sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Atleta do Passado
Roberto Damasceno Soares – Roberto Foguetinho – Volante




Reinaldo Coelho
Da Reportagem

Conhecido no Brasil como um celeiro de jogadores, o Amapá possui incontáveis exemplos de jogadores que se destacaram pelos gramados amapaenses, que acabaram migrando para grandes centros em busca de crescimento profissional. Jogadores como Bira (ex-Internacional), Aldo Espírito Santo (ex-Payssandu, Fluminense), Jason (Flamengo), Roberto Gato (Clube do Remo), Miranda (Clube do Remo), Marcelino (Remo, EUA, México), Albano (Payssandu e Atlético Mineiro), entre outros. Hoje infelizmente, estamos buscando jogadores fora do Estado, assim como os técnicos que preferem contar com atletas mais rodados em campeonatos de tiro curto.

Esse é o ponto de vista de um dos craques que aqui permaneceu, porque tem orgulho de sua trajetória no futebol local, mas como todo moleque, era nas peladas de fim de tarde que se realizava. “Tínhamos partidas de futebol ao lado da Fortaleza de São José e foi em uma delas que o Manga, garimpando novos talentos me viu e me levou para a famosa Praça da Conceição, onde foram lapidados grandes nomes de nosso futebol da época”.
Porém, a trajetória do Volante Roberto Foguetinho nos gramados começou nos Juniores do Trem Desportivo Clube, aos 14 anos de idade. “Foi na década de 70, que tive a oportunidade de compor uma das melhores equipes de base do Locomotiva, ela ficou marcada na história do nosso futebol, pois conquistamos cinco títulos consecutivos (1976, 77, 78, 79 e 80), isso é o que falta hoje para o nosso futebol - modelar a garotada nas categorias de base. Tínhamos uma categoria de base muito boa e coesa”.
Com o sucesso, Foguetinho foi para a equipe principal do rubro negro do bairro do Trem. “Minha estreia na equipe principal em 1984, coincidiu com a conquista do campeonato pelo Locomotiva, depois de um jejum de 24 anos sem ganhar um campeonato e eu estava ali conquistando também, o meu primeiro título no amador”.

Além do Trem ele jogou no Santana Esporte Clube (vice-campeão), e retornou ao Trem. Esteve no Amapá Clube durante 2 anos e defendeu o Ypiranga, onde foi campeão em duas temporadas.

O jogador disputou o Copão da Amazônia de Juniores, pela Seleção Amapaense de Futebol em 1979, a maior e melhor seleção de todos os tempos. “Nossa seleção era composta dos melhores craques. Tínhamos: Kamecran. Birungueta, Walter, Baraquinha. Milico, Roberto Gato, Marcelino, Tauiris, Jason, Itamar, Rildo, Mario Sérgio, Coroca. O técnico era o Orlando Gadelha e fomos campeões com um título consagrador”.

Mas afinal, o que houve com o nosso futebol, não produz mais craques? O nosso atleta do passado diz que é com muita tristeza que está acompanhando a virada negativa do futebol. “Sou saudosista no melhor sentido, pois, naquele tempo com menos recursos nosso futebol criava muito mais craques e os exportavam. Não sou contra a vinda de jogadores, mas que sejam de qualidade, é a matéria-prima (leia-se craques) acabando, daí o nível baixo, recorde de passes errados e estádios vazios. Os motivos são vários, porém, o mais grave é a falta das categorias de base, os clubes não cumprem a missão de descobrir e preparar os craques para o futuro. Só temos um clube fazendo isso, o Santos, isso pelo empreendedor que é Luciano Marba e eu parabenizo pelo empenho, é uma luz no fim do túnel melhorando o nosso futebol”.



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