sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

ARTIGO DO GATO

O Amapá vai bem, obrigada!?


Na ótica de Camilo o Amapá vive sim um ciclo de desenvolvimento, fruto de um trabalho persistente realizado nesses últimos três anos e que resulta na recuperação da credibilidade do setor público.
Essa afirmativa encerra a mensagem enviada pelo Poder Executivo ao Poder Legislativo protocolarmente feita todas as vezes que aquela Casa de Leis reabre mais um período legislativo.
Camilo, pasmem os senhores, ignora solenemente a significativa parcela de 74% da população macapaense que diz rejeitar o governo dele, segundo pesquisa IBOPE/CNI. 
Esse descontentamento sempre foi evidente para todos, mesmo para o governador e seus assessores mais próximos que sabem da reprovação, mas preferem acreditar num Amapá do faz de conta e criado a partir das ilações camilianas. 
O caos instalado na saúde desde o início de sua gestão que piora a cada mexida no comando daquela pasta, quer seja, por falta de infraestrutura, medicamentos, má gestão de pessoal (médicos, enfermeiros etc.), quer seja pela corrupção desenfreada na aquisição de produtos e serviços protagonizados pelos gestores que por ali passaram e que continua com a enfermeira Olinda Consuelo, é negado por Camilo, que afirma em sua mensagem que a saúde pública recebeu investimentos que asseguraram um atendimento mais digno e eficiente ao usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) no Amapá.
Só não leiam essa mensagem para as pessoas que necessitam da saúde pública para curar suas enfermidades, principalmente, só para citar dois exemplos, renais crônicos que dependem da nefrologia e os portadores de câncer.
Mas a moda é a palavra "humanizado". Porém é necessário perguntar ao governador qual o conceito de humanizado para ele, pois as pessoas que se amontoam nos corredores do Hospital de Emergências não devem se sentir com esse padrão "FIFA" de atendimento público. Humanizado é deixar as pessoas pelos corredores, ou morrendo pelo chão do hospital por falta de maca?
Camilo analisado a partir da sua mensagem deixa claro que vive no "mundo de Alice no País das Maravilhas", pois se alguém de fora do Amapá e que não leia nada sobre esse estado ter acesso a mensagem do Camilo à Assembleia vai imaginar que o Amapá é um município do Mato Grosso do Sul, que vive em franco desenvolvimento, com uma educação de primeiro mundo, com a economia crescendo a olhos vistos e que as lojas e indústrias vivem com placas nas suas portas com os seguintes dizeres: precisa-se de pessoal!
Camilo Capiberibe fala da educação sem pelo menos tanger na questão da falta de professores nas escolas estaduais. Ignora por completo que muitos alunos estão com prejuízo irrecuperável pela falta de conclusão da grade curricular do ensino médio.
Ele elenca um número de escolas recuperadas e ampliadas que só ele vê, pois o povo continua a reclamar nos programas radiofônicos e televisivos de oposição que falta escola, que as condições das escolas dos filhos estão péssimas. Que falta merenda e os autônomos que possuem carros alugados para a Coovap, cooperativa que mantém o contrato de fornecimento de veículos para transporte escolar, não recebem. Aliás! Ninguém recebe regiamente nesse estado camiliano. A não ser os apaniguados.
Olha! Se a mensagem de Camilo Capiberibe, governador do Estado do Amapá, fosse levada a sério poderia ser chamada de mentirosa, mas como ele é uma piada e sua mensagem foi enviada pelas mãos de terceiros e ele disse tudo isso e não foi conferir "in loco" a reação dos ouvintes, temos que levar na brincadeira, pois o Amapá acabou virando um desses jogos mortais modernos que a tecnologia cibernética cria a todo instante, onde ganha que extermina mais seres humanos. Camilo Capiberibe se diverte ao tempo em que ver para o seu deleite, os amapaenses morrendo dentro de suas casas vítimas da violência, nos hospitais vítimas do descaso. Nesse jogo para passar de fase é necessário ferrar a educação, matando professores. Bônus extra, ganha quem promover mais corrupção. Valei-me Deus, onde estamos. Graças a Deus que o jogo está acabando e o povo, apesar do Camilo, vai sobreviver.

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