Amapá
Tem o segundo maior rebanho de bubalinos do pais
Thayana do Espírito Santo
Da reportagem
Nos últimos anos o Brasil tem expressado um crescimento econômico no setor do agronegócio, em especial a pecuária bovina, o qual tem exercido um papel importante no cenário econômico. O País conseguiu ser um dos maiores exportadores de carne bovina, e o que se observou foi um crescimento considerável na região norte, isso se deu por vários fatores quanto à produtividade, buscando terras com preços baixos que viabilizam uma produção de investimento pequeno como: acesso às rodovias facilitando o transporte, as condições climáticas, acessibilidade fácil, terras públicas e a não aplicabilidade do código florestal para exploração ilegal.
O Amapá
Dentro da região norte, os Estados do Amapá e Roraima que obtiveram menor crescimento que não ultrapassaram 2% de acordo com o Instituto Brasileiro De Geografia e Estatística - IBGE, isso deu-se devido ao isolamento geográfico, isto é, a dificuldade de via de acesso, a distância dos polos produtores atrasando a produtividade, e outros fatores que também contribuem para o não crescimento do Amapá, a exemplo as condições naturais ( solo escasso) e falta de infraestrutura, a demora do transporte fluvial tornando lento o escoamento da produção.
Produtividade local
Devido à demanda houve a necessidade de criarem um rebanho local, mesmo com produtividade muito baixa e com tecnologias atrasadas. O Amapá passou a preferir a criação de búfalo, devido à resistência do animal e a popularização da carne, assim sendo passou para o segundo Estado com maior criação bubalina do País, perdendo somente para o Estado do Pará, mas com todo esse destaque numérico o Estado não consegue alavancar dentro da economia.
Cristovam Lins especialista em pecuária explica: “apesar de sermos o segundo no ranking nacional, possuímos uma baixa produtividade devido ser uma pecuária ultra extensiva, a forma errada de se realizar o manejo que está associado ao pasto, sem limpeza apropriada do solo apenas com desmatamento e queimada, tecnologia ultrapassada para a criação animal, solos pobres com a degradação das pastagens, gerando impactos ambientais e não produz retornos econômicos e sociais”.
O especialista ainda explana para que a pecuária cresça, em destaque a criação bubalina é necessário que se faça investimento em tecnologia reprodutiva, no manejo sanitário do rebanho, ressalta que tudo é uma questão de visão governamental, no qual dê apoio aos produtores para harmonizar a pecuária de sustentabilidade.
Controle ambiental
A falta da aplicabilidade do código ambiental, contribui para um aumento de área disponível da pecuária e ampliação para as pastagens em áreas que deveriam ser protegidas por lei. A criação desses animais em locais impróprios para o manejo está acarretando uma catástrofe ecológica, destruindo o ecossistema. Acontece que a maioria dos criadores de búfalos não faz o manejo adequado das pastagens, mantendo um número de animais maior do que o necessário, dando mais quantidade do que qualidade, pois a falta de controle destes búfalos causa um grande impacto socioambiental.
Controle de sanidade
Os órgãos públicos responsáveis pelo meio ambiente, exige dos proprietários rurais licença ambiental para a prática do bubalino Cultura, que vai desde o estabelecimento de cercas, na área para o manejo intensivo, à comprovação de vacinação contra doenças como: aftosa e brucelose.
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Segundo o diretor de defesa agropecuária do Amapá, Álvaro Silva, o Estado está realizando o controle através dos municípios, que possui técnico capacitado para passar toda a movimentação do rebanho, a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá – DIAGRO, trabalha no controle das doenças do Estado, para que até 2016 o Amapá saia da zona de risco.
Mas, a realidade é que o Estado do Amapá, precisa de um modelo eficaz de manejo que não prejudique o meio ambiente, como tem ocorrido com o uso do procedimento ultra extensivo de criação, sem o devido controle do rebanho.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
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