sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Santana

Santana
Um ano de decepção com a gestão municipal

A equipe de repórteres do Tribuna Amapaense (jornal e TV) fez um "rolezinho" em Santana, o segundo município amapaense em população e importância econômica e verificou que os munícipes estão decepcionados com a administração de Robson Rocha (PTB).

REINALDO COELHO
DA REPORTAGEM

Buraco interdita Dom Pedro I
As obras em Santana estão engatinhando, paradas ou nem saíram do papel. As que têm recursos federais são desde a época da administração Nogueira e agora estão tendo continuidades. "Infelizmente, o atual prefeito não está exercendo em plenitude seu papel de prefeito. O seu pai o ex-prefeito Rosemiro Rocha quando administrou Santana o fez bem, e tinha o maior zelo pelos pobres", desabafou seu Raimundo Gomes.
Um exemplo é a Avenida Dom Pedro I que corta Santana de Norte a Sul. Ela tem inicio na Rua Claudio Lucio Monteiro, no bairro Hospitalidade e terminar em uma área de ressaca no bairro Paraíso. É uma artéria importante para o fluxo do transito dentro do município.

Hoje os moradores da Dom Pedro I no Bairro Hospitalidade, estão isolados, pois devido o grande fluxo de caçambas, ônibus e caminhões, aconteceu um afundamento na via, pois nesse perímetro, passa um braço do Igarapé do Bueiro que nasce no bairro e deságua no rio Amazonas. E a prefeitura resolveu consertar e fez um buraco para colocar manilha e a dois meses o serviço foi paralisado e tem gerado inúmeros problemas para a população.

Fonte Nova - UPA 24 horas
A saúde amapaense está um caos, levando a rede municipal ao desamparo e a administração municipal recebe verba federal para a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento 24 horas (UPA) e orçada em R$ 1 milhão financiada pela Caixa Econômica Federal com previsão de ser inaugurada em 2011 e hoje se encontra como um monumento do descaso com recursos públicos.
A UPA da Fonte Nova está abandonada pela prefeitura de Santana ela teve sua construção começada na gestão de ex-prefeito de Santana Antônio Nogueira.
 No local aonde era pra está funcionando um centro de referência em saúde, a realidade é outra: mato e lixo tomam conta da paisagem, além da Fonte Nova, a UPA 24h atenderia a população de mais quatro bairros da cidade - Paraíso, Parque das Laranjeiras, Jardim de Deus e Fé em Deus, desafogando o  Hospital Estadual de Santana, única referência de pronto atendimento no município.
Passado um ano da gestão do prefeito Robson Rocha (PTB), nada mudou em relação à referida obra. A reportagem esteve no local e foi informado por funcionários que estão construído uma creche ao lado da UPA que há duas semanas foi começado o serviço de pintura do prédio.
Informações são de que a prefeitura deverá entregar no final de  fevereiro, porém pelo andar da pintura (dois trabalhadores na obra) isso não ocorrerá, pois ela deverá receber equipamentos e servidores e não consta de que isso já foi adquirido.
O prefeito Robson Rocha deveria ter mais atenção com os moradores dos bairros periféricos de Santana, além da falta de recolhimento de lixo constante, as ruas esburacadas e alagadas, falta de iluminação pública, dispara seu Cleomar Nunes que mora há mais de 10 anos no bairro Fonte Nova e completa "Um dos nossos vizinhos é o pai e ex-prefeito de Santana Rosemiro Rocha, nem isso sensibilizou o prefeito a dar continuidade nos serviços para concluir e entregá-la para a comunidade".
O secretario de saúde do município informou que a prefeitura já possui os recursos no valor de R$ 585.840. 00 liberado pelo Ministério da Saúde no fim do ano passado e que deverão ser usados para equipar a Unidade de Pronto Atendimento.

Canal do Paraíso
Moradores da Rua Osvaldo Cruz, no bairro Paraíso, reclamam do abandono pelo qual se encontram as duas vias que cercam o canal que corta o bairro. No perímetro que fica entre as avenidas Dom Pedro I e Rio Branco, mato e a lama tomaram conta do local e vem dificultando o acesso dos moradores.
Moradores  reclamam do descaso da prefeitura de Santana que mandou limpar o canal, porém, o lixo e o mato retirado do mesmo foram jogados na calçada, dificultando o único espaço usado como acesso pelos moradores.
Porém, a lama e o mato não é o único problema de quem residem as margens do canal do Paraíso. Não há iluminação pública no local e isso vem prejudicando quem precisa sair de casa. Segundo os moradores, marginais costumam se aglomerar no local para fazer consumo de drogas e bebida alcoólica, e chegam a cobrar pedágio para quem passa pelo local.

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