sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

PAPO FARTO

Randolph Scooth


Cresce a violência contra criança e adolescente  - Parte I


Falar de violência é um tema amplo, pois temos a oportunidade de avaliar a violência em vários aspectos. Porém, antes de mais nada, devemos saber o que é Violência? Como acontece? e Como Prevenir? Nos últimos anos o número de ocorrências envolvendo crianças e adolescentes tem preocupado autoridades e a sociedade civil como um todo. O Brasil possui uma população de 190 milhões de pessoas, dos quais 60 milhões têm menos de 18 anos de idade, o que equivale a quase um terço de toda a população de crianças e adolescentes da América Latina e do Caribe. São dezenas de milhões de pessoas que possuem direitos e deveres e necessitam de condições para se desenvolverem com plenitude todo o seu potencial.

Contudo, as crianças são especialmente vulneráveis às violações de direitos, à pobreza e à iniquidade no País. Por exemplo, 29% da população vive em famílias pobres, mas, entre as crianças, esse número chega a 45,6%. As crianças negras, por exemplo, têm quase 70% mais chance de viver na pobreza do que as brancas; o mesmo pode ser observado para as crianças que vivem em áreas rurais.

O que é Violência? É tudo o que fazemos ou deixamos de fazer que provoque dano físico, sexual e/ou psicológico à criança ou ao adolescente. E estes são alguns exemplos: violência física: beliscões, cintadas, chineladas, puxões de orelhas, uso da força física ao tocar na criança ou no adolescente; - violência sexual: manipulação da genitália, exploração sexual, ato sexual com ou sem penetração;- violência psicológica: rejeição, desrespeito, depreciação, rotulação, xingamento, cobrança e punições exageradas;- negligência ou abandono: falha ou omissão em prover os cuidados, a atenção, o afeto e as necessidades básicas da criança ou do adolescente, como saúde e alimentação.Indicações de que uma criança e/ou adolescente possa estar sendo vítima de violência:- lesões físicas;- doenças sexualmente transmissíveis (DST);- problemas de aprendizagem;- comportamento muito agressivo ou apático;- comportamento extremamente tenso;- afastamento, isolamento;- conhecimento sexual inapropriado para a idade;- negar-se a voltar para casa;- idéias e/ou tentativas de suicídio;- autoflagelação;- fugas de casa;- choro sem causa aparente;- hiperatividade;- comportamento rebelde;- desnutrição;- aparência descuidada e suja.

Isso nos mostra que devemos, em caráter de urgência, nos unir na luta pela proteção de nossas crianças e adolescentes. Nesta luta temos a obrigação de envolver a sociedade civil e os governantes, pois somente uma força tarefa pode ajudar nossas crianças e proteger a todos. Mas, enquanto isso não acontece, temos que nos preocupar em um fato. O que fazer? Bem sabemos, que, somente atitudes podem ajudar a criança ou o adolescente vitimizado como: - não culpá-la; - mostrar que ela não está só; - acreditar nela; - deixar que ela fale sobre seus sentimentos; - incentivar a procura de ajuda profissional; - não criar expectativas que não sabe se poderão ser cumpridas; - reforçar atitudes positivas da criança/adolescente; - incentivar a autoconfiança;
- dizer e permitir que seja diferente; - respeitar seu jeito de ser.

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