sexta-feira, 14 de março de 2014

editorial

EDITORIAL

Heróis anônimos e o marionete

E mais uma vez vamos ocupar este espaço nobre do jornal para falar da violência. Vamos continuar sim, batendo nesta tecla até que algo seja feito, que uma providência seja tomada, caso contrário estamos fadados a este caos urbanos que não encontra limites. 
No última fim de semana e no começo dessas experimentamos novamente a audácia dos bandidos, que sem nenhuma cerimônia ou sequer uma camisa no para esconder o rosto, invadiram o prédio do Super Fácil do Buritizal e roubaram a arma de um vigilante colocado ali para garantir a segurança do prédio e de certa forma do cidadão que lá chega para pagar contas e usar os serviços. 
Supostamente sem polícia por perto, a ação foi rápida e tudo teria dado certo se não estivesse por lá um policial repleto de sua obrigação de defender o alheio. Este herói anônimo arriscou sua vida em uma troca de tiros com um dos bandidos o alvejando mortalmente, mas não levar um tiro que o atingiu no pé. 
A ação foi frustrada e felizmente a sociedade ganhou este round. Infelizmente o combate continua. No bairro Cabralzinho habitado por famílias de classe média e média alta, uma professora foi vítima destes marginais e rendida por uma faca e um revólver. Mais uma vez a ação anônima se fez presente. Um vizinho interveio, perseguiu um dos bandidos e o acertou com um tiro no olho. 
Telefonemas anônimos dados ao Batalhão de Operações Especiais impediram um assalto que ocorreria em uma olaria no bairro Zerão no sábado passado. O mesmo aconteceu com um grupo de traficantes na zona Norte, onde um deles ameaçava policiais militares pelo telefone e pelas redes sociais. Mais uma vez, o cidadão aparece por trás da derrubada do crime. 
Será este o mecanismo mais eficaz para tentar frear a investida do crime do qual estamos sendo testemunhas? O cidadão terá que passar a arriscar a própria vida para impedir roubos e crimes de outras proporções? 
A polícia bem que tenta, vai para as ruas, aborda vagabundos de cabelinho descolorido em motocicletas e bicicletas de "chifre". Encosta eles no muro, revista, intimida, mas não tem sido suficiente. A boa disposição dos policiais emperra em um "monstro" gigantesco que é a politicagem. 

E é isso que temos hoje no Amapá, politicagem à mão cheia. O que importa que a Secretaria de Segurança Pública tenha em seu comando alguém que já demonstrou não entender nada da pasta? O que importa assaltos e mais assaltos acontecendo sem uma política de ação ou sequer satisfação à sociedade? O que importa o povo refém dos bandidos? O que importa é que a aliança politiqueira seja mantida e que esteja satisfeita a marionete em seu cargo de consolo. E o povo... bom, o povo é o povo...

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