sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Saúde
"Mais Médicos" é visto com cautela por deputados





 O programa "Mais Médicos" ainda vem sendo olhado com certa cautela. O questionamento é quanto à contratação dos profissionais cubanos sem qualquer investimento na estrutura das unidades de saúde nas quais eles irão clinicar. No Amapá, o episódio onde o programa do governo federal sofreu críticas foi a sabatina da secretária de saúde do estado, Olinda Consuelo, na quarta-feira (4), na Assembleia Legislativa.
Para parte dos parlamentares, o caos na saúde pública está longe de ter relação com a falta de médicos, e sim com a deficiência da estrutura física e distribuição de insumos nas unidades de saúde e hospitais. Em outra avaliação, a opinião dos deputados é de que somente a capital, Macapá, tem condições de receber os profissionais. Nos outros municípios, a precariedade é total. 
Hospital de Oiapoque
Um dos exemplos relacionados à falta de estrutura foi o dos portadores de câncer e renais crônicos. A reclamação deles não é por falta de médicos, mas sim pela deficiência na estrutura. Somente este ano, o Amapá foi manchete na mídia nacional ao menos três vezes pela falência do serviço de saúde pública. As cidades do interior figuraram como as mais afetadas pelo problema. Em Ferreira Gomes, por exemplo, o médico que atende na unidade foi mostrado consultando sem dispor de energia elétrica. 
A solução, dizem os deputados, seria chamar os gestores de cada município e elaborar um planejamento considerando as peculiaridades de cada cidade. Atendimentos de baixa complexidade deveriam funcionar em todos os 16 municípios, além da medicina preventiva.

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