sexta-feira, 16 de agosto de 2013
FICHA SUJA
Euricélia Cardoso é exonerada na Escola do Legislativo
A ex-prefeita de Laranjal do Jarí, Euricélia Cardoso foi a primeira vítima da Lei de autoria da deputada estadual Roseli Matos que dispõe sobre a vedação para ocupar
os cargos ou funções de secretários de estado, ordenadores de despesas, diretores de empresas de estatais, fundações e autarquias do Estado do Amapá.
Euricelia nomeada para desempenhar a função de diretora da Escola do legislativo, pelo presidente da Assembléia Júnior Favacho foi exonerada neste final de semana em virtude de ser considerada “Ficha Suja”. Euricélia foi condenada pelo Tribunal de Contas da União em solidariedade a empresa Estacon Engenharia S.A., ao recolhimento ao Tesouro Nacional da quantia de R$ 9.750.000,00 (nove milhões, setecentos e cinqüenta mil reais).
A ex-prefeita foi apanhada na tomada de contas especial, objeto da auditoria realizada no Plano Especial de Auditoria em Obras ao Fiscobras 2001, no Programa de Trabalho sobre Ações de reestruturação urbana, interligação de Áreas urbanas e de adequação de vias, projeto e construção de ponte sobre o Rio Jari.
O Ministério Público Federal pediu a prisão da ex- prefeita Euricélia Cardoso. O pedido foi feito por intermédio da Promotoria de justiça do laranjal do Jarí, que entrou com uma ação civil pública, com pedido liminar de prisão.
Euricélia é acusada de descumprir por diversas vezes as ações judiciais propostas pelo Ministério Público do Estado. Além dessa acusação Euricélia responde a outros vários processos por improbidade administrativa com reparação de danos causa ao Patrimônio Público, processo cível e do trabalho.
Sandra Hoana e Euricélia tentam dar rasteira em Edinho Duarte
O Partido Progressista, presidido no estado pelo deputado Edinho Duarte (PP) é hoje a “noiva” mais cobiçada do estado do Amapá. Nos últimos meses de forma silenciosa a ex-prefeita de Laranjal do Jarí, Euricélia Cardoso anunciou que no início do ano foi procurada por dirigentes nacionais do Partido Progressista para que ela viesse assumir o partido no Amapá. Euricélia Cardoso afirmou a reportagem do Tribuna Amapaense que o atual presidente, senador Ciro Nogueira lhe fez o convite em janeiro alegando que o partido estava sem presidente no Estado. Euricélia disse a reportagem que a priori recusou o convite, mas com a insistência de membros da executiva nacional, repensou a decisão e resolveu aceitar. “Pensei! Já me envolvi em tantos imbróglios porque não enfrentar mais esse.”
Euricélia disse que sua missão era organizar o partido no Amapá e promover um armistício entre os deputados Edinho Duarte e Sandra Hoana que segundo ela não se entendem. Disse ainda que reuniu em Brasília com Esperidião Amim, Ciro Nogueira e o ex-ministro Mário Negro Monte, lideranças nacionais do PP que reforçaram o convite.
O deputado Edinho Duarte disse a reportagem que na realidade não houve convite, o que aconteceu é que a ex-prefeita de Laranjal do Jarí, Euricélia tentou passar a perna nas lideranças locais do PP e assumir o partido, mas que a manobra em tempo foi detectada e prontamente abortada. “Euricélia tem essa prática na sua biografia política. Passou a perna em Pedro Paulo e agora a tentativa foi contra mim, só que estamos alertas. Ela é ficha suja, tem condenação no Tribunal de Contas da União e possui mais de uma centena de processos sendo investigados pelo TCU e pela justiça por improbidade administrativa. Como uma pessoa ficha suja pode querer assumir o PP no Amapá? Ela inclusive foi a primeira vítima da lei de autoria da deputada Roseli Matos que proíbe condenados assumirem cargos na administração pública. Euricélia respondia pela direção da escola do legislativo. Mas num gesto nobre e pugnando pela moralidade da Casa o presidente Júnior Favacho reviu a nomeação e a exonerou.”
Quando o deputado Edinho Duarte imaginava que seus problemas tinham terminado com a desarticulação da manobra da ex-prefeita Euricélia Cardoso, foi surpreendido pela capilaridade das ações que buscam trocar o PP de mãos. Desta feita Edinho Duarte foi surpreendido pela companheira de partido e de parlamento, deputada Sandra Hoana. Segundo ele após ter conversado com a parlamentar no sentido de fortalecer as duas correntes políticas no Estado, Sandra Hoana acompanhada do advogado Vladimir Belmino exigiu que os acertos verbais entre os parlamentares fossem colocados no papel e assinados pelos dois. Até ai nada de novidade, mas quando lhe foi anunciado que os honorários do “causídico” seriam pagos por ele, Edinho estranhou. E ficou de queixo caído, prestes a enfartar quando lhe anunciado que os honorários para redação de um contrato de duas laudas era a bagatela de, pasmem! R$ 300 mil.
A atitude de Sandra Hoana não deixou dúvida ao deputado que tem muita gente grande interessado que o PP mude de mãos para que possam abocanhar com mais tranqüilidade os dois minutos e meio de televisão que o partido possui. “Já estamos nos articulando no sentido de denunciar essa tentativa de extorsão praticada contra minha pessoa e mostrar que o PP no Amapá está virando uma moeda de troca importante para alguns políticos que entraram ontem no Partido e encontraram a casa arrumada e com diretórios em todos os municípios do Amapá.”
Se essa vai ser a relação na conquista de aliados, quanto vai custar o apoio dos grandes partidos como o PMDB, PT, PDT e PSB?
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