FUTEBOL AMAPAENSE
STJD multa presidente e vice da FAF e
anuncia
intervenção
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva
decidiu multar em R$ 10 mil o presidente da Federação Amapaense de Futebol,
Roberto Góes e o vice Paulo Roberto Rodrigues, por terem infringidoo art. 223
do CBJD, Código Brasileiro de Justiça Desportiva. A decisão ainda determina que
o presidente e o vice apresentem provas no prazo de 10 dias sobre a situação e
regularizem o Tribunal de Justiça Desportiva do Amapá, assim como garantam sua
manutenção. A decisão ainda determina a suspensão do presidente do TJD, Jair
Gomes Sampaio, por infração ao art. 239 do CBJD. Suspendeu ainda, por 180 dias,
o árbitro Cláudio Jorge Silva Costa, por infração ao art. 234
do CBJD.
do CBJD.
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| PRESIDENTE DA FAF ROBERTO GÓES |
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| VICE PRESIDENTE DA FAF PAULO RODRIGUES |
A Confederação Brasileira de Futebol vai designar um interventor para
a Federação Amapaense de Futebol, que atuará no períodoem que durar o
afastamento dos dirigentes. Foi determinado prazo de 7 dias para que a
determinação seja cumprida. Participaram da sessão os auditores Flávio Zveiter,
José Arruda Silveira Filho, Décio Neuhaus, Miguel Ângelo Cançado, Gabriel
Marciliano Junior, Paulo César Salomão Filho e Willian Figueiredo,
sub-procurador geral.
ENTENDA O CASO
A origem da confusão está no atraso do
início da Série D do Brasileiro, que fez com que as equipes disputassem
uma partida atrás da outra. O Santos-AP, ao chegar à final do returno do seu
estadual, protestou contra a maratona que incluiria uma decisão. A Federação
Amapaense concordou e demorou a marcar data para o jogo, deixando insatisfeito
o outro finalista. O Oratório preocupou-se com a possibilidade de perder seus
jogadores, cujos contratos chegariam ao fim em agosto de 2012, e recorreu ao
TJD-AP para marcar um dia para a final. Conseguiu, mas não deu fim à novela.O
tribunal concedeu liminar marcando a final do segundo turno para o mesmo dia,
horário e local de outra partida, entre São José e Ypiranga, pela fase
classificatória. O Santos não compareceu ao estádio Glicério Marques, e o
Oratório foi impedido de entrar em campo, já que a partida anteriormente
marcada foi realizada.
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| Presidente do TJD-AP, Jair Gomes Sampaio |
O caso voltou ao TJD-AP, que declarou o Oratório
vencedor por W.O. - e consequentemente campeão amapaense, pois já conquistara o
primeiro turno. A sessão, no entanto, foi suspensa por causa de tumulto e
xingamentos e retomada cinco dias depois. Mas com mudança de resultado. O
presidente do tribunal, que dera o voto de minerva (5 a 4) a favor do Oratório,
agora decidia pela realização de uma partida para a final do returno.
TJD reconhece erro ao marcar data para a final
Um dos protagonistas da história, o presidente do
TJD-AP, Jair Gomes Sampaio, tem participação importante na novela. Primeiro, ao
conceder liminar para o Oratório, assumiu o papel da federação e determinou em
1º de agosto que a final seria realizada no dia seguinte. O procurador geral do
STJD, Paulo Schmitt, definiu como "um absurdo, ridícula" a postura do
TJD de marcar data para a partida.
Outro ponto polêmico da história em que ele está
presente é a mudança de voto na sessão que julgava a final que não foi
realizada. Jair afirmou que optou por uma nova partida após consultar o
departamento jurídico da CBF, que o comunicou que, se o jogo não tinha súmula,
não poderia ser declarado o W.O.
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| Oratório e Santos/AP em jogo válido pelo Amapazão 2012 Foto Reprodução/TV Amapá |
O Oratório, que tinha sob contrato apenas um
jogador, com a expectativa de negociá-lo, entrou com um recurso no STJD.O clube
tentou a ação através do TJD-AP, mas encontrou o tribunal de portas fechadas.
Entrou em contato com Paulo Schimitt, procurador geral do STJD, perguntando
como proceder. Recebeu como resposta que poderia fazer de forma direta.Schmitt
acha que a disputa do Amapaense será mesmo resolvida no STJD.





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