sexta-feira, 13 de setembro de 2013

ENSINO SUPERIOR
Bancada quer mais doutores nas universidades enquanto Ueap é uma das piores no ranking nacional


José Marques Jardim
Da Editoria

Se depender da bancada amapaense, no espaço de dez anos, 10 mil doutores vão estar atuando na Região Amazônica em todas as áreas de conhecimento. Os parlamentares levaram o pleito para o Ministro da Educação Aloizio Mercadante. O coordenador da bancada, deputado federal Bala Rocha (PDT-AP), declarou depois do encontro que "a determinação de um grupo de parlamentares de unir esforços será fundamental para o desenvolvimento da região". De iniciativa do deputado Sibá Machado (PT/AC), o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação pretende buscar recursos de R$ 2 bilhões para irrigar o programa.
Dos 85 mil doutores do Brasil, a Amazônia dispõe apenas de quase quatro mil. A ausência reflete diretamente na qualidade das Universidades. Das 25 melhores do Brasil, 19 estão no Sul e Sudeste; quatro no Nordeste; e duas no Centro-oeste. A melhor colocada do Norte é a do Pará, na 26º posição.


O deputado Arnaldo Jordy (PT/PA) ressaltou que "enquanto Minas Gerais tiver mais universidades públicas federais do que toda a Amazônia Legal, o problema não será resolvido". Plínio Valério (PSDB/AM) asseverou que o cenário atual é devido "a falta de investimentos. A Suframa tem contingenciado hoje mais de R$ 1 bilhão, dinheiro arrecadado no comércio e indústria que poderia se aplicar nas universidades". Há cerca de dois meses, o jornal Folha de São Paulo divulgou o ranking com a classificação de rendimento das universidades brasileiras. A Universidade Estadual do Amapá ficou entre as últimas. Para os parlamentares, a falta de investimentos na estrutura e em profissionais é o principal problema.


No caso da Ueap, o governador Camilo Capiberibe retirou boa parte do orçamento da instituição para ser reutilizado em propaganda do governo. O ato gerou protestos, mas o governador não voltou atrás. Na época, acadêmicos e professores reclamaram na imprensa que não havia sequer papel para imprimir documentos assim como também material de limpeza e higiene nos banheiros. Os protestos de rua, apesar de terem conseguido repercussão, conseguiram apenas o silêncio do governo, que este ano anunciou R$ 14 milhões para a propaganda e incorporou a regência de classe dos professores ao salário destes profissionais sem qualquer consulta à categoria.

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