O Censo da Educação Superior, aponta que houve um aumento de 12,2% nas matrículas da EAD, enquanto a educação presencial teve um aumento de 3,1%.
O começo da educação a distância no Brasil se deu por meio de cursos por correspondência, rádio e televisão, foram usados como meio de apoio. As pessoas com idade acima dos 40 anos, quem não lembra do Instituto universal Brasileiro e seus cursos por correspondência. Aquilo a época já era uma modalidade de ensino a distância. Pela metade nos anos de 1990, com a disseminação das novas tecnologias de informação e de comunicação, começa então novas formas de programas para Educação a Distância (EAD), com incentivos dos governos municipais e estaduais e também das instituições de ensino superior. Esta modalidade de ensino ao longo desse período foi se consolidando, e agora em 2013, podemos constatar que vem crescendo mais que a educação presencial.
A educação a distância (EAD) cresceu mais que a educação presencial de 2011 à 2012. Em um ano, houve um aumento de 12,2% nas matrículas da EAD, enquanto a educação presencial teve um aumento de 3,1%. Muito embora, apesar do crescimento, o ensino a distância ainda representa 15,8% das matrículas. Os dados são do Censo da Educação Superior de 2012, que foram divulgados nesta terça-feira (17/09), pelo Ministério da Educação (MEC).
O índice do ensino fora da sala de aula ainda é baixo, segundo o ministro da Educação, Aluísio Mercadante. "Quando olha para OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), quase a metade das vagas é a distância". Ainda segundo o ministro, ele ressalta que é preciso garantir a qualidade do ensino. A intenção é ampliar a oferta nas instituições federais. De acordo com o censo, a maior parte das matrículas em EAD está na rede privada (83,7%) e é oferecida por universidades (72,1%).
No ensino presencial, segundo o Ministério da Educação o crescimento das matrículas se da nos cursos tecnológicos, que aumentaram 8,5% de 2011 a 2012. Este crescimento foi significativo, embora os cursos concentrem apenas 13,5% das matrículas. As matrículas de bacharelado cresceram 4,6% e representam 67,1% do total, enquanto nos cursos de licenciatura, o crescimento foi 0,8% - 19,5% das matrículas são em licenciatura.
Outros dados que fazem parte da pesquisa, referem-se aos turnos, em 2012, mais de 63% dos alunos dos estudantes presenciais de graduação estudavam a noite. Na rede privada,73% das matrículas é nesse turno. Na rede federal, a maior parte das matrículas, 70% é no turno diurno. A explicação para esta ocorrência, segundo o ministério da educação, é que o ensino noturno é importante para que parcela da população que precisa trabalhar e tenha acesso ao ensino superior.
O Ministro da Educação explica; "Temos aumentado a oferta de ensino noturno nas federais também, mas as instituições mantém também o diurno. O ensino diurno permite mais tempo de estudo. Quem estuda no noturno em geral trabalha durante o dia. No diurno, estuda-se em um turno e trabalha-se no contraturno. Na média, o diurno tem desempenho acadêmico melhor que o noturno".
Ou achados da pesquisa, mostram que os cursos com maior número de alunos no Brasil são administração (833.042), direito (737.271) e pedagogia (602.988). Em seguida vem ciências contábeis (313.174), enfermagem (234.714), engenharia civil (198.326), serviço social (172.979), psicologia (162.280), gestão de pessoal (157.753) e engenharia de produção (129.522).
O censo aponta que o ensino superior atingiu, no ano passado, 7.037.688 de matrículas na graduação, o que representa crescimento de 4,4% em relação a 2011. O número de calouros foi 2.747.089, um crescimento de novas matrículas de 17,1% em relação a 2011. O número de concluintes teve uma variação menor 3,3%, passando de 1.016.713 em 2011 para 1.050.43 em 2012.

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