SS. PAPA FRANCISCO, SEJA BEM VINDO AO BRASIL.
Já eleito Papa e
acolhido o nome Francisco em homenagem e honra a Ordem dos Capuchinhos, tendo
como norte a missão franciscana, SS. ao encontrar-se com seus irmãos de clero,
no Vaticano, exclamou esta belíssima frase: Pai, perdoa-lhes, eles ( os Cardeais
) não sabem o que fizeram.
Paradoxalmente poderiam os amapaenses
que votaram em Camilo, para Governador do Estado do Amapá, também exclamar em
voz alta e em coro: povo amapaense perdoe-nos, não sabíamos o que fazíamos.
Assim é, assim está e assim será sempre, pois os candidatos não têm rótulo de
capacidade administrativa estampado na testa. À eles, só interessa a vitória,
não importando os meios.
Mas, voltando à visita do Papa
Francisco ao Brasil, mais na missão de participar do encontro mundial da
Juventude, no Rio de Janeiro, do que propriamente ao Estado brasileiro, porém
juntando o útil ao agradável, eis que igualam-se as figuras exponenciais de
dois grandes líderes da Fé Católica – João Paulo II e Francisco.
Carismáticos por excelência, João Paulo
II deleitava a sociedade com suas expressões que identificavam o momento de sua
presença, como em Minas Gerais, quando do encontro com a juventude, exclamando:
“oh! Que belo horizonte”; usando como metáfora, a juventude com seu próprio
futuro. Já o Papa Francisco, de sorriso largo e alegre, deixa-nos perplexos e
pequeninos ( de tamanho ) diante de tanta simplicidade, modéstia e pobreza
material. Pode-se afirmar, sem dúvida, que Francisco, o Papa, é a renovação do
povo católico brasileiro, mesmo sem fazer ainda uma pregação ou homilia de
natureza evangélica. Sua fé em Cristo está imortalizada pela frase dita em seu
discurso de agradecimento de acolhida pela Presidente Dilma, no Palácio das
Laranjeiras, dia 22. Disse: “não trago
ouro, nem prata. Mas trago a joia mais importante Jesus Cristo”. Mais adiante, disse: “permitam-me bater à
porta bem levemente, a fim de que possa entrar na comunhão com meus irmãos”.
O povo foi às ruas ver, tocar,
fotografar, filmar, correr, como que em busca do algo real que fortificasse sua
fé ou a certeza de que a figura de Jesus transcendia na pessoa de Francisco ( é
difícil tratar-se uma autoridade desse nível só pelo nome próprio, mas ele quer
assim, pois já afirmara anteriormente que não é santo e nem santidade, mas simplesmente o Papa da
Igreja Católica ). Esta é mais uma demonstração de simplicidade e de desprezo à
vaidade pessoal e do cargo exercido.
Nós amapaenses ficamos um pouco tristes
por que não nos foi possível ver de perto, estar perto, ser olhado de perto
pelo Papa. Mas, como nos ensina a física, que um corpo não pode ocupar o mesmo
lugar ao mesmo tempo, a televisão nos proporcionou esse encontro. Particularmente,
confesso, fiquei emocionado, assim como fiquei quando das visitas de João Paulo
II.
Mas, o que chamou mais minha atenção e
isso foi percebido pelo Datena, da Bandeirante, única emissora de TV que bateu
o escanteio e fez o gol de cabeça, foram os largos sorrisos de alegria e
satisfação da Presidente Dilma, quando de seus encontros com o Papa.
Demonstrava, Sua Excelência, uma viva expressão de conforto, de paz, de
tranquilidade, mormente não haver passado muito tempo ainda da ida do povo
brasileiro às ruas, reivindicando direitos assegurados pela Constituição e
deveres que devem ser cumpridos pelas autoridades competentes ( no sentido do
poder fazer, não da competência ).
Creio que não é pecado ( no sentido de
deixar de fazer ) agradecer ao Papa, através da telinha da televisão, que em
algum momento de sua estada no Brasil, ao olhar para a multidão e ver uma bandeira
de cores amarela, verde e azul, com o desenho de uma fortaleza encabeçando um
rio, é que lá está ou estão os representantes do povo amapaense, que, por conta
própria e às próprias escusas, economizaram, pediram, venderam, trocaram bens e
serviços, afim de comprarem as passagens e ir ao encontro do Papa e participar
da Jornada Mundial da Juventude. Abençoa-os Francisco, pois estarás abençoando
todos nós amapaenses.
A diferença entre a frase do papa
Francisco aos irmãos que o elegeram e a frase do povo amapaense quando elegeu
Camilo, presumo que sejam, mais ou menos estas: 1) o Papa foi eleito por suas
qualidades pessoais e testemunho de sua vivência no cotidiano do Cardinalato na
Argentina. O Camilo foi eleito porque mentiu descaradamente ao povo, alardeando
mudanças e reafirmando no slogan – tem gestão e tem dinheiro, a certeza de
melhores dias; 2) O Papa, é reconhecido por sua simplicidade, despido de vaidades
pessoais e do cargo, sendo o povo, sua fonte de alegria e Jesus, sua
fortaleza; já o Camilo, é vestido de
vaidade, de soberba, é um egocentrista
de natureza socialista; 3) O
Papa, ao iniciar seu governo temporal já definiu o rumo que a Igreja deve
seguir e o Vaticano as metas administrativas a serem cumpridas; o Camilo, e já
lá se vão dois anos e meio, ainda não
disse para que veio, para onde vai, e se for, de que forma vai,
administrativamente. 4) O Papa, onde chega, é ovacionado pelo povo; o Camilo
onde chega é vaiado; 5) O Papa, não se sabe e acho que não, não tem conta
bancária; o Camilo, tem 35 ( trinta e cinco ), é isso?
Se a Presidente Dilma sorriu é porque
foi cativada pela pessoa do Papa, pela sua expressão carismática de pobreza, de
humildade. Espero, crendo em Jesus, meu Irmão, que o Governador Camilo, seja
abençoado, mesmo através da telinha, mas que receba os fluídos santos e
sagrados da benção papal, e consiga colocar a nave NOVA AMAPÁ, no rumo do
desenvolvimento, do crescimento social, da fraternidade entre seus habitantes,
e que consiga resgatar a dignidade do povo amapaense, nesses um ano e meio que
faltam para deixar o trono do reizinho, baixinho e papudinho.
Sua benção Papa Francisco e não se esqueça de nós,
amapaenses, em suas orações.
Para
reflexão semanal: “não trago ouro, nem prata, mas trago a maior das joias,
Jesus Cristo”. ( Papa Francisco, dia 22/07/2013, no Rio de janeiro, Brasil,
quando da Jornada Mundial de Juventude ).
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