sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Economia informal

Economia informal
Ambulantes voltam ao centro e transformam calçadas em feirinhas

Eles voltaram aos poucos, foram se instalando nas calçadas novamente e já podem ser vistos por todos os cantos no Centro Comercial de Macapá. Os vendedores ambulantes, que há 4 anos foram proibidos de atuar nas calçadas, estão de volta e, em alguns pontos, até as  transformaram  em uma feira ao ar livre, com direito a barraca e tudo.


Na São José e na calçada da Avenida Mendonça Junior, são cinco barracas, montadas no total improviso. Os produtos são expostos muitas vezes dentro de malas ou sacolas, que vão em cima de mesas ou tábuas, colocadas em cima de bancos. E para proteger do sol quente, uma lona serve de toldo, amarrada da barraca às arvores ou postes. Tudo bem improvisado.


Nas paradas de ônibus, próximo a uma agencia do Banco do Brasil virou um camelódromo, os ambulantes vendem de tudo, de roupas a pomadas, passando por perfumes, fósforos, brinquedos e produtos piratas e até ervas naturais. Ao perceber a presença da reportagem do Tribuna Amapaense, a maioria se recusou a falar sobre a permanência no local.


Com a expressão fechada, Fernando Levino, 70 anos, reclama de perseguição dos fiscais da Prefeitura, e em seguida desabafa sua própria situação. "É tudo o que eu tenho, esse carrinho e uma casinha velha", conta o vendedor de bugigangas. Antigamente, ele vendia frutas na antiga Feira do Camarão, que foi demolida para ser construído o Shopping Popular e que até hoje está abandonado.
Embora tenha consciência de que a qualquer momento pode ser obrigado a sair da calçada, o ambulante José Dário Damacena, 50 anos, há seis meses monta sua barraquinha todos os dias. "Não estou matando, não estou roubando, estou aqui para trabalhar, para levar comida para a minha casa, só isso", arremata.
E é o que pensa a doméstica Cristiane Costa dos Santos, de 44 anos. Ela trabalha a 17 anos em uma loja comercial e até já se acostumou com a presença dos ambulantes. "Antes existia muito mais ambulantes", lembra.
Em outros pontos da cidade,  a calçada até parece uma extensão do centro comercial, de tantos ambulantes. "Tem gente que reclama por causa da estética, diz que o ambiente fica feio, mas para mim é indiferente", pontua um comerciante, que montou uma lanchonete no local há 3 meses.
Sobre a concorrência com os colegas que não pagam impostos, uma comerciante que preferiu não se identificar disse não se sentir injustiçada. "Eles também são trabalhadores, precisam do dinheiro, cada um se vira como pode", enfatiza.
De acordo com a assessoria de imprensa da a Secretaria de Manutenção Urbanística de Macapá (Semur), há fiscalização, porém o numero de fiscais é pequeno e está nos planos da prefeitura de Macapá a retirada dos ambulantes, porém tem que ser feito um planejamento para recolocá-los. Pois, somente retirar e não lhes dar opção de continuar trabalhando teremos um caos social.
Mesmo assim nos meses de novembro e dezembro, a Semur estará realizando intensas fiscalizações para desobstruir o passeio público do centro comercial. As ações consistem em orientar e conscientizar os ambulantes de que as calçadas são destinadas aos pedestres que desejam fazer as compras de final de ano.

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