sexta-feira, 9 de agosto de 2013



Ruins de gestão,  bom de propaganda

Pouca coisa pode ser descoberta ou inventado no mundo materialista. O homem aperfeiçoa as coisas que estão prontas há séculos, centenas ou dezenas de anos. O Império Romano que dominou o ocidente e boa parte do oriente deixou um legado de como se mascara uma realidade ruim para o povo, “a política do Pão e Circo”. Uma saída encontrada pelo imperador Otávio César que governou Roma de (27 a.c / 27 d.c) para empanar o caos social do império (falta de emprego e superlotação das cidades etc.). Qualquer semelhança com o Amapá do Camilo é mera coincidência.

Em tempos mais atuais, o ministro da propaganda Nazista, Joseph Goobels desencadeou uma campanha difamatória contra os Judeus, atribuindo a este povo a responsabilidade pela crise econômica, que a Alemanha do pós-guerra vivenciava. O resto da história todo mundo conhece. Prevalecia na teoria dos nazistas a massiva e ostensiva disseminação da mentira, em todos os veículos de comunicação. Assim, pensavam eles, a mentira fatalmente seria assimilada pelos alemães, infelizmente estavam certos.

É atribuída a Mussolini, o líder do fascismo na Itália, a teoria de que uma mentira contada mais de vinte vezes vira verdade.

Os exemplos ocorreram em épocas distintas, porém verdadeiros e que são utilizados até nos dias atuais. Simpático ao “modus operandi” do nazismo Capiberibe aplica a teoria Goobels. Foi flagrado pela polícia federal numa Boca de Urna que funcionava num dos Quarteis Generais da campanha capiberista no bairro Perpétuo Socorro, residência da professora Eunice Bezerra de Paula. A polícia ao invadir o domicílio encontrou listas de eleitores, dinheiro queimando na casinha do cachorro e muito material de campanha dele e da esposa Janete Capiberibe. Todas as provas eram evidentes e cristalinas. Ali estava se praticando um ilícito eleitoral, popularmente conhecido como compra de voto. Apesar do “batom na cueca” ele nega o adultério.
Feita a denúncia pelo Ministério Público Eleitoral Federal, o casal foi aos tribunais e foram condenados. Até hoje, Capiberibe afirma com convicção absoluta que foi vítima de uma armação e mais, diz que perdeu o mandato por causa de míseros R$ 26,00. Em todo o discurso ele enxerta essa passagem da sua vida política se fazendo vítima dos inimigos políticos. Leiam-se os Borges. São eleitos, pois a crença da inocência professada por ele acabou por deixar dúvidas na cabeça do incauto eleitor e seus correligionários por questões óbvias se incumbem de pulverizar essa mentira ao eleitor.
No império Romano,criou-se os estádiospara promover as lutas dos gladiadores, verdadeiros deuses para o espoliado povo que esquecia a fome e a miséria nos dias de lutas. Pois,Otávio César era ovacionado e em meio às lutas dos brutamontes commúsculos gigantescos e cérebros esmirrados,eles se matavam para o regozijo da ensandecida plateia que recebia diversão e comida.Aqui, a exemplo do pai, com um discurso hipócrita, Camilo Capiberibe se aparelha com apoio do Ministério Público e fazem uma fiscalização caolha, míope quando se trata de apurar irregularidades do poder executivo e a Assembleia Legislativa se prostra diante da vontade do ditador, que por ora, ocupa assento no Setentrião.

Mas, não são experts em gestão pública e sim em criar bordões. Capiberibe numa estratégia política criou um programa de governo na ondada Eco 92, encontro mundial que discutiu o futuro do Planeta. Nesse encontro,foi elaborada uma agenda positiva conhecida como “Agenda 21”. Foi o maior engodo que este Amapá já experimentou. PDSA – Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá. Marcamos passo durante oito anos. Camilo Capiberibe fez uma campanha eleitoral alicerçada em duas mentiras, que pegaram os incautos eleitores de calça curta. Atribuiu a um dos maiores empresários do Amapá, Jaime Nunes, a responsabilidade pela ausência de uma Rede de Lojas de Departamentos do Brasil “Casas Bahia” no comércio do Amapá e que o Amapá tinha dinheiro o que faltava era gestão.

Passado dois anos e sete meses de governo Camilo Capiberibe e sua atabalhoada trupe de secretários, não conseguiram dar norte ao Amapá. Atravessamos o pior caos que a saúde deste Estado já experimentou, com pacientes morrendo pelos corredores e pelo chão dos hospitais. Calote sistêmico nos forcedores e prestadores de serviço da saúde; falta de remédios na Central de Medicamentos; crise com o servidor o público (médicos e professores) principalmente; recrudescimento da violência, que redunda no altíssimo índice de mortes violentas e o aumento no número de assaltos no Estado.

No atual governo os contratos não são licitados, tudo é feito ao arrepio da lei 8.666. Osprefeitos vão sentindo na pele a inexperiência de um governador mimado, vaidoso e sem pulso. O Oiapoque está abandonado pelo Estado. Afirmação feita pelo prefeito Miguel do Posto (PSB). Camilo Capiberibe, hoje é vítima do próprio bordão que lhe levou ao Setentrião: “Dinheiro tem falta Gestão”. Desta vez é fato, não é boato. O último bordão criado pelo Goobels do PSB, é que o governo de Camilo é vítima da mídia criminosa. Criminosa porque não se curvou aos acenos financeiros feitos pelas agências de propaganda que assumiram a conta de publicidade do Estado, com um orçamento polpudo de R$ 14 milhões, conquistado em mais uma fraude licitatória, marca desse governo de bordões e da “Política de Pão e Circo”.

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