sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

ARTIGO DO GATO

Bancada amapaense é reprovada
na avaliação da revista Veja


A revista Veja em parceria com a editora Abril, o Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e o Núcleo de Estudos sobre o Congresso (Necon) editaram pelo terceiro ano consecutivo o "ranking do progresso" que pauta-se na investigação de ações parlamentares que contribuam para um País mais moderno, competitivo.

Nove quesitos foram elencados para medir a contribuição parlamentar para que o Brasil atinja as metas de competitividade e de modernidade: 1 - Carga tributária menor, mais simples e sem impostos em cascata; 2 - Infraestrutura (estrada, portos e aeroportos); 3 - Combate  corrupção; 4 - Melhor gestão dos gastos públicos; 5 - Sistema educacional universal e eficiente; 6 - Marco regulatório claro e respeitado (agências regulatórias técnicas e independentes); 7 - Simplificação de regras e poda da selva burocrática; 8 - Governabilidade (relações entre os poderes) e 9 - Relações trabalhistas.

Os órgãos parceiros no trabalho se debruçaram sobre 243 proposições de maior relevância entre as centenas de projetos de lei, medidas provisórias e propostas de emenda constitucional que tramitaram na Câmara e no Senado em 2013. A conclusão não foi nada animadora para o Estado do Amapá. Dos oito deputados amapaenses apenas quatro foram ranqueados e todos com notas muito baixa. Levando em consideração que a pontuação máxima era 10 e a mínima 0, pelas notas atribuídas aos amapaenses conclui-se fácil que o único deputado amapaense aprovado foi Luiz Carlos (PSDB) com a nota regular de 5,1. Os demais, Fátima Pelaes (PMDB) 4,5, Bala (?) 4,4 e Vinicius Gurgel (PR) 4,0 ficaram com nota vermelha, mas o pior foram os que não foram selecionados entre os 76 parlamentares da Câmara ranqueados, como foi o caso de Evandro Milhomem (PCdoB), Dalva Figueiredo (PT), Davi Alcolumbre (DEM) e Janete Capiberibe (PSB).

No Senado o desempenho não foi melhor. Dos três senadores apenas Randolfe recebeu uma fraca nota 2,0. João Alberto Capiberibe e José Sarney ficaram fora.

A ausência de Janete e Capiberibe denota que o clã Capiberibe foi mal obrigado no ano 2013. O governador Camilo Capiberibe foi considerado pela pesquisa IBOPE/CNI como o terceiro pior governador do Brasil e o pior do Norte e sua rejeição chegou a estratosférico percentual de 74%.

Somado ao péssimo desempenho do filho que não conseguiu decolar com o governo e esqueceu de forma intensa as raízes da sustentabilidade econômica ou seja, o famoso PDSA desenvolvido pelo pai, senador Capiberibe, como programa de governo, os dois parlamentares federais ficaram enganchados na cláusula extra da pesquisa. "A cláusula de Etica". Esta consistia em realizar uma varredura na vida pública dos parlamentares com o propósito de expurgar todos os envolvidos em escândalos ou reputação duvidosa. Como Randolfe ultrapassou essa barreira é uma incógnita.

Para ter rigor na investigação a revista Veja se valeu de critérios próprios e de levantamentos da Transparência Brasil, organização independente e autônoma, comprometida com o combate à corrupção. O resultado foi submetido ao criterioso crivo do advogado Alexandre Fidalgo que se aprofundou na situação de deputados e senadores tendo em vista a Lei da Ficha Limpa. Logo os dois parlamentares cassados por compra de votos já foram de cara expurgados da relação dos bons políticos além, claro, da improdutividade parlamentar.

Em suma a família Capiberibe fecha o ano com um horizonte negro na seara política e com a eleição batendo as portas a cúpula pesebista corre atrás do prejuízo provocado por um governo desacreditado e sem uma realização vultosa que possa lhe ser atribuído, em síntese, um governo insípido e inodoro.

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