sexta-feira, 9 de agosto de 2013

CANAL DO BEIROL - DEPOIS DA LIMPEZA
ANTES DA LIMPEZA - CANAL DO BEIROL
PMM - Inicia a limpeza dos canais da cidade

Reinaldo Coelho
Da Reportagem

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Em um dos seus artigos sobre a falta de planejamento e o pensar nas funções urbanas de uma cidade pelos gestores municipais, o Mestre em Urbanismo,José Alberto Tostes, mostra que a cidade de Macapá padece desse mal, pois sempre que as fortes chuvas amazônicas caem, afetam diretamente diversos bairros e as áreas mais baixas da cidade. “Na realidade, os problemas ocasionados pelas chuvas são conhecidos: inundações, alagamentos crônicos, bueiros entupidos, transbordamento de canais e falta de drenagem. Os prejuízos materiais são grandes, as águas das chuvas também provocam uma série de enfermidades como dengue, leptospirose, diarreias, entre tantas outras”.

               As consequências do aterramento gradativo das áreas de ressacas mais próximas aos bairros do Beirol, Muca e Buritizal contribuíram para que o escoamento das águas das chuvas encontre barreiras para chegar ao destino final, impedido pelo processo de aterramento. Os canais estão sobrecarregados, parte do volume de água não chega às bacias naturais.  “Sobre estas bacias, vale ressaltar que até o princípio da década de 1990 as bacias de acumulação de águas naturais estavam completamente preservadas era raro observar em períodos invernosos, ou de muita chuva, inundações ou alagamentos”, escreveu o Urbanista.

Os fatos descritos pelo Mestre Tostes, são realidades comprovadas e sentidas pelos moradores dos entornos dos canais que cortam Macapá. Para dar uma solução temporária ao problema após a estiagem das chuvas, a Prefeitura de Macapá, através da Secretaria Municipal de Manutenção Urbanística (SEMUR) vem realizando a limpeza de vários canais da cidade, porém eles continuam assoreados. É necessária a realização da dragagem desses canais, a fim de evitar novos alagamentos com as fortes chuvas que atingem toda região no período chuvoso.

A equipe da SEMUR começou a limpeza de canais, bueiros, retirada de entulhos e lixos acumulados nas vias de Macapá, e isso faz parte da ação emergencial iniciada pelo prefeito Clécio Luiz, para minimizar os problemas enfrentados pela população desde o início das chuvas.  Além da limpeza manual, uma retroescavadeira é usada para retirar a areia e entulhos acumulados ao longo do tempo. Os resíduos bloqueavam o escoamento dos canais que recebem água de quase toda cidade.
Outro serviço que deve ser executado com urgência é a colocação de muro protetor nestes canais, pois os acidentes são constantes em seus entornos, levando a queda de carros e bicicletas dentro do canal e possibilitando acidentes mais graves, principalmente com crianças e idosos.

Canal do Beirol

Um dos maiores canais de Macapá, que tem a importante função de evitar alagamentos garantindo o escoamento das águas, principalmente quando chove muito, normalmente ocorrem as cheias.O canal corta os bairros: Santa Rita, Buritizal, Trem, Beirol, Muca, Jardim Marco Zero e Pedrinhas. O processo de construção do Canal iniciou por volta de 1984 e continua inacabado. Em muitos trechos ainda não existem calçadas e nem a grade de proteção.

A SEMUR está realizando limpeza do canal do Beirol. O serviço está retirando o lixo com a capinação do entorno e dentro do canal.  Após décadas sem a retirada dos aningais, dando outro aspecto aquele local. Mas, é visível a necessidade da dragagem.
De acordo com o secretário José de Mont’Alverne, a prefeitura está mobilizando junto ao Ministério das Cidades e a Bancada Federal, a fim de conseguir recursos para a realização da dragagem dos canais de Macapá. “A prefeitura não tem recursos para realizar este serviço, pois as retroescavadeiras, só podem fazer o serviço de dragagem na parte estreita dos canais, quanto a bacia fluvial tem que ser uma draga flutuante, e é um equipamento caro, mesmo sendo terceirizado o serviço, não podemos arcar com a despesa. O Prefeito Clécio está mobilizando em Brasília, para conseguir recursos”.
Assoreamento impede acesso
Outro canal que está totalmente fechado ao fluxo embarcadiço é o do Jandiá.Um dos empresários do ramo madeireiro, que atua há anos no local diz que o seu produto está “encarecendo” devido o problema do assoreamento. “O canal está intrafegável para embarcações de médio porte. Com isso, somos obrigados a pagar embarcações menores para fazer o transbordo”, reclama.
O secretário da SEMUR relatou que os trabalhos serão iniciados no canal do Jandiá. “Os canais estão assoreados com muito mato, lixo e entulhos.Então, depois de terminado este serviço iremos desassorear o Canal do Jandiá”, disse Mont’Alverne.


Neste sentido, a Prefeitura conta com o apoio da população para que não jogue lixo nos canais, pois isso obstrui o fluxo normal das águas, entope as galerias e causa os alagamentos. “É necessário que o munícipe se conscientize que ele é um dos vetores de limpeza da cidade, deve manter o lixo dentro de seu domicilio, até o dia da visita do carro coletor. Estamos realizando um exaustivo trabalho de informações, através da equipe de educação ambiental. Depois, de acordo com a nossa legislação municipal, autuaremos os infratores”.

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