UM GRITO PELA VIDA
Dedicado ao POVO AMAPAENSE.
Confesso que obedecer ao editor do Tribuna Amapaense, o jornalista Reinaldo Coelho, para entregar os dois últimos artigos deste ano até a semana entrante ( hoje são 11 ), foi um desafio para fugir da mesmice ou do rame-rame (termo usado pelo MM. Meré, que significa fazer-se as mesmas coisas repetidamente, sempre iguaizinhas, sem por nem por ).
Pensei comigo mesmo, perguntando-me e ao mesmo tempo respondendo a mim mesmo: Juracy, aplaca tua angústia, mas não acomoda teu coração. Senta-te à beira do caminho, olha para traz e analisa a caminhada realizada. Tudo que achares que foi bom, melhora doravante; tudo que vistes que não foi bom, procura os meios necessários para corrigi-los e, se achares conveniente, junta-os aos já programados. Certamente que de tudo que foi plantado nesta caminhada, tu não colherás os frutos, mas as gerações futuras sim, estas serão beneficiadas. Aí, então, terás a recompensa onde quer que estejas física ou espiritualmente, disse-me minha consciência.
Acatei os dois pedidos: o do Reinaldo e o da minha consciência. Portanto, sem fugir das raízes da informação crítica, mas de certa forma orientadora, deixo-me guiar pelas veredas da filosofia do GRITO PELA VIDA.
As muitas consultas que fiz, entre elas Poemas para Rezar, de Michel Quoist - " quando toda a vida se torna oração "; Compendio Vaticano II, constituições, decretos, declarações; Os Grandes Pensadores, de Will Durant; fixei-me em Gigantes da Literatura Universal sobre o Padre Antonio Vieira, donde extraio a sentença " Antes de abrir as velas ao vento ( oh, faça Deus que não seja tempestade !) em lugar da benevolência que se costuma pedir aos leitores, só lhes quero pedir Justiça ".
Foi assim ao longo desses 12 meses de 2013, vez que sempre deixei que o sentimento de procurar ou buscar a tão sonhada Justiça Social falasse mais alto, mesmo sabendo que " água passadas não movem moinho ", mas por ele passaram e por outros passará, movendo os moinhos que encontrar no seu curso. Assim são as palavras, como também o são as idéias e os ideais. O Tribuna Amapaense abriu-me as páginas do jornal impresso, para ali dividir com todo o POVO AMAPAENSE os saberes que me foram transmitidos no passado pelos meus Pais ( Paulo e Cleta ), por meus Professores desde a infância até as Pós-graduações em nível superior; nas conversas técnicas com meu Irmão de sangue, Dr. Guaracy Freitas, Advogado da mais alta estirpe profissional; no bate-papo cotidiano com as mais variadas categorias de companheiros, amigos e parentes; do relacionamento com autoridades deste País, do mais humilde operário que conheci ao mais graduado, Sua Excelência o Senhor Presidente da República do Brasil, o General Figueiredo. Como prova material das minhas andanças Brasil afora, guardo com muito carinho a Medalha Mauá, a mim conferida pelo Eminente Presidente da Confederação das Associações Comerciais do Brasil, Dr. Rui Barreto, por mérito quando Presidente da ACIA.
Nunca fugi da luta e a militância vem desde a Escola Industrial de Macapá, com escritos nos Boletins Estudantis; na Escola Técnica de Comércio do Território Federal do Amapá, com a criação do boletim " O Mercúrio ", voltado exclusivamente aos dizeres contábeis; da fundação do Grêmio Rui Barbosa, do Colégio Amapaense; das passagens pelos jornais impressos: Jornal do Povo, Correio Amapaense, Jornal dos Municípios, Correio Popular; pela passagem na Rádio Educadora, na condição de comentarista esportivo ( com carteira de filiação a ACREAP ).
Porque digo tudo isso. Porque sempre estive na defesa ( embora bom atacante no futebol) dos interesses sociais, buscando a concretização dos Direitos Individuais e Coletivos do Povo Amapaense, algumas vezes no exercício de funções públicas exercidas com dignidade, ética e eficiência; outras tantas na aplicação da qualificação profissional de Técnico em Contabilidade e, por excelência de nível superior, a categoria de Contador, profissão da qual orgulho-me, pois a exerci com competência e dedicação, a mais de 50 anos, cuja inscrição é CRC/AP-000008/O-5, evidenciando-se que as 7 primeiras foram dedicadas aos mais antigos na profissão.
Hoje dedico-me aos estudos jurídicos e como Bacharel em Direito, mais forte grita dentro de mim o SENSO DE JUSTIÇA, o clamor de LIBERDADE, o desejo de IGUALDADE e a alegria da SOLIDARIEDADE, todas alicerçadas no sentimento da FRATERNIDADE.
A campanha UM GRITO PELA VIDA quer acima de todas as vaidades pessoais de todos que fazemos o Tribuna Amapaense, jornal, rádio e televisão, dizer ao POVO AMAPAENSE que ele não está só, pode estar desamparado, mas nunca sozinho. Somos e seremos solidários com o POVO AMAPAENSE até que a morte física nos separe, mas continuarão com vocês as nossas idéias e nossos ideais.
GRITE TAMBÉM VOCÊ PELA VIDA DO POVO AMAPAENSE.
Para reflexão semanal: A liberdade é uma opção consciente, livre e pessoal, movida e levada pelo interior e não pela força de um impulso interno cego ou debaixo de mera coação externa (Compendio Vaticano II).
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