sexta-feira, 9 de agosto de 2013

FUTEBOL




FUTEBOL AMAPAENSE

STJD multa presidente e vice da FAF e anuncia 
intervenção



O Superior Tribunal de Justiça Desportiva decidiu multar em R$ 10 mil o presidente da Federação Amapaense de Futebol, Roberto Góes e o vice Paulo Roberto Rodrigues, por terem infringidoo art. 223 do CBJD, Código Brasileiro de Justiça Desportiva. A decisão ainda determina que o presidente e o vice apresentem provas no prazo de 10 dias sobre a situação e regularizem o Tribunal de Justiça Desportiva do Amapá, assim como garantam sua manutenção. A decisão ainda determina a suspensão do presidente do TJD, Jair Gomes Sampaio, por infração ao art. 239 do CBJD. Suspendeu ainda, por 180 dias, o árbitro Cláudio Jorge Silva Costa, por infração ao art. 234
do CBJD. 
PRESIDENTE DA FAF ROBERTO GÓES

VICE PRESIDENTE DA FAF PAULO RODRIGUES


A Confederação Brasileira de Futebol vai designar um interventor para a Federação Amapaense de Futebol, que atuará no períodoem que durar o afastamento dos dirigentes. Foi determinado prazo de 7 dias para que a determinação seja cumprida. Participaram da sessão os auditores Flávio Zveiter, José Arruda Silveira Filho, Décio Neuhaus, Miguel Ângelo Cançado, Gabriel Marciliano Junior, Paulo César Salomão Filho e Willian Figueiredo, sub-procurador geral.

ENTENDA O CASO

A origem da confusão está no atraso do início da Série D do Brasileiro, que fez com que as equipes disputassem uma partida atrás da outra. O Santos-AP, ao chegar à final do returno do seu estadual, protestou contra a maratona que incluiria uma decisão. A Federação Amapaense concordou e demorou a marcar data para o jogo, deixando insatisfeito o outro finalista. O Oratório preocupou-se com a possibilidade de perder seus jogadores, cujos contratos chegariam ao fim em agosto de 2012, e recorreu ao TJD-AP para marcar um dia para a final. Conseguiu, mas não deu fim à novela.O tribunal concedeu liminar marcando a final do segundo turno para o mesmo dia, horário e local de outra partida, entre São José e Ypiranga, pela fase classificatória. O Santos não compareceu ao estádio Glicério Marques, e o Oratório foi impedido de entrar em campo, já que a partida anteriormente marcada foi realizada.
Presidente do TJD-AP, Jair Gomes Sampaio

O caso voltou ao TJD-AP, que declarou o Oratório vencedor por W.O. - e consequentemente campeão amapaense, pois já conquistara o primeiro turno. A sessão, no entanto, foi suspensa por causa de tumulto e xingamentos e retomada cinco dias depois. Mas com mudança de resultado. O presidente do tribunal, que dera o voto de minerva (5 a 4) a favor do Oratório, agora decidia pela realização de uma partida para a final do returno.

TJD reconhece erro ao marcar data para a final

Um dos protagonistas da história, o presidente do TJD-AP, Jair Gomes Sampaio, tem participação importante na novela. Primeiro, ao conceder liminar para o Oratório, assumiu o papel da federação e determinou em 1º de agosto que a final seria realizada no dia seguinte. O procurador geral do STJD, Paulo Schmitt, definiu como "um absurdo, ridícula" a postura do TJD de marcar data para a partida.
Outro ponto polêmico da história em que ele está presente é a mudança de voto na sessão que julgava a final que não foi realizada. Jair afirmou que optou por uma nova partida após consultar o departamento jurídico da CBF, que o comunicou que, se o jogo não tinha súmula, não poderia ser declarado o W.O.
Oratório e Santos/AP em jogo válido pelo Amapazão 2012 Foto Reprodução/TV Amapá

O Oratório, que tinha sob contrato apenas um jogador, com a expectativa de negociá-lo, entrou com um recurso no STJD.O clube tentou a ação através do TJD-AP, mas encontrou o tribunal de portas fechadas. Entrou em contato com Paulo Schimitt, procurador geral do STJD, perguntando como proceder. Recebeu como resposta que poderia fazer de forma direta.Schmitt acha que a disputa do Amapaense será mesmo resolvida no STJD.



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