Homenagem Póstuma
*20.01.1953 + 16.09.13
Carlos Eliomar Chagas de Aragão, engenheiro, gestor e excelente articulista político amapaense deixou este plano, como diriam os espíritas para continuar sua jornada por outras esferas. Para quem acredita em céu, ele deve estar lá, debatendo ideias e analisando, cá embaixo, tudo que foi alvo de seus comentários e trabalho. Dele, temos boas lembranças. Era um homem calmo e leal companheiro. No campo terreno, Aragão foi embora e deixou uma lacuna aberta na política local, onde seu nome sempre será lembrado e respeitado pelos colegas e, principalmente, pelos políticos que faziam de suas recomendações, ações obrigatórias.
Paraense de nascimento e amapaense por adoção, se formou em Engenharia Civil, pela Universidade Federal do Pará. E casou com Maria de Fátima Couto de Aragão. Com ela teve três filhos, hoje formados e atuando no Amapá.
Aragão veio para o Amapá em 1976 à procura de emprego e conseguiu traçar uma bela trajetória profissional. O filho Fábio Rodrigues o define como um homem que respeitava a todos, do mais abastado ao mais necessitado. "Ele foi meu melhor amigo, sempre estivemos juntos em todos os momentos. Foi um exemplo de homem, pois nunca conheci um cara tão humilde como ele. Tratava do governador ao copeiro, do mesmo jeito". Fábio destaca que seu pai foi diagnosticado com câncer no abdome um ano após a doença ter atacado seus olhos. A doença venceu apesar dos meses de luta. Na Assembleia Legislativa, onde o corpo foi velado não faltaram demonstrações de comoção por parte dos amigos e colegas de trabalho que conviveram com Aragão durante anos. Ele foi sepultado no Cemitério São José, zona Sul de Macapá.
Emocionado, o filho Fábio Rodrigues disse: "Quero que as gerações que não chegaram a conhecer meu pai e que um dia tenham essa história nas mãos, o reconheçam como um ilibado homem, grande pai e companheiro. Ele não repassava as dores e nem as usava como arma. A conciliação e a concórdia eram suas diretrizes".
Com 40 anos de profissão, Carlos Aragão participou de várias administrações e projetos. Um deles, a execução do Plano Diretor do Município, que pelo Código de Postura possibilitou a verticalização de Macapá. Orgulhava-se de ter contribuído neste planejamento. Também teve participação na construção do Conjunto Habitacional Mucajá, que hoje abriga mais de 500 famílias.
Por décadas contribuiu com governantes do Estado e do município. Recentemente, entre 2011 e 2012 foi titular das secretarias municipais de Meio Ambiente (Semam), Governadoria (Segov) e Obras (Semob); Diretor e Presidente da CEA, Secretário de Obras no governo Anníbal Barcellos, Secretário do Meio Ambiente da Prefeitura de Santana.
Figura presente na vida social e política do Amapá, Aragão era de fácil relação, atencioso e carinhoso com todos.Foi um dos fundadores do PSD no Amapá (Partido Social Democrático). E por muitos anos assessorou o então deputado Roberto Góes, a quem acompanhou também na Prefeitura de Macapá. O próprio RG reconhece que o projeto político que o fez vencer seis eleições, incluindo a de prefeito de Macapá, foi articulado por Aragão.
Torcedor fanático desde criança não escondia a paixão pelo Clube do Remo. No Amapá, seu clube do coração era a Sociedade Recreativa e Desportiva São José, onde foi presidente e diretor. Contribuiu ainda com Trem Desportivo Clube, onde foi diretor, assim como no Amapá Clube. No carnaval dizia ser "Piratão apaixonado".
Tentativas
Em 2012, várias investidas foram feitas por ele para concluir as obras do Hospital de Clínicas Metropolitano, na zona Norte da cidade, bem como a retomada das obras do Estádio Glicério Marques, além da reforma das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Lutou também pela entrega de aproximadamente três mil casas populares. Mas a burocracia emperrou tudo. No mesmo ano, dentro das comemorações do aniversário da cidade, Aragão foi homenageado. Recebeu das mãos do prefeito uma medalha cunhada em bronze com o selo comemorativo dos 254 anos de Macapá.
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