sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

DE TUDO UM POUCO

JESUS - O ANIVERSARIANTE DO MÊS


Devemos lembrar-nos de que no dia 25 deste mês estaremos comemorando mais um aniversário natalício de Jesus, e olha que essa festa já contabiliza  mais de 2.000 anos e sempre parece a mesma a cada repetição. Festas das mais variadas formas são preparadas para celebrar essa chegada, isto é, algumas pessoas lembram-se do aniversariante, outras sequer mostram interesse em conhecê-Lo, pois mais importante é a comemoração, a troca de presentes, a descoberta de amigos ocultos, a mesa farta, o congelador cheio de garrafas de bebidas e refrigerantes, bolos variados, vestidos, sapatos, calçados, calças , camisas, ternos, tudo novo. Os salões de beleza ficam cheios de clientes ( ou clientas? Já que temos a Presidenta... ) em busca da mais  estonteante transformação da beleza natural ( criada por Deus ) - a beleza do rosto feminino e a forma mais criativa dos penteados. 

A  meia noite é servida a ceia. Os abraços são compartilhados e os presentes trocados.

Outros, quiçá de épocas mais antigas, buscam refúgio espiritual nas Igrejas e Templos das mais variadas religiões e crenças, onde procuram encontrar-se com o aniversariante e louvá-Lo por trazer a esperança, a renovação da vida, a paz tão almejada entre os povos, a renovação dos princípios éticos e morais que aviltam as pessoas e a  sociedade como um todo. Nesse momento do encontro espiritual com Jesus, rezam e oram por todos aqueles que O esqueceram o ano inteiro. São poucos os que preocupam-se com os muitos. 

A meia noite, os sinos repicam chamando os fiéis, os fogos anunciam o " nascimento de Jesus ". 

Esses dois lados do " nascimento de Jesus " não são antagônicos e nem contraditórios, pois compõem o universo cultural e religioso do povo cristão desde a época mais primitiva. Assim foi, assim é, e assim será. Não se deve mudar os costumes, mas aperfeiçoá-los seguindo e segundo a tradição.

Disse-me uma pessoa um dia, que " cada um ( pessoa ) vive com o que tem o como pode ". Isto é verdade. Mas essa verdade aplica-se no universo das pessoas que esperam a vinda de Jesus, mas não têm como recepcioná-Lo? Isto não é utopia e nem preocupação encomendada. Isto é realidade pura, crua e nua. 

Os sem teto, os esquecidos  e marginalizados pela sociedade  abastada, hipócrita e desumana; os desamparados e abandonados nos hospitais, casas de caridade, albergues e afins, carentes de serviços públicos de saúde dignos dos seres humanos; os mendigos e esmoleiros que transitam pelas vias públicas estendendo a mão para receber a esmola " em nome de Jesus " e agradecem com a frase acalentadora do " Deus lhe pague "; os analfabetos que esperam um dia viajar pelas estradas do saber, do conhecimento, do orgulho de poder dizer " eu sei ler e escrever " e nunca mais usarei meu dedo para assinar papéis; os portadores de doença mental que viajam nas estradas da imaginação de seu mundo próprio, sem destino certo, sem futuro, pois seu passado e seu presente, são passagens perdidas no tempo e esquecidas até por seus parentes; os encarcerados nas prisões a espera da Justiça dos homens, que teima em não vir pelas razões óbvias de que não mais interessam à sociedade e pelo descaso do serviço público gratuito; os deficientes físicos, os cegos, os surdos, os mudos, que por dependerem de outros chamados " sãos ", são muitas vezes explorados, vilipendiados em seus direitos de cidadãos e da outorga da cidadania constitucional; as famílias das pessoas que morreram por falta de assistência médica ou do medicamento que precisava, para que sua sobrevida fosse prolongada. Todos estes e mais outros tantos não têm direito de festejar o " nascimento de Jesus "? Quem se lembrará deles? Quem lhes estenderá as mãos para levantá-los e abrir-lhes os braços para um abraço? Quem?  Quem fará as vezes dos Reis Magos?

" Bem-aventurados os que têm sede de Justiça, porque serão saciados ", diz um verso do  Sermão da Montanha, proclamado por Jesus. Isto sim é verdade e afirmação absoluta. A sede será aplacada no momento em que a sociedade despertar do pesadelo a que foi submetida pelos governantes e  legisladores que tombarão ao final de seus mandatos, pois esse direito de representação será arrancado pelo voto, na hora certa e no momento certo,   como também respingará a indiferença do povo aos defensores dos direitos do cidadão e das Leis, que foram omissos no cumprimento do dever público no qual estão investidos. O povo ia adorar se  também deles fossem retirados os privilégios da " eternização nos cargos públicos ".

Se após a leitura deste desabafo na hora errada, Você puder  perdoar-me, certamente está realizando a profecia de Jesus - Pai, perdoa-lhe, ela não sabe o que escreve.

Ainda assim, de todo o meu coração, desejo a VOCES, um FELIZ NATAL.

Para reflexão semanal : "Não seja hipócrita e nem sepulcro caiado. Seja você mesmo, como puder ". Um grande e fraternal abraço do Juracy Freitas. Até o ano que vem. 

 

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