sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Editorial
Triste fim de um ator decadente

Quando dissemos hás algumas edições que o governador tem uma queda para a arte cênica, de fato não nos enganamos. Na ocasião citamos segmentos da sétima arte nos quais ele seria o ator principal perfeito. Da tragédia ao suspense passando pelo terror, vislumbramos a estreia do gestor do Amapá na telona, com direito ao tapete vermelho de Hollywood ou até mesmo de Gramado, pois definitivamente temos um verdadeiro ator dirigindo nosso Estado. Mais recentemente, novas produções foram rodadas. Uma deles teve como set de filmagem nosso humilde aeroporto. Na pista, um teco-teco surrado, e a postos, prontos para receber a ordem de ação!!! - gritada pelo diretor - estavam ele, o ator principal e os coadjuvantes. O filme era nada menos que "Desçam, o avião não subiu", mais uma comédia rodada pela Revolution Devaneios e Desesperos Produções. Mas nunca para por aí. Eles sempre vão além, bem além. Sob lentes delirantes, o luzes, câmera, ação tem captado imagens para roteiros perversos, com nuances propícios ao terror. Em outros momentos existem conflitos com figurantes que não comparecem aos sets para montar as cenas e dão trabalho para a produção. Em uma destas produções as câmeras estavam a postos, o palco montado, microfones testados, ator principal na cena, mas na hora de gravar faltaram os coadjuvantes, que neste momento tinham uma importância fundamental para a cena. E que efeito isso causou em nosso ator... mas ele não perdeu o ato, apesar de suas limitações representou como sempre faz, e visualizou estar falando para uma multidão. 


Para salvar a fita, o roteiro foi mudado às pressas, e de uma produção sisuda os nuances ganharam tons de comédia. Mais precisamente uma porno chanchada de nome dúbio: "Saindo de pinto na mão", mas não sem antes terem gravado o curta "Falando ao vento". O certo, é que apesar do desconcerto de saber que o povo tem lhe virado as costas, nosso ator em decadência anda deprimido por saber que não arrasta mais multidões, a não a que paga para lhe pintar um mundo colorido. O problema é que o público real tem assistido a um filme triste, em preto e branco desde quando nosso ator subiu ao palco. A verdade é que ele é ruim de interpretação e os roteiros que recebe para interpretar são piores ainda. Eles têm trabalhado duramente na superprodução "O naufrágio", mais uma criação da Revolution Devaneios e Deseperos Produções, que deve ser concluída em outubro do ano que vem. Esta sim, com ajuda de milhares de coadjuvantes. Mas enquanto o filme não estreia, temos que nos contentar com o simplório "Saindo de pinto na mão".   

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