O nascimento que nos trouxe vida
"O povo que andava na escuridão viu uma forte luz; a luz brilhou sobre os que viviam nas trevas. Tu, ó Deus, aumentaste esse povo e lhe deste muita felicidade. Eles se alegram pelo que tens feito [...]. Tu arrebentaste as suas correntes de escravos, quebraste o bastão com que eram castigados; acabaste com o inimigo que os dominava [...] Pois já nasceu uma criança, Deus nos mandou um menino que será o nosso rei. Ele será chamado de 'Conselheiro Maravilhoso', 'Deus Poderoso', 'Pai Eterno', 'Príncipe da Paz'." (Isaías 9)
Natal é a data em que se comemora o nascimento de Cristo, o filho de Deus, e disso todos sabemos. Luzes, árvores, presépios, presentes, comidas e até um velhinho gordinho vestido de vermelho são covidados para essa festa de aniversário que é realizada em todos os cantos do mundo onde houver um cristão. A mobilização é gigantesca! Muitas pessoas juntam dinheiro o ano todo (ou fazem dívidas que duram o ano seguinte inteiro) para fazer uma bonita festa natalina, reunindo toda a família, preparando o que há de melhor para ser servido em uma mesa muito bem arrumada, com direito a música, roupas novas e produções belíssimas. Mas qual é a diferença que o nascimento de Jesus fez na sua vida? O que você faz entre um Natal e outro que mostra que você realmente se alegra pelo nascimento de Cristo?
A Bíblia nos mostra que o nascimento de Jesus não é algo com finalidade em si mesmo. O nascimento é apenas o começo, o primeiro passo rumo a uma missão sacrificial, cujo significado ultrapassa todos os conceitos de amor e salvação que a humanidade pode conhecer. Cristo veio ao mundo, o Filho do Deus vivo tornou-se homem de carne e osso, e sua chegada dividiu a história. Mas isso foi apenas o começo.
Cristo veio ao mundo para nos trazer um novo estilo de vida, uma nova maneira de viver e uma razão pela qual vale a pena existir. Sua jornada na Terra nos ensinou o que é amar incondicionalmente, sem interesses próprios, abrindo mão de si em prol do outro. Ensinou-nos também o que é ser santo, puro, dizendo não às tentações, dizendo não aos prazeres efêmeros com olhos fixos na vida eterna. Mostrou-nos que não são as riquezas perecíveis que trazem felicidade, mas sim fazer a vontade do Deus Pai. Ensinou a todos nós que uma vida vivida para si mesmo não tem significado algum, mas uma vida vivida para a Glória de Deus produz frutos que ecoam na eternidade.
A vida de Cristo nos mostrou como devem ser as nossas. Ele foi o Mestre que ensinou pelo exemplo as lições mais duras de serem aprendidas, mas também as que mais valem a pena realizar. Mas não era só isso, pois o que Cristo fez em vida neste mundo nem se compara com o que Ele fez na sua morte. Seu sangue derramado na cruz despedaçou todas as barreiras que nos afastavam de Deus, perdoando nossos pecados, nos livrando do jugo que nos oprimia e aprisionava, nos dando a salvação como um presente precioso. Sua missão que foi dada a Ele em seu nascimento foi cumprida em Sua ressurreição, mostrando Seu poder sobre a morte e dando a esperança de Seu retorno.
A libertação que o povo do texto de Isaías esperava foi a mesma que ele veio nos trazer com seu nascimento e ainda é a que aguardamos na Sua segunda vinda. O nascimento de Cristo foi só o começo, e o que ainda está por vir é muito maior. Natal é o momento, sim, de celebrar o cumprimento de uma promessa, mas devemos estar com o coração cheio de esperança para a realização de outra, buscando viver todos os dias a vida que o Mestre nos ensinou. Esse é o verdadeiro sentido do Natal.
Que nesse ano as nossas festas natalinas sejam repletas de alegria e que estejamos dispostos a aceitar o desafio de viver conforme Ele nos ensinou. Que não seja apenas um momento de confraternização, mas uma afirmação de nosso amor pelo Salvador das nossas almas e uma renovação da nossa esperança na Sua volta. Que o dia 25 passe e esse amor e essa esperança permaneçam, e que todos os dias as nossas atitudes demonstrem a nossa alegria pelo nascimento do nosso Libertador.
Feliz Natal!
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