo II.
         Mas, o que chamou mais minha atenção e isso foi percebido pelo Datena, da Bandeirante, única emissora de TV que bateu o escanteio e fez o gol de cabeça, foram os largos sorrisos de alegria e satisfação da Presidente Dilma, quando de seus encontros com o Papa. Demonstrava, Sua Excelência, uma viva expressão de conforto, de paz, de tranquilidade, mormente não haver passado muito tempo ainda da ida do povo brasileiro às ruas, reivindicando direitos assegurados pela Constituição e deveres que devem ser cumpridos pelas autoridades competentes ( no sentido do poder fazer, não da competência ).
         Creio que não é pecado ( no sentido de deixar de fazer ) agradecer ao Papa, através da telinha da televisão, que em algum momento de sua estada no Brasil, ao olhar para a multidão e ver uma bandeira de cores amarela, verde e azul, com o desenho de uma fortaleza encabeçando um rio, é que lá está ou estão os representantes do povo amapaense, que, por conta própria e às próprias escusas, economizaram, pediram, venderam, trocaram bens e serviços, afim de comprarem as passagens e ir ao encontro do Papa e participar da Jornada Mundial da Juventude. Abençoa-os Francisco, pois estarás abençoando todos nós amapaenses.
         A diferença entre a frase do papa Francisco aos irmãos que o elegeram e a frase do povo amapaense quando elegeu Camilo, presumo que sejam, mais ou menos estas: 1) o Papa foi eleito por suas qualidades pessoais e testemunho de sua vivência no cotidiano do Cardinalato na Argentina. O Camilo foi eleito porque mentiu descaradamente ao povo, alardeando mudanças e reafirmando no slogan – tem gestão e tem dinheiro, a certeza de melhores dias; 2) O Papa, é reconhecido por sua simplicidade, despido de vaidades pessoais e do cargo, sendo o povo, sua fonte de alegria e Jesus, sua fortaleza;  já o Camilo, é vestido de vaidade, de soberba, é um egocentrista  de  natureza socialista; 3) O Papa, ao iniciar seu governo temporal já definiu o rumo que a Igreja deve seguir e o Vaticano as metas administrativas a serem cumpridas; o Camilo, e já lá  se vão dois anos e meio, ainda não disse para que veio, para onde vai, e se for, de que forma vai, administrativamente. 4) O Papa, onde chega, é ovacionado pelo povo; o Camilo onde chega é vaiado; 5) O Papa, não se sabe e acho que não, não tem conta bancária; o Camilo, tem 35 ( trinta e cinco ), é isso?
         Se a Presidente Dilma sorriu é porque foi cativada pela pessoa do Papa, pela sua expressão carismática de pobreza, de humildade. Espero, crendo em Jesus, meu Irmão, que o Governador Camilo, seja abençoado, mesmo através da telinha, mas que receba os fluídos santos e sagrados da benção papal, e consiga colocar a nave NOVA AMAPÁ, no rumo do desenvolvimento, do crescimento social, da fraternidade entre seus habitantes, e que consiga resgatar a dignidade do povo amapaense, nesses um ano e meio que faltam para deixar o trono do reizinho, baixinho e papudinho.
Sua benção Papa Francisco e não se esqueça de nós, amapaenses, em suas orações.
Para reflexão semanal: “não trago ouro, nem prata, mas trago a maior das joias, Jesus Cristo”. ( Papa Francisco, dia 22/07/2013, no Rio de janeiro, Brasil, quando da Jornada Mundial de Juventude ).


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