Dia Internacional dos Direitos Humanos
Aprovação do projeto da deputada Marilia, que cria o SOS Racismo, marca a passagem da data no Amapá
Deputada também aproveitou o dia para apresentar prestação de contas dos trabalhos realizados em 2013 pela Comissão de Direitos Humanos
O SOS Racismo, como exposto no projeto, tem como atribuição colaborar com entidades públicas e particulares na eliminação de ações discriminatórias por motivo de raça ou origem, com vistas ao congraçamento social.
O serviço funcionará em duas frentes principais: Receber e dar encaminhamento a denúncias sobre atos de discriminação, visando a apuração e punição dos mesmos; e promover atividades que tenham a finalidade de realizar o bom entendimento, entre si, das diferentes raças em convívio no Estado.
“É uma honra, como pessoa e principalmente como parlamentar, poder apresentar e ver aprovado, no Dia Internacional dos Direitos Humanos, um projeto que vai fortalecer as ações de combate à discriminação de raça, origem ou gênero, que infelizmente ainda são parte da nossa realidade”, enfatizou Marilia.
Além de aprovado por unanimidade no Legislativo, o projeto também foi bem recebido pela comunidade:
“Agradecemos a iniciativa da deputada Marilia, que justamente nesta data nos presenteou com o projeto do SOS Racismo. Ela foi sensível ao perceber que o nosso Estado ainda precisa de muita discussão a respeito do combate ao racismo e de políticas públicas que contemplem a população negra, ainda colocada à margem do desenvolvimento”, declarou Pedro Alencar, da Coordenadoria das Organizações Negras do Amapá (CONNGO), presente à sessão de ontem, na Assembleia.
Marilia também aproveitou a data especial para apresentar um relatório com a prestação de contas das atividades realizadas pela CDH em 2013. A deputada destacou as inspeções realizadas em órgãos públicos amapaenses, para averiguar denúncias de violação dos direitos humanos.
Um dos órgãos visitados pela CDH foi o Abrigo São José, em Macapá, onde a presidente da Comissão flagrou desrespeitos aos direitos da pessoa idosa. Após a inspeção, Marilia denunciou o descaso ao Ministério Público Estadual, que acatou a denuncia e moveu uma Ação Civil Pública, na qual determina que o Governo do Estado reforme as instalações do Abrigo ou construa um novo, num prazo de 90 dias.
| Deputada estadual Marilia Góes |
Ainda no âmbito dos Direitos Humanos, Marilia protocolizou ontem, na Casa de Leis, dois requerimentos, um deles cobrando do governador Camilo Capiberibe a regulamentação da Lei Estadual nº 1.767/13, que dispõe sobre a criação do Conselho Estadual dos Direitos Humanos, e o outro cobrando a nomeação dos membros do referido Conselho.
“A lei que institui o Conselho Estadual dos Direitos Humanos foi sancionada pelo governador, no último dia 30 de setembro. Mas até o presente momento o Conselho ainda não foi legalmente instituído. A criação do Conselho é uma iniciativa de grande importância, e se já está aprovado, o que falta para o governador implementar e fazê-lo atuante na defesa dos direitos dos amapaenses?”, questionou a presidente, alertando que o Amapá é o único estado da Federação que não tem uma estrutura formal para atuar na defesa dos direitos humanos, de acordo com informações divulgados pelo IBGE em março deste ano.
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