Cultura
VAMOS COMER TEATRO - Teatro Porão do SESC/AP
Grupo
BANDO/SP apresenta o espetáculo “Cólera”
Relações amorosas e seus conflitos são temas da poética montagem
que funde dança, teatro e música ao vivo
“Um homem partido em dois. O mesmo homem, dois
homens. Um jogo de corpos para narrar de maneira confusa o encontro com sua
amante, um encontro litigioso e conturbado, repleto de som e fúria. A relação
que se mostra é retratada somente de um ponto de vista (um narrador). Medos,
Angústias e vaidades vêm à tona. A desconfiança e a necessidade do outro. A
intimidade desvelada diante dos olhos da plateia” (Bando).
Reinaldo Coelho
Da Reportagem
Da Reportagem
É neste cenário de
sensações agitadas e conflituosas que o grupo ‘Bando_o_Texto_Perdeu_seo_bacalhau_também’,
de São Paulo, apresenta em Macapá a montagem Cólera, baseada no livro “Um copo
de Cólera”, de Raduan Nassar. O espetáculo integra a programação do projeto
Vamos Comer Teatro, do Sesc Amapá e ficará em cartaz nos dias 2, 3, 9 e 10 de
agosto, às 20h, no Teatro Porão do Sesc Araxá.
Fruto do trabalho
continuado de pesquisa do BANDO, surgido há 3 anos dentro do curso de Artes
Cênicas da USP. O grupo opera nos limites entre o teatro, a dança e a música,
em “Cólera” estão em cena dois atores-bailarinos e dois guitarristas, que tocam
a trilha ao vivo em interação e confluência direta com a cena.
Além da peça serão
ofertadas duas oficinas pelo grupo “Experimentos em Direção Teatral”,
“Movimento e improvisação do ator: um diálogo entre dança e teatro”,visa o
compartilhamento dos conceitos, da estética e do método de trabalho do BANDO_
com os artistas e interessados da cidade de Macapá.
Do Grupo
Criado em 2010, o BANDO_
é um grupo de teatro que mantém um repertório de espetáculos e se dedica à
pesquisa, teórica e prática, de diversos elementos da linguagem teatral
contemporânea. O BANDO_ tem como linhas de pesquisa: a ocupação de espaços não
convencionais de teatro, o hibridismo entre teatro e performance, a deglutição
cênica de obras literárias reconhecidas (utilizadas como “gatilhos
dramatúrgicos” para a encenação) e a relação corpo-a-corpo com o espectador.Em
2011, a partir do desejo de diversificar o trabalho e buscar uma nova abordagem
expressiva, o BANDO_ se lançou a uma nova pesquisa.
Do
espetáculo CÓLERA
Desse projeto, nasceu o
espetáculo “Cólera”, um experimento de hibridismo artístico entre teatro, dança
e música - engatilhado pelo texto “Um Copo de Cólera” de Raduan Nassar. Dessa
vez, apenas dois atores em cena, pouco cenário e a busca por um teatro mais
“apolíneo” e “limpo”. O espetáculo “Cólera” representou o marco da primeira apresentação
do BANDO_ fora do País, em Março de 2013, no 2º Festival de Artes Escenicas de
la UANL (Universidad Autónoma de Nuevo Leon), na cidade de Monterrey, México.
Na montagem a história
não é narrada de forma linear, mas de maneira confusa, cheia de lacunas,
desencontros, dúvidas e ambiguidades, características muito peculiares às
relações amorosas, onde o outro é verdadeiramente um enigma a ser desvendado e
cuja tentativa é quase impossível. O texto-base, a novela “Um Copo de Cólera”
de Raduan Nassar, é narrado em primeira pessoa por um homem envolvido de
maneira passional na história, portanto, em nossa visão, um narrador não
confiável. Ele nos relata um encontro com sua parceira em uma chácara afastada
da cidade, em um período de poucas horas. A relação revela amores e ódios entre
o casal. As leituras e estudos em conjunto nos levaram às seguintes escolhas
estéticas: o narrador é bipartido em dois corpos, a fim de evidenciar o embate
interno de “Ele”. E, uma vez que a mulher é alguém de quem se fala, mas que tem
poucas possibilidades de participar do discurso elaborado por seu parceiro, a
presença feminina foi suprimida da cena.
SERVIÇO
LOCAL DE REALIZAÇÃO: Teatro Porão/Sesc Araxá
/Macapá-AP
Espetáculo “CÓLERA” : Sextas e Sábados (2, 3, 9 e 10
agosto) às 20h
Oficinas: De segunda à quinta (5 a 8 de agosto) – 19h às 22h
PRODUÇÃO: “BANDO_o_TeXTo_PeRDeu_Se e o bacalhau
também...”
PRODUTOR RESPONSÁVEL: Otávio Oscar Nunes
do Nascimento
FICHA TÉCNICA
CRIAÇÃO: “BANDO_o_TeXTo_PeRDeu_Se o bacalhau
também”
ATORES-BAILARINOS: Clóvis Lima e Felipe Stocco
MÚSICA: André Mourão e Tomás Bastos
DRAMATURGIA: Sofia Botelho
DIREÇÃO: Anna Dulce Sales e Otávio Oscar
ILUMINAÇÃO: Otávio Oscar
PRODUÇÃO: Anna Dulce Sales e Otávio Oscar
Devorar Raduan e vomitar eu?
Antropófaga, sim.”(Sofia Botelho)
CÓLERA - CONDIÇÕES
TÉCNICAS
Público-Alvo: Adultos
Classificação Indicativa: 18 anos
Duração do espetáculo: 1 hora
DAS OFICINAS
1)
EXPERIMENTOS EM DIREÇÃO TEATRAL: ESPAÇO E PERFORMATIVIDADE
Descrição:
A oficina pretende abordar alguns conceitos e práticas relacionados à profissão
do diretor teatral, com foco em técnicas e poéticas que tenham como eixo as
ideias de espaço e performatividade. A oficina tem caráter teórico e prático.
Na parte teórica, serão compartilhados fotos, vídeos e textos de encenadores e
teatrólogos contemporâneos, de modo a instigar os participantes para a
experimentação de novas abordagens acerca do teatro. Na parte prática, os
participantes terão a oportunidade de dirigir um experimento cênico (com 1 a 10
atores convidados por cada um deles) sob a orientação do oficineiro e a
colaboração de seus colegas de oficina.
Público-Alvo:
Diretores de teatro; Atores com interesse em dirigir; Pessoa que tenham
experiência em teatro e interesse em dirigir.
Vagas: 10
Carga horária: 4 encontros de 3h cada. (seg a
quinta/5 a 8 de agosto)
2)
MOVIMENTO E IMPROVISAÇÃO NA PRÁTICA DO ATOR
Descrição:
A oficina abordará os três princípios básicos que regem o trabalho atuação: o
homem, o artista, o ator. O intuito é criar um espaço para troca de
experiências entre os atores de "Cólera" com os e interessados da
cidade de Macapá, dentro desse olhar sobre o fazer do ator. Um modo de discutir
e trocar através da potência dos corpos na relação entre si e com o espaço. Serárealizada
uma série de exercícios utilizados no período de criação da peça, que são
pautados pela 'Eurritmia' de Jacques-Dalcroze (pedagogo musical do final do
século 19 início do século) e no 'depoimento pessoal' proposto por Antônio
Araújo e Cibele Forjaz no Processo Colaborativo (modo de criar cenas surgidas
em São Paulo no final do século 20).
Público-alvo: Atores com experiência profissional ou
amadora em teatro e dança.
Número de participantes: 10 a 20.
Carga horária: 4 encontros de 3h cada. (seg a
quinta/5 a 8 de agosto).






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