sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

ARTIGO DO GATO

Natal em preto e branco


O Natal é comemorado pelos cristãos no dia 25 de dezembro há mais de 1.600 anos, uma data simbólica que representa o dia que Jesus Cristo nasceu. Nesse período é cultural as ornamentações. Os lares são enfeitados com muitos adereços coloridos. Bolas, fitas, sinos, figura do Papai Noel, Renas e etc. e para mostrar alegria e prosperidades as famílias fazem lautos jantares. Bebem, cantam, dançam e... Oram.

No Amapá de hoje o Natal está sem brilho, sem cor. Não sentimos nas ruas da cidade o clima festivo e de harmonia e paz de outros tempos. Percebe-se que as pessoas estão com uma carranca que denota preocupação e tristeza. A primeira expressão é em virtude das contas para pagar. O dinheiro sumiu da praça. O estado aplicou na maioria das empresas calote. Em muitos casos empresas deixaram de receber há quatro meses e no final do ano como um alento o governo paga dois meses. Uma vergonha. Não levaram em consideração as contas que acumularam. O que o trabalhador vai receber mal paga as contas.

A segunda expressão é que em função dessa crise provocada por esse governo. Muitos pais não poderão dar um presente aos seus filhos e consequentemente não responderão as indagações dos pequeninhos que as lágrimas vão perguntar: o Papai Noel não vem me visitar. Isso corta o coração de qualquer ser humano, mas do governador não!

O que resta dessa festa Cristã é orar muito, elevar seu espírito aos céus e pedir a Deus que essa período negro da história do Amapá passe. O Amapá vive hoje seus piores dias. O comércio praticamente vazio. As expectativas dos lojistas serão frustradas e, os serviços essenciais que a administração pública deveria dispor ao cidadão é um quadro de calamidade pública.

Saúde, segurança e educação vivem seus piores momentos. As pessoas morrem por falta de medicamentos, os hospitais estão sem as mínimas condições para atender os pacientes. As famílias aterrorizadas com o auto índice da criminalidade. O Amapá em ressente pesquisa nacional foi apontado como o Estado mais violento do País. Nossa educação regrediu. Hoje a tônica nesse setor e a falta de professores na sala de aula e a falta de merenda para os alunos da rede pública, isso sem contar com as precárias condições dos espaços físicos das escolas.


Fechamos um ano com um balanço negativo. Em quase todos os setores as linhas dos gráficos apontam para baixo. O Amapá andou pra trás, numa espécie de efeito curupira. Mas o adágio popular é sábio. Após a tempestade, vem a bonança. Então que o ano de 2014 seja verdadeiramente um ano de transformação e que o cidadão, sobretudo o mais humilde, possa tirar esse governo e dar uma oportunidade para que o Amapá volte a ter um céu azul, límpido e alvissareiro. Apesar de tudo um Feliz Natal e Próspero Ano Novo.

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