Evolução Histórica de Caiena
A cidade de Caiena teve sua fundação em 1634, quando tornou-se a capital e o principal porto da Guiana Francesa. A localização geográfica dessa colônia francesa - situada ao Norte do atual Estado do Amapá, no entanto, sua história é bem anterior a essa data e rendeu para o mundo luso-brasileiro sérias questões de fronteira, somente resolvidas na década de 1810.
Esta relação conflitante encerrou-se com a restituição da colônia de Caiena à França, em função da queda de Napoleão e das determinações do Congresso de Viena (1815). Mais uma vez a questão das fronteiras veio à tona e, de acordo com o Congresso de Viena, os limites estabelecidos pelo Tratado de Utrecht seriam mantidos. A retomada da colônia pela França apenas se concretizou em 1817, com a assinatura de uma convenção particular entre as duas Coroas.
A cidade de Caiena foi oficialmente criada em 11 de agosto de 1888. É uma cidade muito bonita especialmente no bairro dos Palmistes, um dos mais importantes do centro histórico. Porém, por ter esta situada muito próxima ao oceano, estão expostos aos efeitos dos ventos e sal, e por conta disso vários edifícios e moradias históricas necessitam de manutenção e cuidados especiais.
Dentre as atividades da cidade de Caiena se destaca o comércio, principalmente praticado pela comunidade asiática que é muito presente na região. No entanto, a principal entrada de mercadoria da cidade, o Porto de Caiena, devido ao assoreamento do rio, foi abandonado, persistindo apenas para o desembarque de barcos de pesca. As principais atividades portuárias de Caiena foram transferidas para Degrad des Cannes, em Mahury.
A implantação do Centro Espacial de Kourou, que se iniciou em 1965, propiciou a modernização da infraestrutura de estradas, a construção da hidrelétrica de Petit-Saut a 120 km de Caiena, a modernização do porto Dégrad des Cannes (tráfego de 460 000 t em 1988), e o aeroporto foi transformado em um aeroporto internacional (Rochambeau aeroporto).
Uma característica da Guiana Francesa que vale a pena ser destacada, é o fato dela se assemelhar aos demais países da América do Sul quando se fala das elevadas taxas de fecundidade e mortalidade infantil. Por fatos desse gênero, recebe verbas especiais da União Européia, pois é uma das suas regiões mais pobres e afastadas. Contudo, essa verba faz com que a Guiana Francesa se torne um dos territórios mais ricos do Caribe e da América do sul, assim se constitui uma verdadeira ilha européia no meio de um oceano de pobreza, por esse motivo acaba atraindo muitos imigrantes oriundos dos países próximos.
Granger (2008 p.08), afirma ainda que vale salientar que nem sempre esse interesse, de melhoria do local, pode ser estendido as fronteiras, ou seja, nem sempre esses investimentos se refletem nas fronteiras, ou que suas benfeitorias se dão in lócus.
Caiena tem composição de sua população muito diversificada que reflete os eventos históricos ocorridos. A maior parte da população é constituída por negros e mestiços, também denominados por creoles ou mulatos, como resultado da contínua mestiçagem dos grupos procedentes da Europa, da Ásia e África, assim como de outras partes da América do Sul.
Os índios, que hoje se resumem a pequenas tribos, vivem na costa (caribes, aruaques e palicurs) e no interior (wayanas, oiampis e emérilons). Nas proximidades do rio Maroni, descendentes de escravos foragidos no século XVIII conservaram seu modo de vida africano. Contudo existe ainda uma parcela considerável de brancos.
Destaca-se ainda que de 1967 a 2008 houve um crescimento de mais que o dobro segundo o INSSE (órgão responsável pelo censo local) o número de pessoas em Caiena no ano de 1967 era de 24.518 habitantes e no ultimo censo em 2008 existia aproximadamente 57.643 habitantes (Gráfico 2), o crescimento se dá além do curso migratório, refere-se ao alto índice de natalidade que ocorre naquele lugar.
Caiena hoje é uma cidade com grande crescimento demográfico. De acordo com a prefeitura da cidade, a população aumentou nos bairros centrais e ainda nos assentamentos ilegais, principalmente na periferia. Nesta cidade se observa que os espaços vagos vêm sendo ocupados, não se respeitando as encostas florestadas e nem as áreas de baixa altitude que são zonas úmidas e planícies aluviais, muito parecido com o que ocorre na cidade de Santana.
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