Infância e Adolescência
Socioeducandos do CESIN recebem visita da magistrada
Da Editoria
Com a criação do Juizado da Vara da Infância e
Juventude da Comarca de Macapá, que dividida em três áreas, o de Políticas
Publicas e Execuções de Medidas Socioeducativas, que tem como titular ajuíza
Stella Simonne Ramos, está procurando humanizar o atendimento aos menores.
Ela ressalta que eles não gostam de conversar
com a autoridade judicial e é esse o principal objetivo da ação que ora vem
realizando, através de visitas de atendimentos aos socioeducandos do Centro de
Educação Socioeducativo de Internação (Cesein)
Através
dessas visitas que são acompanhadas por defensores públicos, a magistrada teve
a possibilidade de ouvir as dúvidas e questionamentos dos socioeducandos, ali
internados. Os atendimentos fazem parte das ações do judiciário junto ao Cesein
para que o socioeducando possa contribuir para a melhoria dos serviços na
unidade de internação. “É um trabalho lento, a maioria dos adolescentes não
quer conversar com o juiz. Por isso, é preciso muita paciência e trabalho. Não
tenho dúvida que em breve vamos colher bons resultados”.
A
magistrada Stella Simone Ramos também interagiu com a diretora da instituição
Inailza Barata para propor mudanças. Segundo Inailza o fato está relacionado para
saber o andamento dos processos de cada pessoa, ali internada, bem como, ouvir
dos jovens questionamentos que melhorem a convivência entre eles.
As
demandas são repassadas a coordenação do Cesein e a direção da Fcria, sobre as
reclamações a respeito do que é solicitado. Ou seja, nesta visita foi requerido
melhorias em um dos alojamentos. Sobre este caso, a presidente da entidade afirmou
que já está tomando providências, além de melhorias na alimentação.
A magistrada disse ainda, que o principal
objetivo da ação é levar um atendimento justo e humanizado aos menores. E, além
disso, propiciar ao juiz o profundo conhecimento dos processos de sua
competência, garantindo assim, provimento jurisdicional conforme determina o
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
“Essa visita foi totalmente fora da rotina. Uma visita diferente daquela
que o juiz tem que fazer. O objetivo aqui é ouvir o menor”, explicou a juíza.

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