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Deputado Estadual Edinho Duarte
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OPORTUNISTA
A
política, apesar de ser uma aposta para algumas pessoas, é quase uma ciência
exata quando se trabalha todos os pontos importantes e a trata como ciência que
tem seus princípios suportados pela boa-fé e pela coerência. Por isso, tenho
pautado minha vida pública pelos meus princípios e minhas convicções.
Os
oportunistas têm tido dificuldade para sobreviver entre aqueles que procuram
trabalhar a politica como instrumento importante para a sociedade e para a
democracia, respeitando os cidadãos e contribuindo para o aprimoramento do modo
democrático de gerir os interesses coletivos.
Mesmo
assim, de vez em quando são estes oportunistas que aparecem como organizadores
partidários, elaborando propostas que, a largas vistas, são consideradas justas
e adequadas, muito embora não suportem qualquer análise aos seus fundamentos e,
sobretudo, aos objetivos dos seus idealizadores.
Toda
vez que se fala em reforma política há aqueles que simplesmente não aceitam
sequer, discutir o assunto, muito embora também se apresentem aqueles que
entendem que as mudanças aprimoram o sistema e torna mais justa a
representação, delimitando espaços e organizando as propostas.
Mas é
preciso estar sempre atento às leituras, às intenções dos oportunistas, principalmente
quando se apresentam travestidos de aliados em momentos de crise. É sempre bom
procurar entender o que está motivando esses que, de um momento para outro se
mostram dispostos a assumir responsabilidades que nunca estariam noutros tempos
e querendo ser o que verdadeiramente não é.
Os
espaços partidários são, por natureza, democráticos e, por isso, dessa maneira
que se evidenciam os oportunistas que também se colocam entre aqueles que
simplesmente confiam e resguardam a ideologia do partido.
Os de
personalidade fraca ou os que se sentem acuados, não têm limites nas suas
pretensões. Querem, a mando sabe lá de quem, sempre mostrar-se o que não é,
mesmo que isso implique no sacrifício injusto daqueles que sempre, de boa-fé,
estiveram dispostos a defender o coletivo e a conquistar para a coletividade.
Os
oportunistas são inquestionavelmente desprezíveis. Não só porque são
oportunistas, mas pela forma como usam as oportunidades, atuando nas ondas da
mentira e sufocando a maior parte possível da verdade, pois já sabem ser
impossível sufocar toda a verdade.
Deixar
de preservar a dignidade e, principalmente, o que resta de sua honestidade, é
para o oportunista a única alça que ainda resta desocupada na vida atrapalhada
que já vive ou que está desconfiando que esteja prestes a começar a viver.
Não é
difícil reconhecer o oportunista, mas, convenhamos, é difícil aceitar,
principalmente quando se trata de travestidos de correligionários que se
mostraram, sempre, dispostos a participar efetivamente das campanhas
eleitorais, se doando ao partido e dele, aparentemente não querendo nada a não
ser a manutenção de sua filiação e a filiação daqueles que considera líder.
O
oportunista, entretanto, é traidor. Pode demorar um pouco, pois, sempre está na
espreita, esperando o momento exato, aquele em que pode pegar a sua vítima
desprevenida, usando inescrupulosamente o seu poder de sedução para alcançar o
seu objetivo.
É por
isso que sempre vale o conselho básico de que, se desconfiar de uma traição,
avance sobre o traidor e o deixe fora de combate. Se não puder fazer isso logo,
espere a falha que ela aparece, a mentira se apresentará em letreiros
suficientes para vê-la à distância.
Mesmo
com todos esses sistemas de defesa acionados contra o oportunista ou a
oportunista, é preciso estar atendo, de olhos bem abertos, para evitar as
surpresas ou suas derivações, considerando que elas sempre têm várias caras e
podem vir de várias formas.
Dominar
e extinguir o oportunista ou a oportunista é uma questão de vida ou morte,
então, quando souber ou descobrir um ou uma dessas figuras, não dê nova chance,
ele ou ela não merece.

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