sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Sim, somos frágeis!
É triste, para não dizer lastimável, a forma como o mundo deturpa os valores de Deus. A forma de pensar, de falar e de agir da humanidade é a cada dia mais corrompida pelos padrões perversos do pecado, e acabamos nos desviando tanto do que o Senhor estabelece como princípios, que nossa mente se torna cauterizada, nossa visão fica turva, e já não podemos nem sequer perceber o tamanho da influência que este século exerce sobre nós.
Uma das questões tocadas por tal circunstância é a forma como nós, mulheres, temos nos portado em sociedade. Por meio da tal revolução sexual, ganhamos mais espaço no mercado de trabalho, saímos da exclusividade do ambiente doméstico, conquistamos direitos e ganhamos o mundo com nossa inteligência, capacidade e competência. Até aí tudo bem. Penso que, de fato, somos tão profissional, intelectual e politicamente capazes quanto qualquer homem e merecemos esse espaço e reconhecimento. O problema está na masculinização que a figura da mulher tem sofrido dentro do contexto familiar.
Já ouvi muitas mulheres dizerem que podem fazer tudo que um homem faz e que a presença da figura masculina na família é totalmente dispensável; muitas optam por nunca se casarem e criam seus filhos de maneira independente; algumas até se casam, mas concentram em si os papéis de líder e provedora do lar, renegando o marido ao posto de mero expectador do drama familiar; outras carregam traumas tão doloridos em decorrência de experiências negativas que preferem afastar-se de todos os homens.
O resultado disso não é difícil de prever: estamos exaustas. Sim, exaustas! Ter que dar conta sozinha do sustento da casa, criar filhos, estudar, cuidar dos pais e da família, ser uma profissional de sucesso e ainda passar uma imagem de “super mulher”, confiante, segura e poderosa (ainda que seja só a imagem mesmo) são muitas responsabilidades para uma pessoa só. É um fardo muito pesado, e não precisamos carregá-lo sozinhas.
Se atentássemos para o que Deus tem a dizer sobre isso, certamente muitos problemas seriam evitados, pois a Bíblia é muito clara: “maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações.” (1Pe 3:7)
Não há o que discutir: somos mais frágeis. Entretanto, isso não é sinônimo de fraqueza ou incapacidade. O que Deus fez foi nos dar um presente muito valioso, chamado proteção. Como mulheres, de acordo com os princípios bíblicos, devemos ser amadas, cuidadas e protegidas pelos homens, de forma honrosa, não porque não conseguimos nos virar sozinhas, mas simplesmente porque Deus conhece nossa sensibilidade aflorada e as limitações físicas que possuímos.
Isso não é e nem deve ser motivo de vergonha, mas sim de alegria e gratidão! Ou vai querer dizer, querida leitora, que você gosta de trocar pneus, de pagar todas as contas da casa, de fazer sozinha todas as tarefas, de carregar peso, de arrastar os móveis sem ajuda, e de não ter um pai ou marido pra te abraçar e prometer proteção nos momentos difíceis? Todas nós merecemos, amamos e desejamos (ainda que secretamente) o cuidado masculino! Se o problema está nos homens que você já conheceu e que não agiram dessa forma com você, descanse e espere em Deus, pois um dia esse cara aparecerá, e por mais imperfeito que ele seja, vai oferecer todo o cuidado que você merece.
Muitas mulheres são forçadas a desempenhar um papel duplo em seus lares, seja pela viuvez ou pelo abandono, mas essas o Senhor fortalece de maneira especial e provê, de acordo com a Sua perfeita vontade, um companheiro amoroso. O fato é que não precisamos nos comprometer por livre e espontânea vontade com responsabilidades que não nos dizem respeito. Não precisamos ter sobre os ombros o peso total de um lar se Deus preparou alguém para dividir essa carga conosco.
Uma família na qual homem e mulher desempenham seus devidos papeis com amor e responsabilidade, certamente é um lugar de muita paz e felicidade. Ninguém fica sobrecarregado e todos são livres para desenvolver suas habilidades e capacidades pessoais com apoio e suporte de um lar firmado em princípios que nunca perderão a validade.
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