| CANAL DO BEIROL - DEPOIS DA LIMPEZA |
![]() |
| ANTES DA LIMPEZA - CANAL DO BEIROL |
PMM
- Inicia a limpeza dos canais da cidade
Reinaldo
Coelho
Da
Reportagem
.
Em um dos seus
artigos sobre a falta de planejamento e o pensar nas funções urbanas de uma
cidade pelos gestores municipais, o Mestre em Urbanismo,José Alberto Tostes,
mostra que a cidade de Macapá padece desse mal, pois sempre que as fortes
chuvas amazônicas caem, afetam diretamente diversos bairros e as áreas mais
baixas da cidade. “Na realidade, os problemas ocasionados pelas chuvas são
conhecidos: inundações, alagamentos crônicos, bueiros entupidos,
transbordamento de canais e falta de drenagem. Os prejuízos materiais são
grandes, as águas das chuvas também provocam uma série de enfermidades como
dengue, leptospirose, diarreias, entre tantas outras”.
As consequências do aterramento
gradativo das áreas de ressacas mais próximas aos bairros do Beirol, Muca e
Buritizal contribuíram para que o escoamento das águas das chuvas encontre
barreiras para chegar ao destino final, impedido pelo processo de aterramento.
Os canais estão sobrecarregados, parte do volume de água não chega às bacias
naturais. “Sobre estas bacias, vale
ressaltar que até o princípio da década de 1990 as bacias de acumulação de
águas naturais estavam completamente preservadas era raro observar em períodos
invernosos, ou de muita chuva, inundações ou alagamentos”, escreveu o
Urbanista.
Os fatos descritos
pelo Mestre Tostes, são realidades comprovadas e sentidas pelos moradores dos
entornos dos canais que cortam Macapá. Para dar uma solução temporária ao
problema após a estiagem das chuvas, a Prefeitura de Macapá, através da
Secretaria Municipal de Manutenção Urbanística (SEMUR) vem realizando a limpeza
de vários canais da cidade, porém eles continuam assoreados. É necessária a
realização da dragagem desses canais, a fim de evitar novos alagamentos com as
fortes chuvas que atingem toda região no período chuvoso.
A equipe da SEMUR
começou a limpeza de canais, bueiros, retirada de entulhos e lixos acumulados
nas vias de Macapá, e isso faz parte da ação emergencial iniciada pelo prefeito
Clécio Luiz, para minimizar os problemas enfrentados pela população desde o início
das chuvas. Além da limpeza manual, uma
retroescavadeira é usada para retirar a areia e entulhos acumulados ao longo do
tempo. Os resíduos bloqueavam o escoamento dos canais que recebem água de quase
toda cidade.
Outro serviço que
deve ser executado com urgência é a colocação de muro protetor nestes canais,
pois os acidentes são constantes em seus entornos, levando a queda de carros e
bicicletas dentro do canal e possibilitando acidentes mais graves,
principalmente com crianças e idosos.
Canal do Beirol
Um dos maiores
canais de Macapá, que tem a importante função de evitar alagamentos garantindo
o escoamento das águas, principalmente quando chove muito, normalmente ocorrem
as cheias.O canal corta os bairros: Santa Rita, Buritizal, Trem, Beirol, Muca,
Jardim Marco Zero e Pedrinhas. O processo de construção do Canal iniciou por
volta de 1984 e continua inacabado. Em muitos trechos ainda não existem
calçadas e nem a grade de proteção.
A SEMUR está
realizando limpeza do canal do Beirol. O serviço está retirando o lixo com a
capinação do entorno e dentro do canal.
Após décadas sem a retirada dos aningais, dando outro aspecto aquele
local. Mas, é visível a necessidade da dragagem.
De acordo com o
secretário José de Mont’Alverne, a prefeitura está mobilizando junto ao Ministério
das Cidades e a Bancada Federal, a fim de conseguir recursos para a realização
da dragagem dos canais de Macapá. “A prefeitura não tem recursos para realizar
este serviço, pois as retroescavadeiras, só podem fazer o serviço de dragagem
na parte estreita dos canais, quanto a bacia fluvial tem que ser uma draga
flutuante, e é um equipamento caro, mesmo sendo terceirizado o serviço, não
podemos arcar com a despesa. O Prefeito Clécio está mobilizando em Brasília,
para conseguir recursos”.
Assoreamento impede acesso
Outro canal que
está totalmente fechado ao fluxo embarcadiço é o do Jandiá.Um dos empresários
do ramo madeireiro, que atua há anos no local diz que o seu produto está
“encarecendo” devido o problema do assoreamento. “O canal está intrafegável
para embarcações de médio porte. Com isso, somos obrigados a pagar embarcações
menores para fazer o transbordo”, reclama.
O secretário da
SEMUR relatou que os trabalhos serão iniciados no canal do Jandiá. “Os canais
estão assoreados com muito mato, lixo e entulhos.Então, depois de terminado
este serviço iremos desassorear o Canal do Jandiá”, disse Mont’Alverne.
Neste sentido, a
Prefeitura conta com o apoio da população para que não jogue lixo nos canais,
pois isso obstrui o fluxo normal das águas, entope as galerias e causa os alagamentos.
“É necessário que o munícipe se conscientize que ele é um dos vetores de
limpeza da cidade, deve manter o lixo dentro de seu domicilio, até o dia da
visita do carro coletor. Estamos realizando um exaustivo trabalho de
informações, através da equipe de educação ambiental. Depois, de acordo com a
nossa legislação municipal, autuaremos os infratores”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário