sexta-feira, 2 de agosto de 2013

CULTURA


Cultura

VAMOS COMER TEATRO - Teatro Porão do SESC/AP

Grupo BANDO/SP apresenta o espetáculo “Cólera”

Relações amorosas e seus conflitos são temas da poética montagem que funde dança, teatro e música ao vivo

 “Um homem partido em dois. O mesmo homem, dois homens. Um jogo de corpos para narrar de maneira confusa o encontro com sua amante, um encontro litigioso e conturbado, repleto de som e fúria. A relação que se mostra é retratada somente de um ponto de vista (um narrador). Medos, Angústias e vaidades vêm à tona. A desconfiança e a necessidade do outro. A intimidade desvelada diante dos olhos da plateia” (Bando).


Reinaldo Coelho
Da Reportagem












É neste cenário de sensações agitadas e conflituosas que o grupo ‘Bando_o_Texto_Perdeu_seo_bacalhau_também’, de São Paulo, apresenta em Macapá a montagem Cólera, baseada no livro “Um copo de Cólera”, de Raduan Nassar. O espetáculo integra a programação do projeto Vamos Comer Teatro, do Sesc Amapá e ficará em cartaz nos dias 2, 3, 9 e 10 de agosto, às 20h, no Teatro Porão do Sesc Araxá.

Fruto do trabalho continuado de pesquisa do BANDO, surgido há 3 anos dentro do curso de Artes Cênicas da USP. O grupo opera nos limites entre o teatro, a dança e a música, em “Cólera” estão em cena dois atores-bailarinos e dois guitarristas, que tocam a trilha ao vivo em interação e confluência direta com a cena.

Além da peça serão ofertadas duas oficinas pelo grupo “Experimentos em Direção Teatral”, “Movimento e improvisação do ator: um diálogo entre dança e teatro”,visa o compartilhamento dos conceitos, da estética e do método de trabalho do BANDO_ com os artistas e interessados da cidade de Macapá.


Do Grupo

Criado em 2010, o BANDO_ é um grupo de teatro que mantém um repertório de espetáculos e se dedica à pesquisa, teórica e prática, de diversos elementos da linguagem teatral contemporânea. O BANDO_ tem como linhas de pesquisa: a ocupação de espaços não convencionais de teatro, o hibridismo entre teatro e performance, a deglutição cênica de obras literárias reconhecidas (utilizadas como “gatilhos dramatúrgicos” para a encenação) e a relação corpo-a-corpo com o espectador.Em 2011, a partir do desejo de diversificar o trabalho e buscar uma nova abordagem expressiva, o BANDO_ se lançou a uma nova pesquisa.

Do espetáculo CÓLERA

Desse projeto, nasceu o espetáculo “Cólera”, um experimento de hibridismo artístico entre teatro, dança e música - engatilhado pelo texto “Um Copo de Cólera” de Raduan Nassar. Dessa vez, apenas dois atores em cena, pouco cenário e a busca por um teatro mais “apolíneo” e “limpo”. O espetáculo “Cólera” representou o marco da primeira apresentação do BANDO_ fora do País, em Março de 2013, no 2º Festival de Artes Escenicas de la UANL (Universidad Autónoma de Nuevo Leon), na cidade de Monterrey, México.


Na montagem a história não é narrada de forma linear, mas de maneira confusa, cheia de lacunas, desencontros, dúvidas e ambiguidades, características muito peculiares às relações amorosas, onde o outro é verdadeiramente um enigma a ser desvendado e cuja tentativa é quase impossível. O texto-base, a novela “Um Copo de Cólera” de Raduan Nassar, é narrado em primeira pessoa por um homem envolvido de maneira passional na história, portanto, em nossa visão, um narrador não confiável. Ele nos relata um encontro com sua parceira em uma chácara afastada da cidade, em um período de poucas horas. A relação revela amores e ódios entre o casal. As leituras e estudos em conjunto nos levaram às seguintes escolhas estéticas: o narrador é bipartido em dois corpos, a fim de evidenciar o embate interno de “Ele”. E, uma vez que a mulher é alguém de quem se fala, mas que tem poucas possibilidades de participar do discurso elaborado por seu parceiro, a presença feminina foi suprimida da cena.


SERVIÇO

LOCAL DE REALIZAÇÃO:  Teatro Porão/Sesc Araxá /Macapá-AP
Espetáculo “CÓLERA”  : Sextas e Sábados (2, 3, 9 e 10 agosto) às 20h
Oficinas: De segunda à quinta  (5 a 8 de agosto) – 19h às 22h
PRODUÇÃO: “BANDO_o_TeXTo_PeRDeu_Se e o bacalhau também...”
PRODUTOR RESPONSÁVEL: Otávio Oscar Nunes do Nascimento


FICHA TÉCNICA
CRIAÇÃO: “BANDO_o_TeXTo_PeRDeu_Se o bacalhau também”
ATORES-BAILARINOS: Clóvis Lima e Felipe Stocco
MÚSICA: André Mourão e Tomás Bastos
DRAMATURGIA: Sofia Botelho
DIREÇÃO: Anna Dulce Sales e Otávio Oscar
ILUMINAÇÃO: Otávio Oscar
PRODUÇÃO: Anna Dulce Sales e Otávio Oscar
Devorar Raduan e vomitar eu? Antropófaga, sim.”(Sofia Botelho)

CÓLERA - CONDIÇÕES TÉCNICAS
Público-Alvo: Adultos
Classificação Indicativa: 18 anos
Duração do espetáculo: 1 hora







DAS OFICINAS


1) EXPERIMENTOS EM DIREÇÃO TEATRAL: ESPAÇO E PERFORMATIVIDADE

Descrição: A oficina pretende abordar alguns conceitos e práticas relacionados à profissão do diretor teatral, com foco em técnicas e poéticas que tenham como eixo as ideias de espaço e performatividade. A oficina tem caráter teórico e prático. Na parte teórica, serão compartilhados fotos, vídeos e textos de encenadores e teatrólogos contemporâneos, de modo a instigar os participantes para a experimentação de novas abordagens acerca do teatro. Na parte prática, os participantes terão a oportunidade de dirigir um experimento cênico (com 1 a 10 atores convidados por cada um deles) sob a orientação do oficineiro e a colaboração de seus colegas de oficina.
Público-Alvo: Diretores de teatro; Atores com interesse em dirigir; Pessoa que tenham experiência em teatro e interesse em dirigir.
Vagas: 10
Carga horária: 4 encontros de 3h cada. (seg a quinta/5 a 8 de agosto)

2) MOVIMENTO E IMPROVISAÇÃO NA PRÁTICA DO ATOR

Descrição: A oficina abordará os três princípios básicos que regem o trabalho atuação: o homem, o artista, o ator. O intuito é criar um espaço para troca de experiências entre os atores de "Cólera" com os e interessados da cidade de Macapá, dentro desse olhar sobre o fazer do ator. Um modo de discutir e trocar através da potência dos corpos na relação entre si e com o espaço. Serárealizada uma série de exercícios utilizados no período de criação da peça, que são pautados pela 'Eurritmia' de Jacques-Dalcroze (pedagogo musical do final do século 19 início do século) e no 'depoimento pessoal' proposto por Antônio Araújo e Cibele Forjaz no Processo Colaborativo (modo de criar cenas surgidas em São Paulo no final do século 20).
Público-alvo: Atores com experiência profissional ou amadora em teatro e dança.
Número de participantes: 10 a 20.
Carga horária: 4 encontros de 3h cada. (seg a quinta/5 a 8 de agosto).



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